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Economia

MEC solicita mais R$ 18 bi para bolsas e obras na educação em 2027

Durante as negociações para o orçamento de 2027, o Ministério da Educação requisitou um acréscimo de R$ 17,94 bilhões à equipe econômica do governo Lula.

De acordo com o MEC, esse valor extra é essencial para cobrir custos como a finalização de obras educativas e o pagamento de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão responsável pelo incentivo e avaliação da pós-graduação no Brasil.

Em um documento encaminhado aos ministérios do Planejamento, Fazenda e Casa Civil, o MEC solicitou que essa demanda seja analisada na próxima reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO).

Essa discussão abrange apenas as despesas discricionárias, como investimentos e custeio, enquanto o custeio de salários e aposentadorias está assegurado.

Para 2027, a previsão inicial apontava cerca de R$ 40 bilhões para gastos discricionários do MEC, valor semelhante ao de 2026, considerado insuficiente pela pasta.

“Manter os valores atuais pode limitar o atendimento de demandas importantes na educação, afetando metas estratégicas e políticas prioritárias”, afirma o MEC no documento.

O ministério detalha que R$ 12,4 bilhões adicionais são necessários para despesas relacionadas a bolsas da CAPES, custeio das universidades federais e incremento de investimentos na educação básica.

Além disso, R$ 5,1 bilhões seriam destinados para a conclusão de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área educacional.

A ausência desses recursos pode prejudicar mais de 6.800 professores bolsistas do programa de especialização da CAPES e cerca de 19.940 estudantes ativos no programa Pé-de-Meia Licenciaturas.

Outros segmentos impactados incluem o apoio à criação de escolas para a educação infantil e melhorias na infraestrutura da educação básica.

Assim como reportado anteriormente pelo O GLOBO, órgãos federais têm pressionado para aumento de verbas no orçamento de 2027, totalizando pedidos que alcançam R$ 64 bilhões.

Esse movimento ocorre pouco antes do envio da proposta orçamentária ao Congresso, previsto para 31 de agosto.

Com o crescimento dos gastos obrigatórios nos últimos anos, os ministérios da Fazenda e do Planejamento enfrentam dificuldades para montar uma proposta que contemple as demandas dos demais ministérios.

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Economia

Itaú lança inscrições para programa de trainee 2027 com bolsa de R$ 9.350

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Estão abertas as inscrições para o programa de trainee do Itaú Unibanco, edição 2027. O processo é direcionado para estudantes de bacharelado ou licenciatura, de qualquer curso, com previsão de formatura entre dezembro de 2024 e dezembro de 2027. Alunos de cursos tecnólogos não podem participar. O prazo para inscrição termina em 1º de setembro. A bolsa oferecida é de R$ 9.350.

O programa possui duração de 18 meses e inclui diversas trilhas para o desenvolvimento de habilidades, através de treinamentos, rotações e imersões em diferentes áreas do banco. Os trainees atuam em projetos reais da instituição.

Trilhas disponíveis:

  • Crédito e Analytics
  • Estratégia de Negócios
  • Finanças
  • Pessoas
  • Produtos Digitais
  • Riscos

Além do período de formação, é obrigatório que os participantes estejam disponíveis para trabalhar em São Paulo, cumprindo jornada de oito horas diárias. O modelo de trabalho é híbrido, com três dias presenciais na semana.

Os candidatos que não residirem no estado de São Paulo ou que estiverem a mais de 100 quilômetros da capital receberão uma ajuda de custo equivalente a um salário para auxiliar na mudança no primeiro mês.

Para quem escolher a trilha de Finanças, é obrigatório ter inglês avançado; nas demais, o conhecimento do idioma não é exigido.

Benefícios

Além da bolsa de R$ 9.350, o programa oferece vale-refeição diário de R$ 53,33, vale-alimentação mensal de R$ 924,47, vale-transporte, incentivo para cursos de idiomas, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), descontos em produtos financeiros e plano de previdência privada.

O programa também disponibiliza assistência médica e odontológica, convênio com academias (TotalPass e Wellhub), entre outros benefícios.

Fases do processo seletivo

  1. Inscrições e testes até 1º de setembro: No ato da inscrição, o candidato deve escolher até duas trilhas e realizar a avaliação de raciocínio lógico.
  2. Entrevista em outubro: Os selecionados terão entrevista individual com a equipe de Pessoas para apresentar sua trajetória, experiências, motivações e conexão com o programa.
  3. Desafio em grupo em outubro: Os participantes farão um trabalho em grupo com líderes da área de Negócios para avaliar capacidade analítica, colaboração e resolução de problemas. Candidatos das trilhas de Finanças e que possuam inglês avançado também passarão por teste de proficiência no idioma.
  4. Entrevista final em novembro: O candidato conversará com lideranças executivas do banco. A entrevista pode ser realizada de forma híbrida. Caso a presença seja presencial, o Itaú custeará deslocamento para candidatos que estiverem a mais de 100 quilômetros de São Paulo.
  5. Início do programa em janeiro: Esta é a etapa da admissão, quando o candidato inicia sua trajetória no Itaú.
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Economia

Aluguel residencial sobe 0,66% em julho, após alta em junho

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Os preços dos aluguéis residenciais tiveram um aumento de 0,66% em julho de 2026, após uma leve alta de 0,10% em junho. Essas informações são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta quinta-feira, 6.

