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Economia

Circuito Nelore de Qualidade avalia animais e premia criadores em Canhotinho

A sexta edição do Circuito Nelore de Qualidade realizada em Canhotinho, na região do Agreste do estado de Pernambuco, culminou na premiação dos criadores que conseguiram os melhores resultados na análise de carcaças. O evento ocorreu nos dias 22 e 23 de setembro na unidade da Masterboi, onde foram avaliados 1.536 bovinos pertencentes a 51 pecuaristas, organizados em 60 grupos.

Mais de 300 produtores estiveram presentes no Centro de Inovação, Tecnologia e Educação de Canhotinho (Citec), com participação de representantes dos estados de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Organizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), com parceria nacional da Matsuda e suporte da Masterboi em Canhotinho, o circuito promove avaliações em várias regiões do Brasil, incluindo etapas na Bolívia e no Paraguai.

Na avaliação, os bovinos são identificados nas propriedades antes do abate para garantir a raça. Na indústria, uma equipe técnica verifica parâmetros como a idade estimada pela dentição, peso e a gordura presente na carcaça. Com base nesses fatores, cada animal recebe uma pontuação que impacta o resultado final do grupo.

Esses dados possibilitam aos criadores monitorar o desenvolvimento do rebanho, acompanhando o crescimento precoce, manejo alimentar e resultados do desempenho individual dos animais.

Participação crescente

Nelson Bezerra, presidente da Masterboi, ressaltou a expansão da participação dos criadores desde o início das avaliações na unidade de Canhotinho. Ele lembrou que a primeira edição, realizada em 2022 após a inauguração do frigorífico, contou com apenas 67 animais de quatro criadores.

Em 2025, foram avaliados 597 animais de 24 pecuaristas. Nesta última edição, o número subiu para 1.536 animais e 51 participantes.

Bezerra também revelou que a unidade em Canhotinho possui autorização para abater até 920 bovinos por dia, atualmente operando cerca de 800 animais diários. Ele mencionou ainda que a empresa passou por uma auditoria visando possível habilitação para exportação à China, mas ainda não há resultado divulgado.

A Masterboi apoia o Circuito Nelore de Qualidade nos estados de Pernambuco, Tocantins e Pará, onde possui unidades frigoríficas, e planeja expandir essa parceria para o Ceará, onde está construindo um novo frigorífico na cidade de Iguatu.

Importância da avaliação

Responsável pelas avaliações em Canhotinho, o assistente técnico da ACNB, Gabriel Galvão, destacou que a análise permite aos produtores identificar características do rebanho e avaliar os resultados obtidos nas propriedades.

Segundo ele, as informações indicam, por exemplo, animais que foram finalizados em idade maior, com peso aquém do esperado ou com camada de gordura fora dos padrões recomendados.

“Essa ferramenta auxilia o pecuarista a compreender como seu trabalho está se desenvolvendo”, afirmou.

Já o gerente executivo da ACNB, André Locatelli, salientou o papel do Circuito Nelore de Qualidade no fortalecimento da pecuária comercial. Durante o evento, destacou a colaboração entre a associação, a Masterboi, a Matsuda e a Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste para a realização da etapa em Canhotinho.

“Temos diversos projetos em andamento pelo país, abrangendo várias áreas, e o Circuito Nelore de Qualidade é um deles”, comentou.

Representando a Matsuda, o gestor comercial do grupo, Neto Brambilla, elogiou o desempenho dos produtores do Nordeste e defendeu a necessidade de maior reconhecimento da pecuária da região.

“O Brasil precisa valorizar o potencial do Nordeste”, ressaltou. Ele destacou que investimentos em genética, pastagens e nutrição contribuíram para a qualidade das carcaças avaliadas pelo circuito.

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Economia

Ibovespa cai para 183 mil pontos com fuga de investimentos no exterior

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Durante a tarde desta quinta-feira, o Ibovespa aprofundou suas perdas, atingindo o nível de 183 mil pontos, em resposta ao cenário negativo para ativos de risco no exterior, especialmente nos mercados emergentes. Com a elevação contínua do preço do petróleo, os receios inflacionários e o consequente aumento das taxas de juros voltaram a dominar o mercado, enquanto os investidores permanecem cautelosos na espera por resultados de pesquisas eleitorais no Brasil.

No fechamento do pregão, o Ibovespa registrou queda de 0,99%, fechando em 183.965,91 pontos, com mínima diária em 183.834,97 pontos e um volume financeiro movimentado de R$ 19 bilhões.

Apesar de as bolsas americanas terem apresentado desempenho positivo, os mercados emergentes encerraram o dia em baixa: o EEM, principal ETF desses mercados, caiu 0,70% em Nova York, num contexto de forte alta dos títulos do Tesouro dos EUA, cujo vencimento de 10 anos alcançou 5,20%.

