Economia
Governo processa 17 casas de aposta e pede indenização de 1 bilhão
O governo federal moveu uma ação contra 17 empresas de apostas on-line, solicitando compensação pelas despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas aos prejuízos causados pelo jogo.
A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou à Justiça Federal de Pernambuco um pedido de indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 1 bilhão, além da devolução em dobro dos valores apostados por pessoas diagnosticadas com ludopatia (compulsão pelo jogo).
A ação judicial foi ajuizada em Pernambuco, que segundo o governo é a região do Nordeste com maior índice de vulnerabilidade socioeconômica relacionada a jogos de azar.
Dados apresentados pelo governo informam que aproximadamente 28 milhões de brasileiros fazem apostas atualmente, sendo que 10,9 milhões possuem um padrão de risco ou problema com o jogo.
Na visão da AGU, os valores pagos pelas casas de apostas ao sistema de saúde são insuficientes para cobrir os custos gerados. Apenas 0,12% da receita dessas operadoras é destinada ao Ministério da Saúde, com transferência de aproximadamente R$ 50 milhões no último ano, conforme divulgado pelo órgão.
Os repasses foram definidos em lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo, sem alterações propostas.
AGU argumenta que as empresas responsáveis obtêm grandes lucros com as apostas, enquanto transferem ao SUS e à sociedade os custos financeiros pelo impacto do vício no jogo.
Para a AGU, a indenização também serve para desestimular essas operações, especialmente as ilegais, considerando o tamanho do mercado nacional, onde as 17 empresas processadas representam cerca de 80% do setor de apostas de quota fixa.
A AGU destaca que os danos decorrentes das apostas ultrapassam os indivíduos e afetam diretamente suas famílias, ampliando o impacto social.
Um dos aspectos levantados é que, em média, seis pessoas próximas ao apostador são impactadas, elevando os riscos de endividamento, problemas psicológicos e violência doméstica.
Dentro desse contexto, a AGU solicita que as operadoras sejam obrigadas a devolver o dobro dos valores apostados por pessoas com diagnóstico de ludopatia quando as plataformas continuaram aceitando apostas mesmo após serem notificadas, ou quando não tomaram providências diante de sinais claros de risco, conforme explicado pela Advocacia-Geral da União.
Economia
Mega-Sena vai acumular prêmio de 75 milhões; veja os números sorteados
Nenhum participante acertou as seis dezenas do Concurso 3.064 da Mega-Sena, que aconteceu nesta terça-feira (29). O valor do prêmio acumulou e agora está estimado em R$ 75 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados foram: 04, 10, 20, 25, 27 e 48.
Oito e duas apostas tiveram cinco acertos e vão receber R$ 24.039,44 cada uma. Quatro mil quatrocentas e sessenta e sete apostas acertaram quatro números e receberão R$ 727,39 cada.
Para participar do próximo sorteio, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (1º), em qualquer casa lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo oficial da Caixa.
O valor da aposta simples, que consiste em escolher seis dezenas, é de R$ 6.
Economia
Recife sedia o 2º fórum de negócios familiares nesta quarta
Os organizadores e painelistas do 2º Fórum de Negócios Familiares visitaram a Folha de Pernambuco na tarde desta terça-feira (29) para apresentar o evento, que é promovido pela Legend Capital e pelo Huck Otranto Camargo Advogados. Na visita, eles foram recebidos pelo presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro.
Estiveram presentes também a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa; o diretor-executivo do jornal, Paulo Pugliesi; a editora-chefe da Folha, Leusa Santos; e a gerente de Jornalismo e Programação da Rádio Folha 96.7 FM, Marise Rodrigues.
A comitiva contou ainda com a participação do responsável pela articulação local do fórum e pela interação com empresários locais, Romero Maranhão Neto; da sócia da Agência Inspiração, produtora do evento, Eduarda Haeckel; dos sócios do Huck Otranto Camargo Advogados, Diego Billi Falcão e Amanda Salis Guazzelli; do fundador da Holding Clube e criador do Camarote Nº 1, José Victor Oliva Júnior; do sócio-fundador da Legend Capital, Pedro Salles; e dos sócios da Legend Capital, Adriana Salles e Fernando Barrozo do Amaral.
