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Economia

Lula aprova MP que intensifica fiscalização da tabela de frete

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quarta-feira uma medida provisória (MP) que amplia os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para monitorar e punir o descumprimento da tabela de frete no transporte rodoviário de carga.

A medida foi aprovada pelo Senado no mês passado diante da preocupação dos caminhoneiros, principais beneficiados, de que a MP expirasse.

Essa medida foi adotada pelo governo para aliviar os efeitos do aumento dos combustíveis para os caminhoneiros.

O que prevê a MP?

O governo editou essa MP frente à alta do preço do diesel, consequência do aumento internacional do petróleo provocado pelo conflito no Oriente Médio, e das reclamações da categoria.

O texto, publicado no início do ano, ajudou a melhorar a relação da administração Lula com os caminhoneiros. A tabela estipula valores mínimos que os contratantes do frete devem respeitar, sendo uma das principais demandas dos caminhoneiros.

A MP estabelece a metodologia que a agência deve usar para calcular o valor mínimo do frete a ser pago, considerando:

  • distância percorrida;
  • tipo de veículo e número de eixos;
  • unidade da carga transportada;
  • natureza da carga;
  • custos fixos e variáveis relacionados à operação;
  • preço dos combustíveis e outros insumos;

Outras medidas

A medida também amplia as iniciativas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), incluindo a renovação da frota, criação de áreas para paradas, treinamento profissional e segurança no trânsito. Além disso, prioriza os transportadores de carga para obter financiamentos dentro do mesmo programa.

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Economia

Problemas logísticos custam 1,1 bilhão por ano à economia de Pernambuco

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A ineficiência no transporte e na logística gera um prejuízo estimado em R$ 1,1 bilhão anualmente ao setor produtivo de Pernambuco. Esse dado é oriundo do estudo Diagnóstico da Logística Competitiva de Pernambuco 2026, apresentado na abertura da feira Multimodal Nordeste nesta terça-feira (4).

O estudo aponta que o atraso nas obras estruturais resulta em perdas bilionárias a cada ano de espera. A apresentação ocorreu diante de um auditório lotado, composto por executivos, empresários e profissionais ligados ao setor logístico.

Realizada pela consultoria Ceplan, a pesquisa ouviu 60 gestores de logística, representando transportadoras, operadores logísticos, indústrias e o comércio. Foi identificada como a maior fragilidade do setor a excessiva dependência do transporte rodoviário. Isso faz com que setores produtivos importantes, como o automotivo, dependam quase que exclusivamente das rodovias para o escoamento dos seus produtos, elevando custos e reduzindo a competitividade.

Além disso, a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina, especialmente no trecho entre Salgueiro e Suape, foi destacada como uma prioridade fundamental para conectar as diferentes regiões do estado e integrar polos produtivos, tais como o setor gesseiro do Araripe, a cadeia de combustíveis, além dos segmentos agrícola e agropecuário do interior.

O estudo também aponta quatro medidas prioritárias para melhorar a eficiência logística em Pernambuco: recuperar e ampliar a infraestrutura existente, desbloquear o acesso ao Porto de Suape, diversificar os meios de transporte para reduzir a dependência das rodovias e reter empresas que geram carga, especialmente indústrias e médias empresas, que mais sentem os impactos dos problemas logísticos. O setor de transportes e logística é significativo para a economia pernambucana, com aproximadamente 52 mil estabelecimentos formais e representando cerca de 3% do PIB do estado.

Domenico Carneiro, sócio-diretor de Novos Negócios da Multimodal Nordeste, ressaltou que o estudo representa uma contribuição importante do setor privado para compreender os principais obstáculos que impedem a logística de Pernambuco de ganhar mais competitividade. Segundo ele, “a Multimodal Nordeste não se limita a reunir empresas e gerar negócios; nosso compromisso também é produzir conhecimento que fortaleça a logística no Nordeste”. O diagnóstico é resultado da escuta daqueles que enfrentam diariamente os desafios do setor e configura uma ferramenta vital para apoiar decisões estratégicas e investimentos que possam tornar Pernambuco mais competitivo.

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Economia

PPI da Zona do Euro Aumenta 4,6% em Junho Na Comparação Anual

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O índice de preços ao produtor (PPI) na Zona do Euro apresentou um crescimento de 4,6% em junho, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Estes dados foram divulgados na quarta-feira, dia 5, pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia (UE).

Em contraste, se observarmos a comparação mensal, ou seja, em relação a maio, houve uma queda de 0,3% no PPI do bloco econômico durante o mês de junho, conforme reportado pela Eurostat.

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Economia

Governo vê queda na popularidade do Desenrola e isenção do IR

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Pesquisa recente da Genial/Quaest revela que o programa Desenrola 2.0 e o aumento da isenção do Imposto de Renda (IR) estão perdendo apoio entre os eleitores. Essas iniciativas são esforços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar sua imagem antes das eleições.

O programa Desenrola, prorrogado até 31 de agosto, ainda recebe avaliação positiva da população, porém a porcentagem que o considera uma boa ideia diminuiu para 47%, contra 55% em julho. Quem vê o programa como algo que ajuda parcialmente subiu para 25%, enquanto 23% o consideram inadequado.

Quanto às dívidas familiares, 47% afirmam ter poucas dívidas, 31% nenhuma dívida, e 22% muitas dívidas. Além disso, 88% afirmam que não foram beneficiados pelo programa, ao passo que apenas 10% se sentiram beneficiados pela renegociação de dívidas.

O número dos que reportam melhora significativa na renda caiu de 35% em julho para 26% atualmente. Outros 37% indicam que sua renda não mudou, e 35% relatam aumento leve.

Em relação à isenção do IR para rendas até R$ 5 mil, ocorreu tendência semelhante: a fração dos que sentem aumento significativo na renda veio declinando para 21% atualmente. Já a parcela que não percebeu diferença cresceu para 46%, e 32% apontaram aumento, porém leve.

A pesquisa também avaliou a “affordability”, ou seja, quanto a renda cobre as despesas. Para 33%, a renda acompanhou o aumento do custo de vida; 32% viram renda estagnada; 23% observaram aumento menor que as despesas; e 10% afirmaram rendimento superior às despesas.

Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

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