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Pneumonia e idosos: entenda os riscos
José Sarney, ex-presidente da República, com 96 anos, está hospitalizado no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo para tratar uma pneumonia bacteriana. Esta é a segunda internação do político em poucas semanas pela mesma condição. Ele havia sido admitido em 13 de setembro e teve alta em 16 de setembro.
A pneumonia é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser provocada por bactérias, vírus ou fungos, afetando principalmente idosos e pessoas com doenças pulmonares. Embora não seja contagiosa, a pneumonia pode ser fatal se não for tratada adequadamente, sendo a principal causa de morte por doença infecciosa globalmente.
Sintomas
Os sinais das pneumonias bacteriana, viral e fúngica são semelhantes aos de uma gripe comum, como tosse, febre alta, catarro amarelado e falta de ar, podendo confundir quem está doente. Porém, sintomas característicos incluem dores intensas nos pulmões, respiração rápida, sensação de pressão no peito, calafrios, alterações na pressão arterial, fraqueza generalizada, além de cansaço extremo, que podem durar vários dias mesmo após o uso de remédios.
Riscos para a população idosa
Nas pessoas idosas, a pneumonia pode gerar complicações sérias como a redução do oxigênio no sangue, levando à dificuldade para respirar, insuficiência respiratória e até parada cardiorrespiratória.
A pressão arterial baixa, causada pela entrada dos germes na corrente sanguínea ou pela resposta exagerada do organismo à infecção chamada sepse, também pode levar à morte, assim como abscessos pulmonares e presença de pus no espaço entre pulmão e parede torácica (empiema), ambos potencialmente fatais.
Além disso, lesões graves e irreversíveis nos pulmões podem ocorrer devido à infecção e inflamação intensas, resultando em necessidade de ventilação mecânica prolongada.
Diferenças entre pneumonia bacteriana e viral
A pneumonia bacteriana costuma apresentar uma evolução rápida e sintomas agudos, frequentemente sem histórico de problemas respiratórios anteriores, enquanto as pneumonias hospitalares bacterianas têm maior risco de mortalidade devido à resistência das bactérias e à imunidade baixa dos pacientes.
Já a forma viral geralmente está associada a outras doenças respiratórias, como gripes ou Covid-19, enquanto a pneumonia fúngica é rara e evolui de forma lenta, com sintomas persistentes e febre moderada.
Causas da pneumonia
A pneumonia pode ser adquirida na comunidade por bactérias comuns do cotidiano, especialmente quando o sistema imunológico está debilitado. Em hospitais, é contraída durante internações, principalmente em pacientes entubados, onde bactérias mais agressivas e resistentes são comuns.
O tipo viral acontece em decorrência de outras condições respiratórias que facilitam entrada de agentes infecciosos, já a pneumonia fúngica ocorre geralmente em ambientes isolados como cavernas, sendo rara em áreas urbanas.
Tratamento
O tratamento varia conforme o agente causador, podendo incluir antibióticos, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários, acompanhados de exercícios respiratórios para recuperação. Pacientes com falta de ar ou baixa oxigenação recebem oxigênio suplementar, normalmente por cânula nasal.
Embora o descanso seja importante, o repouso absoluto não é recomendado; pacientes são incentivados a realizar pequenas caminhadas e se movimentar para favorecer a recuperação.
Histórico de internação do ex-presidente
José Sarney informou nas redes sociais que viajou a São Paulo para fazer um check-up após ser diagnosticado com pneumonia. Em tom descontraído, comentou que, aos seus 96 anos, até pequenos problemas de saúde são sérios para ele.
Na primeira hospitalização, recebeu antimicrobianos via intravenosa, permaneceu estável, com pressão controlada e sem necessidade de oxigênio suplementar. Segundo o boletim mais recente, Sarney segue estável e em acompanhamento médico.
Notícias
Lula aumenta contato direto com eleitores em São Paulo na reta final das eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, neste sábado, 26, adotando uma estratégia da campanha para a última semana antes do primeiro turno das eleições: intensificar o contato direto com os eleitores para garantir presença nas urnas.
