Brasil
Defesa de Flávio Bolsonaro quer que Mendonça investigue uísque dado a Lula
A equipe de defesa do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a abertura de uma investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido vem após a divulgação de conversas em que um interlocutor de Daniel Vorcaro menciona que o banqueiro teria presenteado Lula com uma garrafa de uísque.
O Palácio do Planalto nega que o presidente tenha recebido qualquer presente e destacou que foi sob sua gestão que o Banco Central fechou o Banco Master e que a Polícia Federal prendeu Vorcaro.
Flávio Bolsonaro já é alvo de investigações por lavagem de dinheiro e corrupção no STF, envolvendo solicitações de mais de R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas mensagens vazadas pelo jornal O Globo, o advogado Walfrido Warde faz menção a tentativas de aproximar Vorcaro do presidente, assim como citou o presente dado pelo banqueiro durante uma reunião no Palácio do Planalto.
Warde, que atuou como advogado de Vorcaro até o começo deste ano, tem ligação próxima com membros do PT. Em uma das mensagens datadas de janeiro de 2025, ele diz a Vorcaro: “Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente.”
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que o presidente deveria ser investigado pelos crimes de corrupção e advocacia administrativa com base nessas trocas de mensagens, argumentando que o recebimento de um presente por parte do chefe do Executivo de um banqueiro envolvido em investigações sérias é algo que precisa ser apurado.
O advogado responsável pela parte criminal da campanha de Flávio Bolsonaro, Tracy Reinaldet, afirmou que esse tipo de presente não pode ser visto como mero gesto de amizade entre presidente e banqueiro cujo negócio depende da atuação do governo.
Além disso, registros indicam que Walfrido Warde esteve várias vezes no Palácio do Planalto em 2023 e 2024, procurando aproximar Vorcaro de pessoas ligadas ao governo, inclusive buscando organizar um almoço com o chefe de gabinete do presidente.
O pedido formal de investigação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, porém as ações relacionadas à Operação Compliance Zero estão suspensas momentaneamente, aguardando deliberação do presidente do STF, Edson Fachin, sobre outras apurações envolvendo ministros da corte.
Sobre os fatos, a Presidência da República divulgou nota esclarecendo que o presidente Lula se encontrou uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024, em uma ocasião não previamente agendada, com a presença do ex-ministro Guido Mantega, do ministro da Casa Civil Rui Costa e do então diretor de Política Monetária e atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Durante essa reunião, Vorcaro mencionou sentir-se perseguido, e o presidente orientou que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central. Não houve nenhum outro contato entre eles, e o presidente desconhece qualquer suposta tentativa de articulação ou oferta de presentes.
Ressalta-se que foi neste governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e que Daniel Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no decorrer das investigações.
Brasil
Metade dos eleitores de Cury está decidida, queda em relação à semana passada
Metade dos eleitores que pretendem votar em Augusto Cury (Avante) para presidente afirmam estar totalmente certos de sua decisão, conforme levantamento realizado pelo Datafolha. A outra metade indica que ainda pode alterar sua escolha. Na pesquisa realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, esses números eram 54% e 46%, respectivamente.
Quanto aos eleitores que apoiam Ronaldo Caiado (PSD), 62% estão plenamente definidos quanto ao voto, enquanto 38% sinalizam possibilidade de mudança, conforme resultados coletados em 22 e 23 de setembro.
No caso do eleitorado de Renan Santos (Missão), 62% afirmam estar firmes na decisão, e 36% consideram ainda poder modificar o voto, no mesmo período de pesquisa.
O instituto questionou os entrevistados sobre o grau de certeza em relação ao voto para presidente, se estavam completamente decididos ou suscetíveis a alterações.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais entre 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa encontra-se registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.
Brasil
Avaliação do governo Lula piora para 40% dos brasileiros
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, recebeu uma avaliação negativa de 40% dos brasileiros, que o consideram ruim ou péssimo, conforme pesquisa recente do Datafolha divulgada na quinta-feira (24). Por outro lado, 34% classificam a administração como ótima ou boa, enquanto 24% veem como regular.
Comparando com a pesquisa realizada na semana anterior, a porcentagem de pessoas que avaliam o governo como ruim ou péssimo diminuiu de 42% para 40%. A avaliação ótima ou boa permaneceu estável em 34%, e a classificação regular registrou uma leve subida de 23% para 24%, que está dentro da margem de erro.
Quanto à aprovação pessoal do presidente, 50% dos entrevistados desaprovaram a gestão de Lula, e 47% aprovaram. Na pesquisa anterior, a desaprovação era de 50% e a aprovação de 48%.
Encomendada pela emissora TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de fevereiro, com a participação de 2.002 eleitores. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00304/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
Brasil
Ibovespa recua a 183 mil pontos com fuga de ativos de risco no exterior
Durante a tarde desta quinta-feira, o Ibovespa aprofundou suas perdas e atingiu o piso de 183 mil pontos, refletindo uma deterioração do cenário externo para ativos de risco, especialmente nos mercados emergentes. O aumento contínuo no preço do petróleo trouxe à tona preocupações inflacionárias e a consequente elevação dos juros, levando os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa, aguardando pesquisas eleitorais no Brasil.
No encerramento da sessão, o Ibovespa caiu 0,99%, fechando em 183.965,91 pontos, com mínima no dia em 183.834,97 pontos, e um volume financeiro de R$ 19 bilhões.
Embora as bolsas americanas tenham apresentado desempenho superior, os mercados emergentes encerraram o dia negativos: o EEM, principal ETF desses mercados, caiu 0,70% em Nova York. Este movimento ocorreu em meio ao forte avanço dos títulos públicos norte-americanos, com o título de 10 anos chegando a 5,20%.
Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, comenta que o comportamento dos mercados locais reflete tanto a aversão global ao risco quanto o cenário político-eleitoral nacional. O aumento do Brent para US$ 106,60 o barril (+3,41%) geralmente favorece a Petrobras, mas a queda das ações da empresa indica receio quanto à necessidade de ajuste na política monetária doméstica diante do panorama externo.
Além disso, os mercados foram impactados pelas recentes notícias envolvendo o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro ganhou novo capítulo após informações indicarem uma viagem entre a Flórida e Brasília, em 2025, em um avião que incluía o ex-banqueiro entre os cotistas. Essa revelação é vista como negativa para a imagem do senador, podendo afetar sua popularidade na disputa eleitoral.
Nas pesquisas eleitorais mais recentes, o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro apresentam um empate técnico. Os investidores observam as reais chances de uma chapa conservadora ganhar força, o que seria interpretado como um compromisso mais rigoroso com a política fiscal.
Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, destaca que o cenário combina fatores externos e internos complexos, incluindo a tensão crescente entre EUA e Irã. Isso gera preocupação com uma possível atuação contracionista do Federal Reserve, aumentando ainda mais os juros e impactando investidores estrangeiros. O mercado, diante das incertezas e das notícias eleitorais, corrige seus indicadores.
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