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Rejeição de Lula e Flávio cai para 45%, situação empatada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentam rejeição de 45% entre os eleitores, conforme levantamento do Datafolha divulgado na quinta-feira (24).

Na pesquisa realizada anteriormente, em 17 de setembro, ambos tinham 47% de rejeição, indicando uma diminuição de dois pontos percentuais, dentro da margem de erro.

Os dois candidatos continuam empatados com os maiores índices de rejeição. O questionamento realizado pelo instituto foi sobre os entrevistados que não votariam em nenhum dos candidatos no primeiro turno da eleição presidencial.

Renan Santos (Missão) manteve 15% de rejeição, seguido por Romeu Zema (Novo), com 14%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 13%, sem variações em relação à pesquisa passada.

Rui Costa Pimenta (PCO) reduziu a rejeição de 11% para 9%, mesma taxa de Samara Martins (UP), que caiu de 10%. O escritor Augusto Cury (Avante) teve recuo de 9% para 8%, enquanto Edmilson Costa (PCB) passou de 10% para 8%.

Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) mantiveram 7% de rejeição cada. Leonardo Avalanche (PRTB), que não estava presente na pesquisa anterior, registrou 7%. O veterinário Wilson Grassi (Democrata) caiu de 6% para 5%.

A parcela dos entrevistados que declarou votar em qualquer candidato ou que não rejeita ninguém permaneceu em 2%. Aqueles que rejeitam todos os candidatos baixaram de 2% para 1%, e os que não souberam responder aumentaram de 2% para 3%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas a partir de 16 anos, entre 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.

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Mundo

ONU aprova medidas firmes contra aumento do nível do mar

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A Organização das Nações Unidas decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (24), uma resolução que exige ações mais eficazes para combater o aumento do nível do mar, uma ameaça grave para países insulares devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das geleiras.

Em 2024, o nível médio global dos oceanos subiu quase seis milímetros, o maior aumento anual já registrado, e estima-se que possa crescer um metro ou mais até o final deste século, caso não sejam adotadas medidas urgentes.

“O crescimento do nível do mar é medido em milímetros, mas seu impacto é contado em milhões de vidas afetadas, comunidades deslocadas e futuros comprometidos”, afirmou o secretário-geral António Guterres.

“Não podemos deixar que nações e culturas desapareçam sob as águas”, acrescentou. Pequenos estados insulares vêm alertando sobre essa ameaça desde 1989.

A resolução pretende intensificar os esforços para combater o problema, promovendo a redução das emissões de gases que causam efeito estufa e garantindo suporte financeiro para os países mais vulneráveis.

Mesmo elevações mínimas no nível do mar acarretam riscos sérios, explicou Tom Mortlock, analista sênior de pesquisa em desastres da Aon.

Estratégias naturais, como a preservação dos manguezais, “podem diminuir os riscos nas regiões costeiras, além de contribuir para o controle da mudança climática ao capturar e mitigar o carbono”, destacou Mortlock.

Estudos indicam que inundações que hoje ocorrem a cada 50 anos podem se tornar frequentes, ocorrendo a cada três ou quatro anos, se o nível do mar subir cerca de meio metro.

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Economia

Setor de apostas esportivas reage à proibição das bets: ‘Confiamos no Brasil’

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Entidades brasileiras que operam no segmento de apostas esportivas divulgaram um posicionamento nesta quinta-feira (24) frente à crise enfrentada pelo setor no país. Uma Medida Provisória, a ser aprovada nesta sexta-feira (25), visa banir a atuação de empresas nesta área.

Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de proibir as apostas online, conhecidas popularmente como bets, atribuindo os prejuízos dos jogos de azar ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário político. A frase “Flávio é bet. Lula é o caminho” foi exibida em um telão durante um evento político com artistas realizado no Rio de Janeiro.

Nos últimos meses, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro buscaram diálogo com o governo para negociar dívidas com condições facilitadas, empréstimos com juros reduzidos e prazos estendidos.

Esse auxílio financeiro não está diretamente ligado à Medida Provisória, mas poderá atender os times em momento crítico, especialmente pela ameaça de perda de contratos publicitários milionários com casas de apostas.

Em comunicado, as associações destacaram os impactos adversos que a proibição imediata acarretaria no mercado. Segundo elas, “banir não protegerá a sociedade. A procura por apostas regulamentadas migra para plataformas ilegais, que operam sem qualquer supervisão, controle de CPF, bloqueio de beneficiários de programas sociais, proteção de jogadores vulneráveis ou mecanismos de autoexclusão, além de não responderem ao Estado brasileiro.”

Segue o manifesto das associações do setor de apostas esportivas na íntegra:

“O Brasil aprovou a regulamentação das apostas com a Lei nº 14.790/2023. Empresas atuantes no país pagaram taxas, investiram em tecnologia e conformidade, contrataram profissionais e passaram a recolher tributos sob a supervisão do Estado. Não atuaram no improviso, mas com base nas regras brasileiras.

Proibir ou desmontar do dia para a noite esse mercado traria consequências diretas:

  • Desproteção do apostador: o fenômeno do ‘não jogar’ não existe. Proibir estimularia a migração para sites ilegais, que operam sem controle algum, deixando menores de idade e indivíduos vulneráveis expostos.
  • Perda de arrecadação tributária e de recursos destinados legalmente a áreas como esporte, segurança pública, saúde e assistência social.
  • Insegurança jurídica: anular autorizações concedidas pelo Estado geraria litígios, potenciais indenizações elevadas e desconfiança em investidores em todos os setores.
  • Impacto social: demissões em larga escala afetariam milhares de famílias, fornecedores e setores correlatos, como esporte, tecnologia, publicidade, turismo e pagamentos.

Os desafios existem, e a solução está na fiscalização e aprimoramento da regulação: rigor na publicidade, proteção dos grupos vulneráveis, fiscalização eficaz e combate ao mercado ilegal. Regular é controlar; proibir, perder o controle.

Exortamos o Congresso Nacional e o Poder Executivo à serenidade, diálogo e responsabilidade institucional. Este tema demanda análises baseadas em evidências, não disputas eleitorais. As entidades estão disponíveis para colaborar na construção de soluções.

Confiamos no Brasil: em um país que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e evita que os cidadãos sejam direcionados à ilegalidade.”

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Mundo

EUA Devem Decidir Se Querem Terminar Guerra, Afirma Presidente Do Irã à Fox News

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Os Estados Unidos são os responsáveis por decidir se vão encerrar o conflito com o Irã, declarou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian em entrevista transmitida pela Fox News nesta quinta-feira (24).

“Quando podemos resolver problemas por meio do diálogo, não deveríamos recorrer à violência. No entanto, devido a provocações feitas por Israel, essa guerra foi imposta a nós”, explicou ele, em fala traduzida pela emissora.

“Mas não temos interesse em continuar com o conflito”, acrescentou Pezeshkian. “A decisão de encerrar ou não a guerra cabe aos Estados Unidos.”

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