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TSE vota sobre remoção de posts falsos sobre Nossa Senhora Aparecida

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, agendou para esta quarta-feira, dia 30, uma sessão virtual para decidir sobre a retirada de publicações que ligam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um plano para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Na última sexta-feira, dia 25, o ministro André Mendonça, que também faz parte do tribunal, havia ordenado a remoção desses posts. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino anulou essa decisão sem considerar a Justiça Eleitoral.

O ministro Luiz Fux, também do STF, restaurou a decisão inicial. Esperava-se que essa questão fosse levada ao plenário do Supremo Tribunal Federal.

No entanto, Nunes Marques antecipou e colocou o tema para votação no plenário do TSE. A controvérsia teve início quando perfis políticos de esquerda começaram a espalhar a ideia de que evangélicos queriam aprovar uma lei para remover a santa católica como padroeira do Brasil. A decisão do ministro André Mendonça foi tomada enquanto atuava como membro do Tribunal Superior Eleitoral.

O ministro concedeu uma liminar que determinou a exclusão dos posts, destacando que é falso o fato de que Flavio Nantes Bolsonaro ou sua família tenha proposto, apoiado ou tenha algum envolvimento com a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

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Candidatos discutem gestões e passado político em debate no governo de Pernambuco

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Na fase do debate, cada candidato teve a oportunidade de fazer uma pergunta livre a um adversário. Participaram Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (Psol).

O primeiro sorteado foi João Campos, que escolheu Raquel Lyra para responder sua pergunta inicial. O ex-prefeito do Recife questionou a quantidade de escolas técnicas, UPAs, UPAs Especialidades e Delegacias da Mulher inauguradas pela governadora e candidata à reeleição durante sua administração.

“Fico surpreso com o candidato João. Ele pergunta o quanto inaugurei, mas quando assumi a saúde pública estava em frangalhos, segurança pública esquecida, estradas muito ruins. Não fiquei só reclamando. Ele foi secretário do governador Paulo Câmara. Eu fiz parte do PSB, mas saí quando as coisas começaram a ir mal, porque não busco poder, mas sim resultados”, respondeu Raquel.

Na réplica, João Campos rebateu, citando o que gestões anteriores do PSB entregaram em comparação com o atual governo.

“Você não construiu escolas técnicas; o PSB fez mais de 50. Você não inaugurou UPAs; o PSB implantou mais de 28. Eu sou o candidato desta vez, prazer, João Campos, pela primeira vez ao governo. Fui prefeito do Recife e realizei muito, incluindo oito centros TEA para acolher mais de 20 mil crianças neurodivergentes”, afirmou.

Então, Raquel questionou Ivan Moraes sobre sua avaliação dos investimentos das gestões municipais do Recife para evitar enchentes.

“Precisamos nos preparar para eventos extremos que são cada vez mais frequentes. Como vereador do Recife, fiscalizei as prefeituras do PSB, dos ex-prefeitos Geraldo Júlio e João Campos, e realmente faltou ação. Na enchente de 2020, não havia plano de contingência adequado. Trabalhamos para formar as comunidades para se prevenir”, criticou Ivan.

Raquel respondeu que essa preocupação sempre esteve presente em sua administração e citou as obras realizadas.

“Desde o início, esse tema foi prioridade. Fui a Brasília, falei com o presidente Lula para concluir obras prometidas em 2010. Estão em andamento quatro barragens em Pernambuco para conter cheias do rio Una: entregamos a barragem de Panelas II, incluída no PAC, e estamos construindo as de Gatos, Igarapeba e Barra de Guabiraba”, explicou.

Por fim, Ivan Moraes questionou João Campos sobre decisões políticas passadas do PSB, como o apoio a Aécio Neves em 2014 e ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016.

“Ivan, você está alinhado com quem é contra o Lula. Não esperava isso de você, embora esperasse da outra candidata, que circula com bolsonaristas em Pernambuco. Seu partido surgiu de uma dissidência do PT no momento difícil do Lula. Em 2006, seu partido foi contra a reeleição de Lula, mas o PSB, liderado por Eduardo Campos, permaneceu e apoiou Lula na Câmara Nacional”, respondeu João.

