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Tempestade forte causa morte e deixa muitos sem energia nos EUA

Fortes ventos e chuvas intensas continuam a afetar a região nordeste dos Estados Unidos neste domingo (27), resultando em pelo menos uma morte e deixando dezenas de milhares de residências sem eletricidade.

As autoridades alertam sobre o perigo de enchentes e bloqueios nas estradas em cidades como Boston, Filadélfia e Nova York.

As rajadas de vento podem alcançar velocidades superiores a 90 quilômetros por hora em áreas de Nova Jersey, Delaware e no sudeste da Pensilvânia, de acordo com o mais recente boletim do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). Contudo, espera-se que os ventos diminuam no período da tarde.

Está prevista a ocorrência de inundações costeiras durante a maré alta ao longo de Nova Jersey e Delaware neste domingo.

Kathy Hochul, governadora do estado de Nova York, destacou em coletiva no sábado que as condições são extremamente perigosas e que quem se aproximar da costa neste final de semana estará colocando sua própria vida em risco. Ela também mencionou a possibilidade de ondas de até seis metros em algumas regiões.

Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, cidade mais populosa dos Estados Unidos, alertou os residentes acerca das rajadas de vento e possíveis falhas no fornecimento de energia elétrica, pedindo que evitem viagens desnecessárias.

No bairro do Brooklyn, um homem de 56 anos perdeu a vida após a queda de uma árvore, conforme informações divulgadas pela imprensa local.

Mais de 100 mil pessoas enfrentam falta de energia nas regiões de Nova York, Nova Jersey, Connecticut, Massachusetts, Rhode Island e Pensilvânia na manhã deste domingo, segundo o site especializado poweroutage.com.

Centenas de voos foram adiados ou cancelados em toda a região, conforme o site de rastreamento FlightAware.

Grandes eventos culturais também foram suspensos temporariamente, incluindo os festivais Global Citizen e All Things Go em Nova York, além de Oceans Calling em Maryland.

Os organizadores do Global Citizen enfatizaram que a segurança é prioridade, e que esta é a primeira vez em 14 anos que o evento foi cancelado, destacando que artistas como Lenny Kravitz, Lauryn Hill e Alicia Keys estavam programados para se apresentar.

Os shows do cantor britânico Ed Sheeran, planejados para este fim de semana na região próxima a Boston, foram igualmente cancelados devido à tempestade, que trouxe rajadas de vento de até 113 km/h ao longo da costa da New England.

Espera-se que algumas áreas de Massachusetts, incluindo Boston, recebam mais de 12 centímetros de chuva, volume equivalente a mais de um mês de precipitação, assim como até 12 centímetros em Long Island nos próximos dias.

Regiões costeiras de Maryland, Carolina do Norte, Virgínia, Delaware e Nova Jersey já têm registrado enchentes ao longo desta semana.

Este tipo de tempestade é comum no nordeste dos Estados Unidos entre o outono e o início da primavera, frequentemente acompanhado por chuvas intensas, ventos fortes ou nevascas.

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Polícia britânica investiga incidente grave próximo a base dos EUA

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A polícia antiterrorista britânica está conduzindo uma investigação sobre um incidente grave ocorrido neste domingo (27) nas proximidades de uma base militar usada pela Força Aérea dos Estados Unidos no oeste da Inglaterra, conforme reportado pela imprensa local, após a prisão de vários suspeitos relacionados a crimes com explosivos.

Especialistas estão atualmente examinando diversos veículos próximos à base da Força Aérea Real britânica (RAF) em Fairford, enquanto várias casas nas redondezas foram evacuadas, conforme comunicado da polícia de Gloucestershire.

Informações da agência britânica PA e da BBC indicam que a polícia antiterrorismo assumiu a condução da investigação.

Anteriormente, as autoridades de Gloucestershire haviam informado sobre a prisão de vários homens por suspeita de violação das leis sobre explosivos.

O Ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, agradeceu as equipes de emergência e declarou no X que a situação está controlada e que a população pode ficar tranquila.

Fairford é a base da 501ª Ala de Apoio de Combate da Força Aérea americana no Reino Unido.

Essa unidade emitiu um comunicado afirmando que nenhum de seus membros esteve envolvido no ocorrido.

