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Green card de Eduardo Bolsonaro foi concedido por habilidades especiais, diz aliado

Paulo Figueiredo, próximo aliado da família Bolsonaro, declarou que o Green Card outorgado pelos Estados Unidos ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi justificado por suas “habilidades especiais”.

Este documento oferece ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o direito de residir de forma permanente no território americano, permitindo trabalhar e estudar sem restrições legais.

“Parabéns, Eduardo, pela conquista da residência permanente (‘Green Card’) nos EUA como indivíduo com habilidades especiais. Você merece! Aqui, na Terra dos Livres, você está protegido. Continuaremos juntos para que o Brasil não tenha mais exilados e para que nosso povo também se liberte deste regime”, escreveu Figueiredo em suas redes sociais.

O Green Card é um documento de residência permanente que pode levar anos para ser aprovado, demandando um processo detalhado e complexo.

Figueiredo ressaltou que o pedido foi iniciado há mais de um ano, mas a aprovação somente ocorreu recentemente, após Eduardo comprovar a satisfação dos critérios estabelecidos.

Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Eduardo Bolsonaro expressou sentimento de segurança nos EUA, agradecendo o governo de Donald Trump pela aprovação.

“Vim aos Estados Unidos para uma curta visita, mas acabei ficando por causa da perseguição política no Brasil. Sinto-me protegido, pois aqui as ameaças do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não têm efeito”, afirmou Eduardo.

Essa concessão vem em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos, marcada por imposições tarifárias feitas pelo governo americano sobre produtos brasileiros, provocando críticas de autoridades dos EUA ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No mês anterior, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por coagir magistrados e buscar sanções americanas ao Judiciário brasileiro. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão no mesmo processo.

Eduardo recebeu pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto, multa e foi declarado inelegível por oito anos.

Desde fevereiro do ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos EUA. Inicialmente, entrou com visto de turista válido por seis meses, alegando perseguição política no Brasil.

Na tentativa de permanecer legalmente, cogitou solicitar asilo político, uma alternativa para adquirir o Green Card, defendida por Jair Bolsonaro como estratégia para que seu filho fosse mais útil ao Brasil estando fora do país.

À época, aliados esperavam o retorno de Eduardo entre julho e agosto, com possíveis candidaturas ao Senado por São Paulo ou a vice-presidência, apoiado pelo ex-presidente.

Entretanto, desde então, ele teve seu mandato parlamentar cassado por faltas e perdeu o cargo de escrivão na Polícia Federal.

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Economia

Disney e TikTok firmam parceria para criar vídeos curtos com personagens e cenas clássicas

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A Walt Disney Company e o TikTok anunciaram nesta quarta-feira uma colaboração global inédita que permite a fãs e criadores produzirem vídeos curtos utilizando personagens e cenas icônicas de filmes e séries da Disney, o primeiro acordo desse tipo entre o popular aplicativo de rede social e uma empresa tradicional de mídia.

O projeto inicial será um piloto nos Estados Unidos nos próximos meses, com planos de expansão para outros países. Essa iniciativa levará ao Disney+ uma seleção de vídeos criados por fãs e escolhidos a partir do TikTok, segundo as empresas. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

No lançamento, uma seleção voluntária de vídeos curtos dos criadores participantes será exibida tanto no TikTok quanto no Disney+, em uma aba especialmente dedicada a vídeos verticais, chamada “Verts”, projetada para atrair jovens.

Esta é a primeira vez que conteúdos do TikTok serão exibidos em outra plataforma. O TikTok proporcionará aos seus criadores acesso a recursos de centenas de filmes e séries do grande catálogo das marcas da Disney, incluindo Pixar, Marvel, Star Wars, FX, entre outros.

As empresas afirmam que os fãs terão uma experiência compartilhada com vídeos renovados regularmente para aumentar o engajamento dos assinantes em debates relevantes nas comunidades de fãs, fortalecer essas comunidades e estimular o consumo diversificado de histórias disponíveis no Disney+.

Asad Ayaz, diretor de Marketing e Marca da The Walt Disney Company, declarou: “Os melhores contadores de histórias são, acima de tudo, fãs. Na Disney isso sempre foi assim, e hoje eles celebram nossas histórias de formas novas. Essa colaboração estabelece uma nova ligação entre nossas histórias e a criatividade que inspiram, dando aos criadores um espaço maior e ao público mais conteúdo para descobrir diariamente no Disney+.”

