Mundo
Trump diz que Ormuz abrirá em breve e que Irã sofrerá consequências severas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser firmado ainda nesta quarta-feira (5). Ele também advertiu que o Irã enfrentará consequências severas caso as negociações não avancem.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial e tem sido foco de tensões no Oriente Médio, representando um ponto sensível nas negociações recentes após o cessar-fogo de abril.
Na terça-feira (4), Trump comentou na Califórnia que os negociadores tiveram um dia produtivo e que o acordo poderia ser alcançado em breve. Entretanto, em entrevista à Fox News, ressaltou que o Irã será duramente penalizado se a passagem pelo estreito não for desbloqueada rapidamente.
Enquanto o Irã deseja controlar a via e cobrar pedágios, os Estados Unidos se opõem a essa medida.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que haja negociações com Washington, embora Trump mantenha que as conversas continuam.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou avanços nas tratativas com o Irã e Omã, países vizinhos ao estreito, e afirmou que aguardam um acordo definitivo em breve.
O Catar, que atua como mediador, afirmou que os contatos diplomáticos seguem, porém não há previsão para um encontro direto entre Irã e Estados Unidos.
Washington busca não só a reabertura do Estreito, mas também a desnuclearização do Irã, um processo que, segundo Trump, pode levar algum tempo.
Desde o início do conflito que causou grandes prejuízos financeiros, o Irã continua capaz de realizar ataques com mísseis e drones contra alvos estadunidenses, seus aliados e navios comerciais na região.
Na madrugada de terça-feira (4), um navio cargueiro foi atacado no Estreito de Ormuz, próximo à costa de Omã, resultando em um tripulante desaparecido, de acordo com a empresa britânica de segurança Vanguard Tech.
O Irã mantém um bloqueio na via e exige coordenação para as travessias, enquanto Omã, que recentemente abriu uma rota alternativa, ainda não se pronunciou sobre o incidente.
Ataques no Mar Vermelho
A instabilidade no Estreito aumentou a importância das rotas marítimas pelo Mar Vermelho, onde os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam bloqueio à Arábia Saudita e realizaram ataques contra estruturas petrolíferas do país.
O porto saudita de Yanbu, situado no Mar Vermelho, tem sido vital para que Riade, aliado dos Estados Unidos, continue a exportar petróleo, evitando a passagem por Ormuz.
Desde o anúncio do bloqueio, várias embarcações que tentaram transitar foram atacadas pelos houthis.
Na última terça, o navio indiano MSV Faize Noore Oliya naufragou após um ataque no Mar Vermelho, próximo ao Iêmen, com todos os 14 tripulantes resgatados. O governo iemenita atribui o ataque aos houthis.
Além disso, um aeroporto no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, suspendeu suas operações após alegações de ataque pelos rebeldes houthis.
Mundo
Ceuta alerta situação crítica dos menores migrantes
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, declarou nesta quarta-feira (5) que a quantidade de crianças migrantes permanecendo no enclave espanhol no norte da África, após uma crise migratória, alcançou um nível insustentável.
Na semana passada, aproximadamente 72 mil migrantes chegaram a Ceuta, majoritariamente nadando ou caminhando, dos quais cerca de 70 mil já retornaram a Marrocos, conforme dados das autoridades espanholas.
Vivas explicou na televisão pública que a capacidade de acolhimento para menores em Ceuta está 2.600% além do limite crítico, estimando que cerca de 1.100 crianças estão atualmente sob os cuidados locais.
Segundo Vivas, membro do Partido Popular, principal grupo de oposição ao governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, a situação é absolutamente insustentável.
Miguel Ángel Pérez, delegado do governo na cidade, salientou a presença de menores em vias públicas, destacando ser uma prioridade e motivo de grande preocupação.
Vivas destacou que Ceuta continua em estado de alerta e solicitou ajuda do restante da Espanha para enfrentar as consequências da crise.
Ele enfatizou que Ceuta enfrenta um cenário extremamente delicado e apelou ao governo nacional para que intervenha e regularize a situação, mencionando que o próprio primeiro-ministro deve reconhecer esta grave violação da integridade territorial espanhola.