Nos últimos 12 meses, o índice acumulou um crescimento de 5,08%, acima dos 4,46% registrados em junho.

Matheus Dias, economista do FGV IBRE, comenta que a atual dinâmica decorre principalmente das condições de oferta e demanda. Do lado da demanda, a manutenção dos juros elevados mantém o crédito imobiliário restrito. Simultaneamente, os reajustes dos contratos começam a refletir gradualmente as condições locais do mercado.

O IVAR foi desenvolvido para acompanhar a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no Brasil, utilizando dados obtidos diretamente de contratos firmados entre proprietários e locatários, mediados por empresas administradoras de imóveis. Anteriormente, a FGV baseava seus dados em anúncios, e não nos valores realmente negociados.

Nas quatro capitais que compõem o índice da FGV, os aluguéis residenciais tiveram alta em todas em julho. Porto Alegre registrou a maior variação, com aumento de 1,14%. Em Belo Horizonte, o crescimento médio foi de 0,62%. No Rio de Janeiro, os preços subiram 0,49%. Em São Paulo, após queda de 0,19% em junho, o aluguel apresentou um aumento de 0,45% em julho, indicando uma recuperação moderada.

Matheus Dias acrescenta que a desaceleração da inflação e a moderação dos principais indexadores desde 2024 ajudam a diminuir a intensidade dos reajustes, ainda que a procura por locação continue forte em diversas capitais.

No acumulado do ano, o preço do aluguel subiu 2,98%. Nos últimos 12 meses, o crescimento acelerou em todas as capitais. Porto Alegre liderou essa aceleração, passando de 3,06% em junho para 4,12% em julho. Belo Horizonte variou de 7,07% para 7,77%. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 5,87% para 6,40%. Em São Paulo, houve um incremento de 0,38 ponto percentual na taxa acumulada em 12 meses em julho, na comparação com junho.

Matheus Dias explica que, apesar dos fundamentos atuais reduzirem a chance de queda nos aluguéis em curto prazo, também indicam menor possibilidade de altas expressivas no IVAR.

Do lado da oferta, observa-se um crescimento significativo da oferta habitacional associada ao programa Minha Casa, Minha Vida, que aumentou em 20,6% nos últimos 12 meses. Como muitas dessas unidades são destinadas à ocupação pelos próprios compradores, o impacto na oferta para locação tradicional é limitado.

Além disso, parte do estoque residencial está sendo destinada a locações temporárias em mercados específicos, o que reduz a disponibilidade de imóveis para aluguel convencional.

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Economia

Terras-raras vão impulsionar PIB do Brasil em R$ 192 bilhões e gerar 750 mil empregos

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A ampliação dos investimentos na cadeia de minerais essenciais e terras-raras tem potencial para acrescentar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, além de criar 750 mil novas vagas de emprego até o ano de 2050. Essa é a conclusão de uma análise realizada pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O estudo apresenta duas projeções para o avanço da cadeia de minerais críticos e terras-raras no país. No primeiro cenário, a maior parte dos investimentos provém de capital nacional e a produção continua direcionada para exportação. Nesse caso, o impacto total sobre o PIB chega a R$ 128,7 bilhões e a criação estimada é de 304 mil empregos.

Já o segundo cenário leva em conta uma maior participação do capital estrangeiro, expansão do processamento dos minerais dentro do Brasil e aumento do uso desses recursos pela indústria local. Nesta hipótese, os aportes sobem para R$ 120,9 bilhões, com efeito acumulado de R$ 192,1 bilhões no PIB e geração estimada de 750 mil empregos.

A comparação mostra que a entrada de investimento internacional e o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais podem agregar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões a investimentos e criar 446 mil empregos adicionais, somados aos benefícios já gerados pela expansão da mineração.

O estudo da Amcham Brasil baseia-se em projeções anteriores, nacionais e internacionais, para estimar a demanda destes minerais e terras-raras, incluindo cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e os elementos das terras-raras.

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, destaca a posição estratégica do Brasil, que possui algumas das maiores reservas desses minerais no mundo, afirmando que o país tem total capacidade para se tornar um protagonista global nesse setor.

“Quanto maior for a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor agregado, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico”, enfatiza Abrão Neto.

O estudo aponta ainda que os maiores ganhos no PIB se concentram nos estados produtores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%).

Além disso, o fortalecimento do processamento local amplia os benefícios para os estados com forte atividade industrial, como Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, evidenciando que a agregação de valor estende os impactos econômicos para além das regiões extrativistas.

Abrão Neto complementa que “a maior atração de recursos e o incremento do valor agregado no Brasil promovem a expansão dos benefícios econômicos da cadeia de minerais críticos para além dos estados produtores, impulsionando também as regiões industriais e fortalecendo a integração do país nas cadeias globais de tecnologia e na transição energética”.

Em termos setoriais, a pesquisa mostra que a indústria de transformação terá crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, quase três vezes maior que no primeiro. Destacam-se também o setor da construção civil, com 4,5%, e a indústria extrativa, com 4,2%.

Nos segmentos industriais, os impactos mais significativos ocorrem em máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), equipamentos para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).

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