De acordo com Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, o comportamento dos mercados brasileiros reflete tanto a aversão global ao risco quanto o ambiente político-eleitoral doméstico. Ele destaca que o aumento do preço do petróleo Brent, que nesta quinta-feira atingiu US$ 106,60 por barril (+3,41%), normalmente favorece a Petrobras. Contudo, a queda das ações da estatal indica preocupação quanto à necessidade de ajustes na política monetária local em resposta às condições externas.

Além disso, o mercado parece ter reagido negativamente às recentes noticias envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O caso relacionado a Flávio Bolsonaro ganhou um novo capítulo após informações de que ele viajou da Flórida a Brasília em 2025 a bordo de um avião cujo ex-banqueiro Daniel Vorcaro estava entre os sócios. Tal fato é visto como prejudicial à imagem do senador, podendo impactar sua popularidade na disputa eleitoral.

Nas pesquisas eleitorais recentes, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, e os investidores monitoram atentamente as possibilidades de uma coalizão à direita ganhar força, dada a esperança por uma postura fiscal mais rigorosa.

Gustavo Bertotti, chefe da área de Renda Variável da Fami Capital, explica: “É uma combinação de fatores externos, como o aumento das tensões entre os EUA e o Irã, que é motivo de preocupação. O Federal Reserve pode adotar uma política mais restritiva, elevando os juros, o que afeta negativamente o investimento estrangeiro. Com a instabilidade das pesquisas eleitorais e as incertezas do noticiário, o mercado reage com correções”.

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Economia

Petrobras não vai investir sozinha na Braskem, diz Magda

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A Petrobras afirmou que não fará um investimento isolado na Braskem, demonstrando que não deseja assumir o controle total da empresa petroquímica. A presidente da estatal, Magda Chambriard, comunicou essa posição nesta quinta-feira.

Em abril, a gestora IG4 Capital, especializada em recuperação de empresas, tomou o comando da Braskem, substituindo a Novonor, antigo nome da construtora Odebrecht. A Petrobras mantém 47% de participação na petroquímica, enquanto um novo acordo entre os acionistas ampliou sua influência na gestão operacional.

A IG4 Capital passou a liderar a administração financeira e as negociações da pesada dívida da empresa, que soma cerca de US$ 11 bilhões. Em agosto, a Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial após acordos com credores, que detêm quase 40% desse montante. As conversações entre a IG4 Capital e os credores continuam intensas, já que esses últimos buscam reduzir suas perdas financeiras.

Os credores estão exigindo maiores aportes financeiros, que incluiriam um investimento conjunto dos acionistas, como IG4 Capital e Petrobras. Segundo uma fonte anônima à agência Bloomberg News, essa quantia poderia chegar a US$ 3 bilhões.

Durante sua participação no evento ROG.e, no Rio de Janeiro, Magda Chambriard deixou claro que a Petrobras não planeja aumentar sua fatia acionária além dos 50%. Atualmente, a empresa tem aproximadamente 47% das ações com direito a voto.

Ela ressaltou que a estatal não tem intenção de estatizar a Braskem e que qualquer aporte financeiro deverá ser realizado juntamente com outros parceiros e acionistas.

Em processos de renegociação de dívidas e reformulação empresarial como este, é comum que os credores aceitem a conversão de parte da dívida em participação acionária, esperando valorização futura das ações e distribuição de lucros quando a situação melhorar.

Entretanto, tal troca pode diluir a participação dos atuais acionistas. Se esses realizarem novos investimentos, a proporção de suas ações volta a crescer. O receio da Petrobras é que, com as mudanças na estrutura acionária da Braskem, ela se torne a acionista majoritária, o que não é desejado pela estatal.

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Economia

Governo e Banco Central endurecem regras para combater lavagem de dinheiro em FIDCs

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou nesta quinta-feira uma política mais rigorosa para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que são carteiras usadas para adquirir dívidas que empresas esperam receber futuramente.

Essa medida surge no contexto de investigações sobre fraudes e uso desses fundos para esconder bens e lavagem de dinheiro.

A nova regulamentação limita o uso de modalidades de investimento com altos níveis de risco e pouca transparência em estruturas financeiras.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a intenção é impedir que esses fundos sejam utilizados para práticas fraudulentas ou manipulação dos preços dos ativos do mercado.

As restrições afetam tanto a compra direta dos créditos quanto a aplicação indireta, incluindo investimentos em outros fundos ou instrumentos que tenham os mesmos ativos em suas composições.

Entretanto, a nova regra não impede que os fundos atuem em processos judiciais ou arbitrais para cobrar dívidas convencionais em casos de inadimplência.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários indicam que, em julho de 2026, a exposição dos FIDCs a ações judiciais totalizava cerca de R$ 35,2 bilhões.

O Conselho Monetário Nacional destaca que a resolução aprovada melhora a precisão e a transparência na avaliação e na precificação dos investimentos, além de fornecer mais detalhes sobre as informações divulgadas.

Essas normas também exigem que os fundos submetam os processos de avaliação à auditoria independente e estabelecem critérios para evitar conflitos de interesse durante esse procedimento.

O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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