Mundo
China reage com represália após medidas comerciais dos EUA
A China declarou, nesta quarta-feira (5), que vai restringir exportações de drones para os Estados Unidos e adicionou seis empresas americanas em uma lista negativa. Essa ação ocorre em resposta às imposições comerciais feitas por Washington sob a justificativa de segurança nacional e combate ao trabalho forçado.
Segundo um porta-voz do Ministério do Comércio, as medidas adotadas pelo governo Trump afetaram gravemente os direitos e interesses legítimos da China.
China não tem outra alternativa senão aplicar contramedidas, afirmou o porta-voz.
No fim de julho, os EUA proibiram o uso de robôs humanoides e quadrúpedes, muitos produzidos na China, citando preocupações de segurança nacional.
Para garantir a segurança nacional, a China informou que intensificará o controle sobre a exportação para os EUA de produtos de uso duplo relacionados a drones, que podem ter fins civis e militares.
Os Estados Unidos também incluíram cerca de 40 entidades chinesas em sua lista negra para impedir o trabalho forçado, especialmente envolvendo a comunidade uigur na região de Xinjiang.
Como retaliação, Pequim proibiu transações e qualquer cooperação com seis empresas americanas, entre elas a Applied DNA Sciences e a Stratum Reservoir.
O vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, expressou sérias preocupações ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na semana passada, sobre as novas restrições comerciais.
Ao longo do ano passado, China e Estados Unidos estiveram envolvidos em um intenso conflito comercial, mas firmaram uma trégua em outubro, quando o então presidente Donald Trump recebeu o líder chinês Xi Jinping.
Mundo
Papa visitará Uruguai, Argentina e Peru em novembro
O Papa Leão XIV fará uma viagem ao Uruguai, Argentina e Peru de 6 a 17 de novembro, conforme comunicado pelo Vaticano nesta quarta-feira (5). Esta será uma importante volta ao continente onde o pontífice dedicou grande parte de sua vida a missões.
O arcebispado de Lima expressou alegria no Facebook, destacando a visita do líder da Igreja Católica às cidades de Lima, Chiclayo, Cuzco e Pucallpa entre os dias 11 e 17 de novembro. Esta será a primeira visita de um papa ao Peru desde 2018.
Robert Francis Prevost, americano que chegou ao Peru ainda jovem para atuar em missões, atuou como arcebispo emérito de Chiclayo, localizada a cerca de 750 km ao norte de Lima, e obteve a nacionalidade peruana em 2015.
A agenda começa no Uruguai, onde Leão XIV estará de 6 a 8 de novembro nas cidades de Montevidéu, Paysandú e Flórida, visitando os santuários da Virgem dos Trinta e Três, padroeira local.
Depois, a peregrinação segue à Argentina até o dia 11 de novembro, incluindo a capital Buenos Aires, assim como Córdoba e Luján, onde está a basílica dedicada à Nossa Senhora de Luján, padroeira do país.
Visita de importância histórica
O presidente argentino, Javier Milei, comentou que a visita do papa é um marco histórico para o país.
O argentino Francisco, predecessor de Leão XIV, não visitou seu país natal durante seu pontificado, priorizando países periféricos ainda não visitados por um papa.
O último papa a passar pelo país foi João Paulo II, que esteve na Argentina em 1987 e no Uruguai em 1988.
Leão XIV, desde sua eleição em maio de 2025, já visitou diversos países como África, Líbano, Turquia, Espanha e França, ocasiões em que defendeu causas como a dos migrantes e enfrentou crises políticas de destaque.
Durante sua visita à Espanha, abordou temas sensíveis da Igreja, como os abusos sexuais, que descreveu como uma ferida aberta.
Há meses a possibilidade de uma visita do papa a América Latina vinha sendo especulada.
O próprio papa afirmou em dezembro desejar muito visitar a América Latina, incluindo a Argentina e o Uruguai, que aguardam sua chegada. Sobre o Peru, onde passou mais de 20 anos servindo em missões, comentou de forma descontraída que acredita ser bem recebido também.
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