Notícias
Nunes Marques bloqueia jingle de Lula contra Flavio Bolsonaro e Vorcaro
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu temporariamente a exibição de um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL) em suspeitas de rachadinha, ao caso do Banco Master e à aquisição de imóveis com dinheiro em espécie.
O jingle traz o refrão “Foi o Flavio Bolsonaro”, ligando-o diretamente a essas controvérsias, e foi transmitido sete vezes em rádios entre 28 e 31 de agosto, em quatro emissoras.
Na decisão, Nunes Marques explicou que a desinformação eleitoral não se limita a notícias falsas, mas também abrange a distorção dos fatos. Segundo ele, a propaganda pode levar os eleitores a interpretarem de maneira errada as denúncias e investigações, pois não detalha o andamento ou a conclusão dos casos mencionados.
A peça menciona Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, e afirma que Flávio Bolsonaro teria solicitado R$ 61 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também cita uma homenagem feita pelo senador ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado como miliciano, além do recebimento de depósitos em dinheiro por meio de uma loja de chocolates. A propaganda associa ainda a família Bolsonaro à compra de 51 imóveis pagos em dinheiro vivo e faz referência ao esquema de rachadinha ligado a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador.
A campanha do senador recorreu ao TSE alegando que o conteúdo da propaganda era manipulado e continha informações falsas, além de apontar irregularidades na identificação responsáveis pela veiculação e nos candidatos beneficiados, que poderiam acarretar multa.
Nunes Marques observou que o jingle utiliza o tempo presente para tratar de denúncias arquivadas e não esclarece a origem ou estágio das investigações da Polícia Federal sobre Vorcaro. Também não informa sobre as apurações dos depósitos em espécie ou da compra de imóveis.
O presidente do TSE destacou que, devido ao formato simples, repetitivo e memorizável do jingle, e ao contexto em que foi divulgado, há risco de que os eleitores compreendam erroneamente as informações apresentadas.
Mundo
Suíços dizem não a mudança na neutralidade do país
Os suíços recusaram categoricamente, neste domingo (27), uma proposta popular para fortalecer a neutralidade do país. Esse movimento, apoiado pela direita nacionalista e visto como favorável à Rússia por seus opositores, foi rejeitado conforme as primeiras projeções de boca de urna.
A proposta visava inserir na Constituição uma neutralidade mais rigorosa, impedindo qualquer aliança com blocos militares ou a aplicação de sanções econômicas a terceiros países, excetuando decisões da ONU.
O texto obteve ampla rejeição, com 71% dos votos contrários, segundo uma projeção inicial do instituto de pesquisas gsf.bern, divulgada 30 minutos após o fechamento das urnas.
“Mantemos a política de neutralidade que permite à Suíça impor sanções e posicionar-se globalmente”, afirmou Laurence Fehlmann Rielle, deputada socialista, em entrevista à televisão pública suíça RTS.
A neutralidade, enraizada na história suíça por séculos, está presente na Constituição federal desde 1848, obrigando o Estado a não tomar partido em conflitos entre outras nações.
Contudo, a adoção das sanções da União Europeia contra Moscou após a invasão russa da Ucrânia, assim como o primeiro mandato da Suíça como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU em 2023 e 2024, colocaram a neutralidade em debate político e midiático.
A organização pró-soberania Pro Suisse, responsável pela iniciativa, com o apoio da União Democrática de Centro (UDC), partido nacionalista de direita e principal força política do país, defendia uma neutralidade mais estrita.
“A Suíça tem um papel crucial no mundo. Queremos promover paz, diplomacia e diálogo. Para isso, é essencial sermos credíveis com uma neutralidade duradoura e armada”, declarou Céline Amaudruz, vice-presidente da UDC e deputada, em entrevista à televisão pública suíça.
Mundo
Ataques a tiros matam 27 pessoas na África do Sul
Pelo menos vinte e sete pessoas perderam a vida em dois ataques armados diferentes na África do Sul, um ocorrido em Joanesburgo e outro nos arredores da Cidade do Cabo, conforme informou a polícia local.
No primeiro episódio, oito homens armados com rifles invadiram um bar no oeste de Joanesburgo na noite de sábado, 26, e mataram dezessete pessoas, além de ferir quinze outras.
De acordo com a polícia, os atacantes atiraram contra clientes que estavam do lado de fora do bar, antes de entrarem no estabelecimento e continuarem a disparar. Entre os mortos estavam treze homens e quatro mulheres.
“Parece que os agressores revistaram alguns frequentadores e roubaram seus celulares antes de fugirem em dois veículos sem placas”, declarou a polícia.
As autoridades ainda não esclarecem os motivos do ataque, que também resultou no incêndio de dois veículos pelos criminosos na fuga.
O segundo ataque aconteceu na madrugada de domingo, 27, no município de Lwandle, próximo à Cidade do Cabo, onde dez pessoas foram assassinadas e onze ficaram feridas, conforme comunicado policial.
Homens armados invadiram um espaço de lazer às 1h46, no horário local, e dispararam contra quem estava no local.
Cinco vítimas morreram imediatamente no local do atentado, enquanto as demais sucumbiram a caminho do hospital.
Até o momento, ninguém foi preso em conexão com os ataques, informou a polícia sul-africana.
Esses episódios de violência armada ocorrem em meio a um cenário persistente de insegurança na África do Sul, onde a circulação tanto de armas legais quanto ilegais contribui para crimes muitas vezes ligados a disputas entre facções criminosas e rivalidades na economia informal.
Mundo
Cinco mortos em novos ataques russos à Ucrânia
Pelo menos cinco pessoas perderam a vida em recentes ataques realizados pela Rússia contra a Ucrânia, segundo informações das autoridades no domingo (27). Isso ocorreu um dia depois de Moscou afirmar que pretende alcançar seus objetivos militares independentemente das condições.
Uma das vítimas fatais foi registrada na capital Kiev, onde os ataques afetaram mais de 16 locais, incluindo áreas residenciais e industriais.
Na região sul de Zaporizhzhia, três pessoas morreram durante ataques noturnos, conforme relatado pelo presidente Volodimir Zelensky.
Em Odessa, um ataque intenso contra a parte sul da área do Mar Negro resultou em mais uma morte.
A Rússia aumentou suas ofensivas contra a capital, que se prepara para enfrentar um inverno rigoroso desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que uma mulher e dois adolescentes de 16 anos ficaram feridos e foram hospitalizados na cidade.
Esses ataques aconteceram após o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarar na ONU que Moscou está determinado a prosseguir com sua campanha militar independentemente das circunstâncias.
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