O evento ocorrerá nesta quarta-feira (30), das 8h30 às 12h30, no Novotel Recife Marina, no bairro de São José, centro do Recife. Entre os tópicos a serem abordados estão decisões estratégicas, aprendizados de famílias empresárias, inovação dos empreendedores e perspectivas econômicas para o Brasil.
Conforme explica o sócio-fundador da Legend Capital, Pedro Salles, nesta edição a abordagem será mais prática, trazendo relatos de casos reais de empresas e famílias empresariais.
“Este ano, queremos mostrar mais a vida real, compartilhar exemplos dos nossos clientes que passaram por situações familiares com as quais o público poderá se identificar, dividindo nosso conhecimento tanto sobre o cenário macroeconômico do Brasil quanto sobre o cotidiano e a importância da organização do patrimônio familiar para sua continuidade”, detalhou.
Programação
A recepção dos convidados começa às 8h30, com as boas-vindas de Romero Maranhão Neto, representante da terceira geração das famílias Albuquerque Maranhão e Fernandes Vieira, ambas com forte tradição empresarial em Pernambuco.
Para Romero, a edição terá um formato mais dinâmico e focado em exemplos práticos. “A principal novidade será sair do teórico para algo mais prático, tornando o evento mais envolvente para os participantes”, destacou.
Às 9h15, Diego Billi Falcão e Amanda Salis Guazzelli, do Huck Otranto Camargo Advogados, participam do painel “Operações estratégicas: perspectivas para crescimento e superação de crises”.
Às 10h, Marcelo Vieira, cofundador do Grupo Evipar, divide o painel “Experiências e reflexões: legados dos ciclos empresariais” com Diego Billi Falcão e Amanda Salis Guazzelli.
Segundo Diego Billi Falcão, a combinação de estrutura societária, planejamento patrimonial, apoio financeiro, governança e organização contribui para a continuidade dos negócios ao longo do tempo.
“É como a história dos três porquinhos: se a casa for fraca, ela cai. Com bases sólidas, um Family Office competente e visão do empresário, a estrutura resiste a qualquer adversidade”, explicou.
Às 10h30, o empresário José Victor Oliva Júnior participa do painel “Desafios do empresário: a trajetória por diferentes regiões do Brasil”, em conversa com Pedro Salles e Adriana Salles. Fundador da Holding Clube e idealizador do Camarote Nº 1, ele compartilhará sua experiência na construção do legado empresarial e na profissionalização dos negócios familiares.
“Vou apresentar tudo que construí para minha família, a profissionalização da empresa, a implementação da governança e o trabalho conjunto que realizamos. Esses temas serão discutidos no painel”, acrescentou.
O encerramento, às 11h30, contará com o sócio e global head do Departamento Econômico e de Data Science da Vinci Compass, José Carlos Carvalho, em painel sobre “Economia global e o Brasil pós-eleições”, dialogando com o sócio da Legend Capital, Fernando Barrozo do Amaral. “Discutiremos o cenário mundial, seu impacto no Brasil e as possíveis direções com base nos resultados eleitorais”, concluiu Fernando.
Economia
Caixa anuncia reabertura das agências bancárias amanhã após fim da paralisação
A Caixa Econômica Federal comunicou nesta terça-feira (29) que as agências bancárias voltarão a operar normalmente a partir de amanhã, depois que o Tribunal Superior do Trabalho decretou o encerramento da greve dos funcionários iniciada em 10 de setembro.
Em comunicado, o banco reafirmou o respeito às entidades representativas e seu compromisso com os empregados, clientes e a sociedade. Destacou também que seguirá as determinações da Justiça do Trabalho.
No julgamento realizado hoje, o TST ordenou a imediata suspensão da greve, embora tenha rejeitado o pedido da Caixa para classificá-la como abusiva. Conforme o voto do ministro Maurício Godinho, relator do processo, o tribunal aprovou um aumento salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), somado a um reajuste real de 0,6% em salários e benefícios, totalizando 4,6%, com vigência a partir de 1º de setembro. O acordo valerá até 2028.
O tribunal também decidiu que não haverá desconto nos salários correspondentes aos dias de paralisação. Contudo, os funcionários deverão compensar esse período dentro de um prazo de até 180 dias, realizando trabalho para recuperar os dias não trabalhados.
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