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Semana final decisiva para eleições 2026

Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final da campanha eleitoral em 2026 com índices de intenção de voto semelhantes aos observados em abril. À primeira vista, aparenta que não houve mudanças significativas, porém isso oculta uma movimentação importante: eleitores ainda indecisos vêm oscilando ao longo do período, podendo alterar suas preferências até o dia 4 de outubro.

A comparação entre o cenário atual e o de abril não deve ser interpretada como ausência de variações, pois as pesquisas indicam que houve trocas constantes entre candidatos, indecisos e votos nulos, apesar dos números totais se equilibrarem.

Em uma eleição consolidada, as mudanças limitam-se principalmente aos cerca de 10% de eleitores independentes, que, justamente por não estarem ligados a nenhum dos polos principais, são decisivos para o resultado final. Vale refletir quantos desses eleitores neutros já alteraram suas preferências durante a campanha.

A estabilidade nas estatísticas gerais não indica estagnação, mas sim um balanço de movimentações que, na reta final, podem desequilibrar. A porcentagem significativa de eleitores ainda abertos a mudar de voto demonstra que a disputa permanece viva e dinâmica.

Um terço do eleitorado ainda indeciso

Na pesquisa espontânea, onde os entrevistados respondem sem uma lista prévia de candidatos, aproximadamente um terço dos eleitores ainda não definiu seu voto para presidente. Já na pesquisa estimulada, a indecisão diminui, mas as variações são Notáveis entre diferentes regiões.

O Nordeste, onde Lula lidera de forma sólida, apresenta menor índice de indecisão, enquanto no Sudeste e no Sul o índice quase dobra. O Sudeste, principal campo de batalha desta eleição, tem o voto menos firme.

Mesmo que sejam uma parcela pequena do total, esses números são importantes. Os 7% de eleitores considerados ‘decididos-indecisos’ correspondem a mais de 10 milhões de pessoas, e os 9% que indicam que a crise no STF pode influenciar seu voto representam cerca de 14 milhões. Em uma eleição apertada, esse contingente pode fazer toda a diferença.

Três fatores que influenciam a reta final

Com um terço dos eleitores ainda sem candidato claro na pesquisa espontânea, três fatores principais podem impactar o resultado nos dias finais:

  1. O pacote de medidas do governo voltado para as mulheres, incluindo ações contra as apostas ilegais, acesso a canetas emagrecedoras e o aumento do Bolsa Família. Essa estratégia é focada diretamente no eleitorado feminino, que compõe grande parte da parcela ainda indecisa.
  2. O voto útil, com eleitores de candidatos como Cury, Caiado, Renan e Zema tendendo a migrar para Lula ou Flávio Bolsonaro para impedir que vença o candidato que mais temem. Por exemplo, em Goiás, estado de Caiado, outros candidatos juntos somam 27% das intenções de voto, evidenciando o potencial de mudança. Pesquisas recentes já indicam movimento nesse sentido, mas ainda existe espaço para alterações, já que uma proporção significativa do eleitorado desses candidatos manifesta possibilidade de mudar seu voto.
  3. O debate presidencial transmitido pela Globo, que ocorrerá em horário nobre no lugar da novela, promete audiência recorde e deve atrair eleitores pouco engajados até o momento. O embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro pode influenciar decisivamente os eleitores mais indecisos, especialmente mulheres acima de 60 anos e com menor escolaridade, principal público das novelas, e que historicamente têm uma alta taxa de abstenção.

Em suma, a eleição permanece equilibrada, mas longe de ser estática. A decisão final dependerá dos eleitores que ainda oscilam e podem alterar sua escolha nos próximos dias.

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Mundo

Suíços dizem não a mudança na neutralidade do país

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Os suíços recusaram categoricamente, neste domingo (27), uma proposta popular para fortalecer a neutralidade do país. Esse movimento, apoiado pela direita nacionalista e visto como favorável à Rússia por seus opositores, foi rejeitado conforme as primeiras projeções de boca de urna.

A proposta visava inserir na Constituição uma neutralidade mais rigorosa, impedindo qualquer aliança com blocos militares ou a aplicação de sanções econômicas a terceiros países, excetuando decisões da ONU.

