Mundo
Milei aceita renúncia de chefe gabinete, fundamental nas negociações com o FMI
Presidente argentino buscar reverter uma crise marcada por uma inflação que chegou a quase 300% ao ano

Foto: Reprodução da Internet
Na primeira grande crise interna de seu governo, o presidente da Argentina, Javier Milei, aceitou na noite desta segunda a renúncia de seu chefe de gabinete, Nicolas Posse, em meio a tensões sobre as reformas econômicas que o governo quer propor.
Posse será substituído pelo atual ministro do Interior, Guillermo Francos, de acordo com um comunicado do governo da Argentina.
O ex-chefe de gabinete foi uma parte fundamental da equipe envolvida nas negociações da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), junto com o ministro da Economia, Luis Caputo.
A saída de Posse vem em um momento especialmente delicado para Milei, que foi eleito no final do ano passado com um discurso libertário de extrema direita, mas vem enfrentando uma ferrenha oposição no Congresso para aprovar suas pautas.
Com planos para privatizar mais empresas estatais e cortar verbas públicas de outros setores, Milei buscar reverter uma crise marcada por uma inflação que chegou a quase 300% ao ano.
Mercado aprova Milei
Apesar dos sinais preocupantes da economia argentina, o governo de Milei tem caído nas graças do mercado, que vê nas reestruturações melhorias para uma maior sustentabilidade a longo prazo, A confiança se reflete em investimentos. O apoio vai do guru dos mercados emergentes, Mark Mobius, até Elon Musk, passando pelos principais bancos de investimentos.
A Argentina entrou em recessão ao registrar queda de 5,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Apesar da queda de atividade, que chegou a 8,4% em março, a inflação segue rodando na máxima desde a hiperinflação dos anos 1990. O Índice de Preço ao Consumidor (IPC) argentino de abril, o mais recente divulgado, acelerou para 289% no acumulado de 12 meses.
O FMI segue acreditando que o plano de ajuste da Argentina está dando “resultados melhores que o esperado” e prevê que economia “comece a crescer” no segundo semestre do ano.
O órgão citou em relatório o primeiro superávit fiscal trimestral em 16 anos, a “rápida recuperação” das reservas internacionais e uma melhora no balanço do Banco Central, assim como uma rápida redução da inflação, que passou de 25% em dezembro para cerca de 8,8% em abril.
Encontro com Musk e Zuckerberg
Milei se reunirá com o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e participará de uma cúpula no Vale do Silício no dia 30 de maio. Ele também terá encontros com representantes da OpenAI, Apple, Google e outras empresas líderes, além de uma nova reunião com Elon Musk, dono da Tesla. “O governo trabalha para atrair investimentos,” disseram fontes oficiais.
Nos últimos meses, o presidente argentino teve 14 reuniões com representantes de empresas tecnológicas em Buenos Aires, incluindo Meta, Google e Amazon Web Services. As empresas demonstraram interesse em oferecer ferramentas de inteligência artificial, serviços em nuvem e ajudar na modernização do Estado.
Mundo
Israel expressa preocupações aos Estados Unidos sobre o plano para Gaza
Israel comunicou suas preocupações aos Estados Unidos acerca de um plano para a região de Gaza promovido pelo presidente americano, Donald Trump, após o Hamas anunciar sua adesão ao desarmamento, conforme informado nesta segunda-feira (3) pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, Doron Spielman, declarou à AFP que “Israel compartilhou suas observações e inquietações sobre o plano sugerido com os representantes americanos. A versão divulgada publicamente não representa a posição israelense”.
Spielman também afirmou que os serviços de inteligência de Israel identificaram que o Hamas tem se rearmado e recrutado desde o cessar-fogo anunciado por Trump em outubro de 2025.
Embora o acordo de trégua tenha reduzido os confrontos e bombardeios, Israel continuou as ações militares, justificando que seus alvos são combatentes do Hamas ou suas infraestruturas, algo contestado por fontes em Gaza.