Em março, o ex-primeiro-ministro Keir Starmer autorizou ações defensivas dos Estados Unidos contra instalações de mísseis iranianos a partir de duas bases britânicas, incluindo Fairford.

Após o incidente, uma evacuação foi realizada em residências próximas na cidade de Whelford, conforme informado pela polícia.

A Ministra do Interior, Shabana Mahmood, acusou o Irã e a Rússia de utilizarem agentes terceiros para realizar atividades criminosas no Reino Unido.

De acordo com dados de setembro divulgados pelo jornal The Independent, instalações militares britânicas foram alvo de mais de 300 ataques com drones nos últimos 12 meses.

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Suíços dizem não a mudança na neutralidade do país

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Os suíços recusaram categoricamente, neste domingo (27), uma proposta popular para fortalecer a neutralidade do país. Esse movimento, apoiado pela direita nacionalista e visto como favorável à Rússia por seus opositores, foi rejeitado conforme as primeiras projeções de boca de urna.

A proposta visava inserir na Constituição uma neutralidade mais rigorosa, impedindo qualquer aliança com blocos militares ou a aplicação de sanções econômicas a terceiros países, excetuando decisões da ONU.

O texto obteve ampla rejeição, com 71% dos votos contrários, segundo uma projeção inicial do instituto de pesquisas gsf.bern, divulgada 30 minutos após o fechamento das urnas.

“Mantemos a política de neutralidade que permite à Suíça impor sanções e posicionar-se globalmente”, afirmou Laurence Fehlmann Rielle, deputada socialista, em entrevista à televisão pública suíça RTS.

A neutralidade, enraizada na história suíça por séculos, está presente na Constituição federal desde 1848, obrigando o Estado a não tomar partido em conflitos entre outras nações.

Contudo, a adoção das sanções da União Europeia contra Moscou após a invasão russa da Ucrânia, assim como o primeiro mandato da Suíça como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU em 2023 e 2024, colocaram a neutralidade em debate político e midiático.

A organização pró-soberania Pro Suisse, responsável pela iniciativa, com o apoio da União Democrática de Centro (UDC), partido nacionalista de direita e principal força política do país, defendia uma neutralidade mais estrita.

“A Suíça tem um papel crucial no mundo. Queremos promover paz, diplomacia e diálogo. Para isso, é essencial sermos credíveis com uma neutralidade duradoura e armada”, declarou Céline Amaudruz, vice-presidente da UDC e deputada, em entrevista à televisão pública suíça.

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Ataques a tiros matam 27 pessoas na África do Sul

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Pelo menos vinte e sete pessoas perderam a vida em dois ataques armados diferentes na África do Sul, um ocorrido em Joanesburgo e outro nos arredores da Cidade do Cabo, conforme informou a polícia local.

No primeiro episódio, oito homens armados com rifles invadiram um bar no oeste de Joanesburgo na noite de sábado, 26, e mataram dezessete pessoas, além de ferir quinze outras.

De acordo com a polícia, os atacantes atiraram contra clientes que estavam do lado de fora do bar, antes de entrarem no estabelecimento e continuarem a disparar. Entre os mortos estavam treze homens e quatro mulheres.

“Parece que os agressores revistaram alguns frequentadores e roubaram seus celulares antes de fugirem em dois veículos sem placas”, declarou a polícia.

As autoridades ainda não esclarecem os motivos do ataque, que também resultou no incêndio de dois veículos pelos criminosos na fuga.

O segundo ataque aconteceu na madrugada de domingo, 27, no município de Lwandle, próximo à Cidade do Cabo, onde dez pessoas foram assassinadas e onze ficaram feridas, conforme comunicado policial.

Homens armados invadiram um espaço de lazer às 1h46, no horário local, e dispararam contra quem estava no local.

Cinco vítimas morreram imediatamente no local do atentado, enquanto as demais sucumbiram a caminho do hospital.

Até o momento, ninguém foi preso em conexão com os ataques, informou a polícia sul-africana.

Esses episódios de violência armada ocorrem em meio a um cenário persistente de insegurança na África do Sul, onde a circulação tanto de armas legais quanto ilegais contribui para crimes muitas vezes ligados a disputas entre facções criminosas e rivalidades na economia informal.

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