Animado e atento aos detalhes, Lula caminhou pelo bairro acompanhado pela primeira-dama Janja Lula da Silva. Durante o trajeto, pediu para que o carro andasse mais devagar e solicitou aos seguranças espaço para se aproximar dos apoiadores, buscando diminuir a distância entre ele e os eleitores.
Em vários momentos, Lula também pediu para aumentar o volume do microfone, preocupado em ser ouvido por quem acompanhava a passagem. “Diga ao rapaz do som que aumentar o volume não paga imposto”, brincou.
Ele também cuidou da apresentação dos aliados, pedindo que fossem anunciados nomes presentes no evento, como o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). “Precisa citar os nomes deles”, comentou com humor.
Essa abordagem reflete uma mudança de ritmo que a equipe de campanha pretende intensificar nos dias que antecedem a votação em 4 de outubro. A avaliação dos aliados é que eventos abertos e caminhadas nas periferias ajudam a engajar melhor os eleitores já inclinados a votar em Lula do que eventos fechados.
A estratégia visa dar mais força a uma campanha que, segundo petistas, teve parte de sua agenda eleitoral ofuscada recentemente pela crise do Banco Master e pelos acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o movimento busca diminuir o risco de abstenção em grupos com maior propensão a não votar, especialmente eleitores de baixa renda e idosos, onde Lula lidera as pesquisas.
Parlamentares aliados consideram que essa maior presença nas ruas já começou a acelerar o ritmo da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que os eventos em Recife e São Paulo indicam uma campanha mais próxima do eleitorado, ganhando força na reta final.
O coordenador da campanha em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, concorda, destacando que a candidatura está começando a ditar o ritmo necessário nesta fase final.
Durante o trajeto, Lula comentou a “campanha do fim da bet”, referindo-se à medida provisória que proíbe as operações das casas de apostas no país.
Com voz mais firme, o presidente também ergueu a bandeira do Brasil em um gesto simbólico de defesa da soberania nacional. A equipe acompanha atentamente sua voz, pois pesquisas indicam que rouquidão excessiva pode passar uma impressão errada ao eleitorado.
Além de mobilizar seus apoiadores, Lula direcionou críticas a seu adversário Flávio Bolsonaro (PL), associando-o às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Questionou as explicações do senador sobre sua relação com Vorcaro, contrapondo essas questões às críticas que recebe.
Esses eventos ocorrem após revelações da Polícia Federal sobre diálogos e encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, reforçando o debate político antes do primeiro turno.
Lula também alertou para os riscos que a vitória do adversário poderia representar para a democracia e soberania, criticando a aproximação do bolsonarismo com os Estados Unidos, buscando alcançar eleitores indecisos.
Em seu discurso improvisado, Lula destacou programas e conquistas de seu governo, contrastando com a gestão de Jair Bolsonaro, e enfatizando a diferença entre as duas administrações para conquistar votos indecisos.
Essa intensificação da agenda pública ocorre num contexto de disputa acirrada pela presidência. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24, Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Para o segundo turno, ambos aparecem tecnicamente empatados.
São Paulo faz parte de uma estratégia mais ampla da campanha, que planeja acelerar as viagens e focar especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, visitando em média um estado por dia. Entre os principais alvos estão São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Esporte
Bortoleto critica estratégia da Audi em Baku e perde posições após punição
O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto enfrentou um desempenho abaixo do esperado na manhã deste sábado (26), durante o Grande Prêmio do Azerbaijão, finalizando em 13º lugar. Entretanto, após receber uma penalização de dez segundos, sua posição caiu para o 15º lugar no resultado final.
Ainda assim, Bortoleto destacou o bom desempenho do carro durante a corrida em entrevista ao SporTV, afirmando que sentiu um ritmo favorável nas curvas, ao contrário do que havia experimentado durante o fim de semana, quando parecia estar lento em relação aos outros competidores.
Durante os treinos classificatórios, o piloto da Audi ficou em 17º lugar, superando o colega de equipe Nico Hülkenberg e os carros da Cadillac e Aston Martin, equipes que têm tido dificuldades na temporada.