O texto obteve ampla rejeição, com 71% dos votos contrários, segundo uma projeção inicial do instituto de pesquisas gsf.bern, divulgada 30 minutos após o fechamento das urnas.

“Mantemos a política de neutralidade que permite à Suíça impor sanções e posicionar-se globalmente”, afirmou Laurence Fehlmann Rielle, deputada socialista, em entrevista à televisão pública suíça RTS.

A neutralidade, enraizada na história suíça por séculos, está presente na Constituição federal desde 1848, obrigando o Estado a não tomar partido em conflitos entre outras nações.

Contudo, a adoção das sanções da União Europeia contra Moscou após a invasão russa da Ucrânia, assim como o primeiro mandato da Suíça como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU em 2023 e 2024, colocaram a neutralidade em debate político e midiático.

A organização pró-soberania Pro Suisse, responsável pela iniciativa, com o apoio da União Democrática de Centro (UDC), partido nacionalista de direita e principal força política do país, defendia uma neutralidade mais estrita.

“A Suíça tem um papel crucial no mundo. Queremos promover paz, diplomacia e diálogo. Para isso, é essencial sermos credíveis com uma neutralidade duradoura e armada”, declarou Céline Amaudruz, vice-presidente da UDC e deputada, em entrevista à televisão pública suíça.

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Mundo

Ataques a tiros matam 27 pessoas na África do Sul

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Pelo menos vinte e sete pessoas perderam a vida em dois ataques armados diferentes na África do Sul, um ocorrido em Joanesburgo e outro nos arredores da Cidade do Cabo, conforme informou a polícia local.

No primeiro episódio, oito homens armados com rifles invadiram um bar no oeste de Joanesburgo na noite de sábado, 26, e mataram dezessete pessoas, além de ferir quinze outras.

De acordo com a polícia, os atacantes atiraram contra clientes que estavam do lado de fora do bar, antes de entrarem no estabelecimento e continuarem a disparar. Entre os mortos estavam treze homens e quatro mulheres.

“Parece que os agressores revistaram alguns frequentadores e roubaram seus celulares antes de fugirem em dois veículos sem placas”, declarou a polícia.

As autoridades ainda não esclarecem os motivos do ataque, que também resultou no incêndio de dois veículos pelos criminosos na fuga.

O segundo ataque aconteceu na madrugada de domingo, 27, no município de Lwandle, próximo à Cidade do Cabo, onde dez pessoas foram assassinadas e onze ficaram feridas, conforme comunicado policial.

Homens armados invadiram um espaço de lazer às 1h46, no horário local, e dispararam contra quem estava no local.

Cinco vítimas morreram imediatamente no local do atentado, enquanto as demais sucumbiram a caminho do hospital.

Até o momento, ninguém foi preso em conexão com os ataques, informou a polícia sul-africana.

Esses episódios de violência armada ocorrem em meio a um cenário persistente de insegurança na África do Sul, onde a circulação tanto de armas legais quanto ilegais contribui para crimes muitas vezes ligados a disputas entre facções criminosas e rivalidades na economia informal.

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Mundo

Cinco mortos em novos ataques russos à Ucrânia

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Pelo menos cinco pessoas perderam a vida em recentes ataques realizados pela Rússia contra a Ucrânia, segundo informações das autoridades no domingo (27). Isso ocorreu um dia depois de Moscou afirmar que pretende alcançar seus objetivos militares independentemente das condições.

Uma das vítimas fatais foi registrada na capital Kiev, onde os ataques afetaram mais de 16 locais, incluindo áreas residenciais e industriais.

Na região sul de Zaporizhzhia, três pessoas morreram durante ataques noturnos, conforme relatado pelo presidente Volodimir Zelensky.

Em Odessa, um ataque intenso contra a parte sul da área do Mar Negro resultou em mais uma morte.

A Rússia aumentou suas ofensivas contra a capital, que se prepara para enfrentar um inverno rigoroso desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que uma mulher e dois adolescentes de 16 anos ficaram feridos e foram hospitalizados na cidade.

Esses ataques aconteceram após o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarar na ONU que Moscou está determinado a prosseguir com sua campanha militar independentemente das circunstâncias.

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