O grupo islamista Hamas anunciou na sexta-feira a aceitação de um acordo para encerrar o conflito em Gaza, incluindo seu desarmamento e a retirada gradual do Exército israelense do território.
Trump classificou o avanço como um “marco importante” nos esforços para cessar a guerra desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, mencionando que Israel estava “muito satisfeito” com o progresso.
No entanto, o porta-voz de Netanyahu destacou que a conduta do Hamas indica preparativos para novos ataques similares aos de 7 de outubro. Ele ressaltou que o plano apresentado pelo “Conselho de Paz” de Trump visava tornar Gaza uma área desmilitarizada, livre de radicalização, terrorismo e ameaças aos países vizinhos.
“Essa ideia conflita diretamente com a realidade atual e as intenções declaradas do Hamas. O passo essencial para qualquer acordo duradouro é a desmilitarização efetiva, verificável e irreversível do Hamas“, afirmou.
“Qualquer medida que não assegure a desmilitarização completa permitiria ao Hamas continuar ameaçando Israel“.
Uma fonte política em Israel afirmou no final de semana que o país, que mantém controle sobre a maior parte da Faixa de Gaza, não retirará suas tropas conforme o plano sem garantir que o movimento islamista esteja desarmado.
Israel manteve os bombardeios após o anúncio do Hamas. Equipes de emergência e o Ministério da Saúde local relataram que pelo menos 13 pessoas perderam a vida em ataques israelenses neste domingo.
Mundo
Irã descarta conversas com EUA
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou nesta segunda-feira (3) que atualmente não há conversações com os Estados Unidos, mas sim diálogos com Omã a respeito da administração do estratégico Estreito de Ormuz.
“No momento, não estamos em negociações com os Estados Unidos. Nossas discussões são com Omã para assegurar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa semanal.
O Irã controla o Estreito de Ormuz desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. O país exige que os navios que transitam por esta importante via marítima utilizada para o comércio global de petróleo e gás, sigam uma rota designada por Teerã após solicitação de autorização e pagamento de taxas.
Baqaei qualificou as conversas com Omã como “produtivas” e declarou que o objetivo é chegar a um entendimento sobre uma nova rota.
“Esperamos que tanto os governos locais quanto os internacionais reconheçam essa atitude responsável do Irã e adotem uma postura positiva”, acrescentou.
O porta-voz reafirmou a posição iraniana de que, enquanto o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos permanecer, “a condição no Estreito de Ormuz não sofrerá mudanças”.
Mundo
Ucrânia ataca novamente o grande comércio eletrônico russo Wildberries
A Ucrânia realizou mais um ataque a um depósito da gigante russa de comércio eletrônico Wildberries na região de Vladimir, situada a 180 quilômetros a leste de Moscou, conforme informaram nesta segunda-feira (3) a empresa e as autoridades locais.
“Um incêndio foi detectado em um dos centros logísticos da empresa na região de Vladimir após o ataque”, comunicou a Wildberries em nota oficial. A empresa também informou que os funcionários do centro de armazenamento foram evacuados do local.
O governador da região, Alexander Avdeiev, declarou que o ataque foi realizado com drones. “Houve danos e um incêndio”, afirmou na plataforma de mensagens russa Max. “Um jovem sofreu ferimentos”, acrescentou.
Desde meados de julho, a Ucrânia tem atacado quase 20 instalações da Wildberries em diferentes regiões da Rússia e na península anexada da Crimeia.
Os ataques iniciais, ocorridos entre os dias 17 e 18 de julho, resultaram na morte de oito pessoas e quase 90 feridos nas regiões de Moscou e Tambov. Posteriormente, a Ucrânia lançou drones contra locais próximos a São Petersburgo, Simferopol (Crimeia), Krasnodar e Volgogrado.
A Wildberries é uma plataforma popular de vendas online, frequentemente chamada de “Amazon russa”.
Esses ataques aos depósitos da empresa fazem parte de uma ampla campanha ucraniana dentro da Rússia, país que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.
De acordo com a Ucrânia, o objetivo desta campanha é pressionar o Kremlin a iniciar negociações para encerrar o conflito.
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