Bortoleto também expressou insatisfação com a estratégia adotada pela equipe Audi durante a corrida. Explicou que houve uma demora para chamar Hülkenberg para os boxes. Enquanto isso, Gabriel permaneceu na pista em modo economia. Quando recebeu o aviso de que o companheiro de equipe iria parar, já era tarde para acelerar e compensar o tempo perdido, o que influenciou negativamente sua colocação.
Punição de Dez Segundos
Logo após a prova, Gabriel Bortoleto foi penalizado com uma punição de dez segundos devido a uma ultrapassagem durante uma bandeira amarela, que é proibida pelas regras da competição. A infração ocorreu quando ele ultrapassou Sergio Pérez entre as curvas 6 e 7.
Houve uma confusão com os organizadores, pois mesmo com sinalizações físicas e bandeiras amarelas informando a presença do Safety Car, o sistema oficial não registrou o acionamento, e seu volante não indicava a advertência.
Com essa penalização, o piloto terminou em 15º lugar, passando a ser ultrapassado por Oscar Piastri e Sergio Pérez. Entre os que completaram a corrida, ficou na última colocação.
Mundo
Trump recusa proposta do Irã para abrir Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou neste sábado (26) o plano do Irã para reabrir em até sete dias o Estreito de Ormuz, que é ponto central do conflito entre os dois países.
Trump declarou frente à Casa Branca: “Rejeito a proposta deles”. Segundo ele, os líderes iranianos “querem um acordo para abrir o estreito logo, pois estão perdendo força rapidamente.”
Na sexta-feira (25), o Irã informou que havia feito uma oferta aos EUA para a reabertura do estreito em uma semana após o aval do acordo.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, disse na sede da ONU em Nova York que a decisão agora está nas mãos de Washington.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, explicou que a proposta foi preparada em conjunto com o líder supremo Mojtaba Khamenei, formando uma equipe de seis membros com autoridade para decisões.
Demonstrando a falta de confiança entre as nações, Trump postou um mapa em sua rede Truth Social, renomeando o Estreito de Ormuz para “Estreito Trump”.
Essa rota marítima, usada para transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro das tensões geradas por bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã desde fevereiro.
Desde então, o Irã reivindica o controle do canal, enquanto Washington aplica um bloqueio aos portos iranianos em resposta.
Antes da rejeição, fontes citadas pelo Wall Street Journal indicavam que Trump considerava que Teerã não cumpriria as condições estabelecidas, levando à recusa da oferta.
O presidente dos EUA ainda avalia a possibilidade de retomar ataques ao Irã após as eleições legislativas de meio mandato em novembro.
Washington não realiza bombardeios no território iraniano desde 1º de setembro, embora ataques contra navios em Ormuz tenham ocorrido.
Com a aproximação das eleições, Trump enfrenta crescente rejeição à guerra no Oriente Médio, que eleva os preços dos combustíveis.
Retorno às negociações
O ministro iraniano afirmou que as ações esperadas dos EUA já estão listadas no protocolo de acordo firmado em junho.
O objetivo era encerrar o conflito rigidamente, abrir o Estreito de Ormuz e iniciar conversas sobre o programa nuclear iraniano, mas as tensões persistem quanto às condições de passagem pelo canal marítimo.
O protocolo incluía cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, onde o exército israelense enfrenta o grupo pró-iraniano Hezbollah.
O Irã exigia desbloqueio e pagamento de ativos congelados desde a Revolução Islâmica de 1979, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares, além de suspensão das sanções ao petróleo iraniano e fim do bloqueio naval americano.
Em entrevista exclusiva à AFP, o porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, Hossein Mohebi, pediu o término dos combates no Iêmen.
O Iêmen tornou-se nova zona de conflito desde julho, com o ressurgimento da guerra entre os houthis pró-iranianos e o governo iemenita aliado à Arábia Saudita.
Em setembro, o movimento antigovernamental lançou uma ofensiva mortal e consolidou controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para exportações de petróleo ligando Europa à Ásia pelo Canal de Suez.
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