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França enviará tropas para proteger energia saudita

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (24) o envio de “recursos militares” para proteger o porto de Yanbu, um ponto estratégico da rede de infraestrutura energética da Arábia Saudita.

“É o acordo que firmamos com os sauditas. Vamos enviar tropas, radares e sistemas de defesa para proteger a área”, afirmou Macron aos canais de TV TF1 e France 2.

Enfrentando pressões na França devido aos altos preços dos combustíveis, o presidente deixou claro que essa ação não implica participação no conflito, mas tem como objetivo ajudar a reduzir a tensão nos mercados.

O porto de Yanbu, principal terminal saudita de exportação de petróleo no Mar Vermelho, está ligado às áreas petrolíferas do reino no Golfo, através do oleoduto Leste-Oeste, que foi essencial durante a guerra no Oriente Médio por permitir que a Arábia Saudita exportasse seu petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.

Yanbu oferece uma rota alternativa para a Arábia Saudita enviar petróleo e derivados aos mercados europeus. O porto possui importantes instalações para armazenamento e refino de petróleo e é alvo dos houthis pró-Irã no atual conflito no Oriente Médio.

Além disso, Macron opinou que restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos, uma ideia apoiada pelo presidente Donald Trump, seria uma decisão prejudicial, inclusive para a economia americana.

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Netanyahu responde críticas na ONU com discurso firme

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou nesta quinta-feira (24) uma fala enérgica na ONU, na qual criticou opositores e aliados, gerando grande tumulto na Assembleia Geral, em Nova York.

Durante uma campanha eleitoral acirrada em Israel, Netanyahu aproveitou sua intervenção nas Nações Unidas para atacar líderes do Irã, o prefeito muçulmano de Nova York e parceiros como Reino Unido, França e Turquia.

Dezenas de delegados deixaram a sala sob vaias, enquanto a equipe de Netanyahu aplaudia, e o presidente da sessão pedia ordem.

“Se ainda houver covardes morais neste plenário, saiam agora”, declarou Netanyahu.

Ele acusou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de antissemitismo, afirmando que muitos judeus se sentem inseguros desde sua eleição.

Mamdani respondeu que Netanyahu usou mentiras para esconder o genocídio dos palestinos e lembrou que o primeiro-ministro é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI).

O TPI, com sede em Haia, concluiu em 2024 que há base para julgar Netanyahu por crimes de guerra e contra a humanidade durante a ofensiva israelense em Gaza, em resposta ao ataque do Hamas em outubro de 2023.

Nas proximidades da ONU, manifestantes pediam o fim do genocídio, resultando em detenções, incluindo a atriz Susan Sarandon.

O presidente palestino Mahmoud Abbas, impedido de participar por recusa de visto dos EUA, repudiou as medidas contra os palestinos e alertou que as políticas israelenses ameaçam a existência do povo palestino.

Ataques de Netanyahu a aliados

Netanyahu criticou o Reino Unido e França, parceiros tradicionais de Israel, que recentemente adotaram medidas restritivas às exportações da Cisjordânia.

Ele acusou esses países de hipocrisia e relembrou o passado colonial europeu.

Netanyahu mantém relações tensas com o presidente francês Emmanuel Macron, que promoveu iniciativas na ONU para o reconhecimento da Palestina.

Linguagem dura contra o Irã e Turquia

Netanyahu chamou o Irã de “ditadura assassina”, ressaltando esforços militares para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.

Ele mencionou ataques israelenses e americanos que miram o Irã, embora o governo iraniano desafie Washington com bloqueios e outras ações.

Durante o discurso, exibiu um dispositivo semelhante a um pager, supostamente parte de ações israelenses contra o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, com ataques que causaram mutilações e vítimas civis.

Também acusou a Turquia de apoiar o Hamas e rotulou seu líder, Recep Tayyip Erdogan, de tirano.

Netanyahu fez uma breve passagem por Nova York antes de voltar a Israel, onde sua campanha eleitoral continua intensa, sem agenda prevista com autoridades americanas de alto escalão.

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Noruega vence Dinamarca por 3 a 2 com dois gols de Haaland

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A Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, conquistou uma vitória de 3 a 2 sobre a Dinamarca com dois gols do atacante Erling Haaland nesta quinta-feira (24), durante a primeira rodada do Grupo A4 da Liga das Nações da Uefa, realizada em Oslo.

O jovem jogador do Fulham, Oscar Bobb, marcou o primeiro gol aos 13 minutos, abrindo o placar para os Vikings com um chute cruzado, seguido por um gol de Haaland aos 17 minutos.

Os dinamarqueses reagiram com um lindo gol de falta do Mikkel Damsgaard aos 25 minutos, que surpreendeu o goleiro Nyland. No segundo tempo, aos 60 minutos, Rasmus Höjlund marcou de cabeça o gol de empate para os visitantes.

Apesar das dificuldades defensivas, a Noruega garantiu a vitória com um chute forte de esquerda de Haaland aos 73 minutos, marcando o gol decisivo.

Haaland, que defende o Manchester City, agora soma 64 gols em 56 jogos pela seleção norueguesa, aos 26 anos.

Com esse resultado, a Noruega iguala a pontuação do Portugal na liderança do grupo, após o time português vencer o País de Gales por 1 a 0. No próximo domingo, em Oslo, haverá um encontro entre os artilheiros Haaland e Cristiano Ronaldo.

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Aumento da pobreza atinge um terço dos argentinos

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A pobreza na Argentina voltou a subir depois de dois anos, alcançando cerca de um terço da população no primeiro semestre de 2026, conforme dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (24).

O índice chegou a 32,3%, representando um crescimento de 4,1 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior. A taxa de extrema pobreza também aumentou, chegando a 7,5%, conforme dados do instituto oficial de estatísticas Indec.

O instituto define como pobres os adultos cuja renda não é suficiente para adquirir uma cesta básica que custa cerca de 340 dólares (R$ 1.761) pelo câmbio oficial, incluindo alimentos e outros bens e serviços. Para medir a indigência, é considerada uma cesta básica apenas com alimentos, cujo custo é de aproximadamente 150 dólares (R$ 777) mensais.

O índice de pobreza vinha diminuindo desde o primeiro semestre de 2024, quando 52,9% dos 47 milhões de habitantes do país eram considerados pobres.

O aumento da pobreza ocorre junto com a alta da inflação, que acelerou entre o final de 2025 e o começo de 2026.

Eduardo Donza, pesquisador do Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina, destacou que “três a cada dez pessoas permanecem em situação de pobreza por um período prolongado” e indicou que a precariedade do trabalho é o principal desafio.

Desde a chegada ao poder do presidente autodenominado “anarcocapitalista”, cerca de 30.000 empresas fecharam, e o desemprego atingiu 7,9%, seu nível mais alto desde 2021. Quase metade da população economicamente ativa trabalha na informalidade.

A pobreza atinge especialmente as crianças: de acordo com o Indec, 44,5% dos menores de 14 anos vivem na pobreza, sendo que 10,8% deles estão em situação de extrema pobreza.

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