Na réplica, Ivan criticou João Campos por apoiar a reforma da previdência.

“Nossa origem é um racha no PT, mas não no pior momento do partido. Sempre fomos contra a reforma da previdência. Já você não foi contra; como prefeito do Recife, promoveu uma reforma que retirou R$ 1 bilhão dos servidores públicos”, afirmou Ivan.

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Economia

Pernambuco abre concursos para Polícia Militar e Bombeiros com 1.890 vagas

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Foi divulgada, na edição extra do Diário Oficial do Estado de Pernambuco desta terça-feira (29), a publicação de dois novos concursos públicos: para a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE).

Ao todo, são oferecidas 1.890 oportunidades, com 1.320 vagas para a PMPE e 570 para o CBMPE. As inscrições poderão ser feitas entre 5 de outubro e 5 de novembro, no site do Instituto AOCP.

As provas acontecerão nos dias 21 e 28 de fevereiro de 2027. “Este concurso visa selecionar profissionais capacitados que irão contribuir para o fortalecimento das ações das forças de segurança estaduais, promovendo benefícios para toda a população. Também estão previstos concursos para a Polícia Civil e a Polícia Penal”, ressaltou a secretária de Administração, Ana Maraíza.

Das 1.320 vagas para a PMPE, 1.250 são destinadas a soldados e 70 para oficiais. No CBMPE, estão disponíveis 510 vagas para soldados e 60 para oficiais combatentes, totalizando 570 postos.

As provas serão aplicadas nas cidades do Recife, Arcoverde, Caruaru e Petrolina. Os editais contemplam cotas para pessoas com deficiência (5%), pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%), conforme os critérios e distribuição específicos para cada cargo.

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Notícias

Lula enfrenta ação no TSE por uso indevido de fala por Nikolas

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A Coligação Brasil Pronto Pra Mais entrou com um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma postagem feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, alega que a publicação contém conteúdo ofensivo, calunioso e fora de contexto, baseado em uma fala do presidente.

A relatora do caso é a ministra Estela Aranha. A ação questiona uma postagem do dia 29 de agosto no perfil de Nikolas Ferreira na plataforma X. Segundo a coligação, o conteúdo utilizou um trecho isolado de uma fala de Lula, associando a um sentido sexual que não existia no discurso original, que tratava de saúde e prevenção.

O Estadão buscou contato com a assessoria de comunicação de Nikolas Ferreira, que ainda não se manifestou.

Na segunda-feira, 28, durante um comício em Belém (PA), o presidente Lula criticou a resistência dos homens em realizar o exame de próstata. Ele afirmou que “homem não gosta de toque”, enquanto as mulheres aprendem a se cuidar desde pequenas.

O presidente disse: “Fizemos a primeira cirurgia robótica de próstata no Estado do Pará e no Norte do País. Isso é importante porque o homem tem medo. Ele não gosta de fazer o exame, não gosta do toque. As mulheres aprendem a se cuidar desde cedo. O homem não, é todo cheio de jeito, não sabe que, quando tiver câncer de próstata, vai receber muitos toques.”

Na representação, a coligação aponta que a fala do presidente destacava diferenças de comportamento entre homens e mulheres no acesso aos cuidados médicos, mencionando a resistência de alguns homens em realizar exames preventivos e o acompanhamento desde a puberdade recebido por meninas e mulheres.

A campanha de Lula afirma que a publicação de Nikolas teve milhares de interações, como comentários e compartilhamentos, e que a edição do conteúdo poderia levar eleitores a uma interpretação errada da declaração original. Por isso, a coligação pediu ao TSE a remoção imediata da postagem, a proibição de conteúdos semelhantes e multa máxima.

A advogada eleitoralista Maíra Recchia, que assina o processo, disse que o caso envolve também uma discussão sobre gênero e a forma como temas de saúde feminina são abordados no debate público. Ela afirmou que a fala de Lula tratou de prevenção, mas foi interpretada de forma sexual após ser recortada e divulgada nas redes sociais.

“O episódio mostra uma tentativa de transformar uma conversa sobre saúde e prevenção em algo com conotação sexual, o que não estava na fala original”, declarou a advogada no documento enviado ao TSE.

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