Dawn Yang, chefe global de Entretenimento do TikTok, completou: “Os criadores são o centro do que fazemos no TikTok. Sua criatividade prolonga a vida de filmes e séries através das conversas que os fãs descobrem e compartilham. Junto com a Disney, estamos levando essa expressão criativa para o Disney+, convidando o público a experimentar a criatividade compartilhada que fortalece o universo dos fãs.”

As empresas ressaltam a importância crescente dos conteúdos produzidos por fãs para a descoberta, interação e celebração do entretenimento, reforçando a parceria para apoiar os criadores que dão vida às histórias.

No TikTok, comunidades discutem e compartilham filmes e séries, impulsionando conversas culturalmente relevantes. Dados internos mostram que, no ano passado, em média, 6,5 milhões de vídeos relacionados a filmes e séries foram postados diariamente, destacando a força das comunidades de entretenimento na plataforma.

Além disso, quase metade dos usuários entrevistados afirmou que, após ver conteúdos sobre filmes ou séries no TikTok, assistiu posteriormente a esses títulos em serviços de streaming ou televisão, mostrando a influência da plataforma na escolha de conteúdos pelo público.

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Cidades

Lula lidera com 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro no segundo turno

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Uma recente pesquisa feita pela Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (5), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na frente em uma possível disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

Segundo o estudo, Lula alcança 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 39%, mostrando uma vantagem para o atual presidente na corrida eleitoral.

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Mundo

Trump diz que Ormuz abrirá em breve e que Irã sofrerá consequências severas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser firmado ainda nesta quarta-feira (5). Ele também advertiu que o Irã enfrentará consequências severas caso as negociações não avancem.

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial e tem sido foco de tensões no Oriente Médio, representando um ponto sensível nas negociações recentes após o cessar-fogo de abril.

Na terça-feira (4), Trump comentou na Califórnia que os negociadores tiveram um dia produtivo e que o acordo poderia ser alcançado em breve. Entretanto, em entrevista à Fox News, ressaltou que o Irã será duramente penalizado se a passagem pelo estreito não for desbloqueada rapidamente.

Enquanto o Irã deseja controlar a via e cobrar pedágios, os Estados Unidos se opõem a essa medida.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que haja negociações com Washington, embora Trump mantenha que as conversas continuam.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou avanços nas tratativas com o Irã e Omã, países vizinhos ao estreito, e afirmou que aguardam um acordo definitivo em breve.

O Catar, que atua como mediador, afirmou que os contatos diplomáticos seguem, porém não há previsão para um encontro direto entre Irã e Estados Unidos.

Washington busca não só a reabertura do Estreito, mas também a desnuclearização do Irã, um processo que, segundo Trump, pode levar algum tempo.

Desde o início do conflito que causou grandes prejuízos financeiros, o Irã continua capaz de realizar ataques com mísseis e drones contra alvos estadunidenses, seus aliados e navios comerciais na região.

Na madrugada de terça-feira (4), um navio cargueiro foi atacado no Estreito de Ormuz, próximo à costa de Omã, resultando em um tripulante desaparecido, de acordo com a empresa britânica de segurança Vanguard Tech.

O Irã mantém um bloqueio na via e exige coordenação para as travessias, enquanto Omã, que recentemente abriu uma rota alternativa, ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Ataques no Mar Vermelho

A instabilidade no Estreito aumentou a importância das rotas marítimas pelo Mar Vermelho, onde os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam bloqueio à Arábia Saudita e realizaram ataques contra estruturas petrolíferas do país.

O porto saudita de Yanbu, situado no Mar Vermelho, tem sido vital para que Riade, aliado dos Estados Unidos, continue a exportar petróleo, evitando a passagem por Ormuz.

Desde o anúncio do bloqueio, várias embarcações que tentaram transitar foram atacadas pelos houthis.

Na última terça, o navio indiano MSV Faize Noore Oliya naufragou após um ataque no Mar Vermelho, próximo ao Iêmen, com todos os 14 tripulantes resgatados. O governo iemenita atribui o ataque aos houthis.

Além disso, um aeroporto no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, suspendeu suas operações após alegações de ataque pelos rebeldes houthis.

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