Brasil
Avaliação do governo Lula piora para 40% dos brasileiros
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, recebeu uma avaliação negativa de 40% dos brasileiros, que o consideram ruim ou péssimo, conforme pesquisa recente do Datafolha divulgada na quinta-feira (24). Por outro lado, 34% classificam a administração como ótima ou boa, enquanto 24% veem como regular.
Comparando com a pesquisa realizada na semana anterior, a porcentagem de pessoas que avaliam o governo como ruim ou péssimo diminuiu de 42% para 40%. A avaliação ótima ou boa permaneceu estável em 34%, e a classificação regular registrou uma leve subida de 23% para 24%, que está dentro da margem de erro.
Quanto à aprovação pessoal do presidente, 50% dos entrevistados desaprovaram a gestão de Lula, e 47% aprovaram. Na pesquisa anterior, a desaprovação era de 50% e a aprovação de 48%.
Encomendada pela emissora TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de fevereiro, com a participação de 2.002 eleitores. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00304/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
Brasil
Metade dos eleitores de Cury está decidida, queda em relação à semana passada
Metade dos eleitores que pretendem votar em Augusto Cury (Avante) para presidente afirmam estar totalmente certos de sua decisão, conforme levantamento realizado pelo Datafolha. A outra metade indica que ainda pode alterar sua escolha. Na pesquisa realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, esses números eram 54% e 46%, respectivamente.
Quanto aos eleitores que apoiam Ronaldo Caiado (PSD), 62% estão plenamente definidos quanto ao voto, enquanto 38% sinalizam possibilidade de mudança, conforme resultados coletados em 22 e 23 de setembro.
No caso do eleitorado de Renan Santos (Missão), 62% afirmam estar firmes na decisão, e 36% consideram ainda poder modificar o voto, no mesmo período de pesquisa.
O instituto questionou os entrevistados sobre o grau de certeza em relação ao voto para presidente, se estavam completamente decididos ou suscetíveis a alterações.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais entre 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa encontra-se registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.
Brasil
Ibovespa recua a 183 mil pontos com fuga de ativos de risco no exterior
Durante a tarde desta quinta-feira, o Ibovespa aprofundou suas perdas e atingiu o piso de 183 mil pontos, refletindo uma deterioração do cenário externo para ativos de risco, especialmente nos mercados emergentes. O aumento contínuo no preço do petróleo trouxe à tona preocupações inflacionárias e a consequente elevação dos juros, levando os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando pesquisas eleitorais no Brasil.
No encerramento da sessão, o Ibovespa caiu 0,99%, fechando em 183.965,91 pontos, com mínima no dia em 183.834,97 pontos, e um volume financeiro de R$ 19 bilhões.
Embora as bolsas americanas tenham apresentado desempenho superior, os mercados emergentes encerraram o dia negativos: o EEM, principal ETF desses mercados, caiu 0,70% em Nova York. Este movimento ocorreu em meio ao forte avanço dos títulos públicos norte-americanos, com o título de 10 anos chegando a 5,20%.
Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, comenta que o comportamento dos mercados locais reflete tanto a aversão global ao risco quanto o cenário político-eleitoral nacional. O aumento do Brent para US$ 106,60 o barril (+3,41%) geralmente favorece a Petrobras, mas a queda das ações da empresa indica receio quanto à necessidade de ajuste na política monetária doméstica diante do panorama externo.
Além disso, os mercados foram impactados pelas recentes notícias envolvendo o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro ganhou novo capítulo após informações indicarem uma viagem entre a Flórida e Brasília, em 2025, em um avião que incluía o ex-banqueiro entre os cotistas. Essa revelação é vista como negativa para a imagem do senador, podendo afetar sua popularidade na disputa eleitoral.
Nas pesquisas eleitorais mais recentes, o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro apresentam um empate técnico. Os investidores observam as reais chances de uma chapa conservadora ganhar força, o que seria interpretado como um compromisso mais rigoroso com a política fiscal.
Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, destaca que o cenário combina fatores externos e internos complexos, incluindo a tensão crescente entre EUA e Irã. Isso gera preocupação com uma possível atuação contracionista do Federal Reserve, aumentando ainda mais os juros e impactando investidores estrangeiros. O mercado, diante das incertezas e das notícias eleitorais, corrige seus indicadores.
Brasil
Setor de Apostas se posiciona contra o fim das apostas online
Entidades brasileiras que atuam no setor de apostas esportivas divulgaram nesta quinta-feira (24) um comunicado diante da crise enfrentada pelo setor no país. Uma Medida Provisória do Governo Federal, que visa proibir as operações das empresas dessa área, deve ser votada nesta sexta-feira (25).
Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de banir as apostas online, conhecidas popularmente como bets, relacionando os prejuízos do jogo ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida pela reeleição. A frase “Flávio é bet. Lula é o caminho” foi exibida em telão durante ato político com artistas no Rio de Janeiro.
Recentemente, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro buscaram diálogo com o governo para discutir um programa de renegociação de dívidas, incluindo condições como juros mais baixos e prazos estendidos.
Esse apoio financeiro é independente da Medida Provisória, mas surge em momento delicado em que os clubes correm o risco de perder acordos milionários de patrocínio com casas de apostas.
Em nota, as associações alertam para os impactos da proibição imediata no setor: “Banir as apostas não protegerá a sociedade. A demanda regulada migrará para sites ilegais, que não possuem qualquer controle, seja de CPF, bloqueio de beneficiários de programas sociais, proteção a jogadores vulneráveis, mecanismos de autoexclusão ou responsabilidade perante o Estado brasileiro.”
Confira o manifesto das entidades do setor das apostas na íntegra:
“O Brasil optou por regular as apostas. Com a Lei nº 14.790/2023, empresas se estabeleceram no país, pagaram taxas, investiram em tecnologia e compliance, contrataram profissionais e passaram a recolher tributos sob supervisão do Estado. Apostaram nas regras brasileiras, não no improviso.
Descontinuar esse mercado abruptamente traria consequências imediatas:
- Proteção ao apostador: A restrição não elimina o jogo. O mercado ilegal continuará ativo, sem qualquer controle, expondo menores de idade e jogadores vulneráveis que hoje são protegidos pela regulação.
- Perda de arrecadação: Redução nos tributos e nos repasses previstos para áreas como esporte, segurança pública, saúde e seguridade social.
- Insegurança jurídica: Cancelar autorizações dadas pelo Estado gera litígios e compromete a confiança dos investidores.
- Impacto no emprego: Desemprego em massa e efeitos negativos para famílias, fornecedores e segmentos ligados ao esporte, tecnologia, publicidade, turismo e meios de pagamento.
Os desafios existem, e a solução passa por fiscalização e aperfeiçoamento da regulação: controles mais rigorosos na publicidade, proteção reforçada a grupos vulneráveis, fiscalização eficiente e combate firme às operações ilegais. Regular é exercer controle; proibir é perder essa autoridade.
As entidades pedem ao Congresso Nacional e ao Executivo serenidade, diálogo e responsabilidade institucional, destacando que o tema precisa de base em evidências, e não de contendas eleitorais. Estão à disposição para colaborar na construção de soluções.
Concluem: “Apostamos no Brasil: em uma nação que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e não empurra seus cidadãos para a ilegalidade.”
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