Brasil
Alerta de tempestade em São Paulo e outras regiões do Brasil
São Paulo e diversas regiões do Brasil estão em alerta para tempestades nesta terça-feira, dia 6, conforme informado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta amarelo, que indica perigo potencial, foi iniciado às 8h52 e permanecerá válido até as 23h59.
Estão previstas chuvas na faixa de 20 a 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 mm durante o dia, ventos entre 40 a 60 km/h e há risco de queda de granizo.
As áreas afetadas incluem:
- São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, na região Sudeste;
- Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no Sul;
- Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, no Centro-Oeste;
- Amazonas, Acre, Pará e Rondônia, no Norte;
- Bahia e Maranhão, no Nordeste.
Em São Paulo, o alerta abrange a capital, a Região Metropolitana e localidades como Campinas, Vale do Paraíba, litoral, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Marília, Araçatuba e Itapetininga.
O Instituto também emitiu um alerta laranja, que representa perigo, para a Região Metropolitana de Curitiba, Itapetininga e o Litoral Sul Paulista, com previsão de chuvas intensas entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia. Esse cenário apresenta riscos de enchentes, deslizamentos e transbordamento de rios em áreas vulneráveis.
De acordo com a Climatempo, uma frente fria que avança pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste contribui para as fortes pancadas de chuva previstas. A chuva deve diminuir a partir da quarta-feira, dia 7, nestas áreas, enquanto as temperaturas aumentam.
No Sul do Brasil, espera-se que a chuva volumosa continue durante a semana, com a formação de uma nova frente fria entre o Sul e o Paraguai no próximo fim de semana, acompanhada de um ciclone extratropical próximo ao Rio Grande do Sul.
Os três Estados do Sul poderão enfrentar tempestades severas, com chuvas intensas, enchentes, ventos fortes e granizo.
Durante as tempestades, o Inmet recomenda que a população evite se abrigar sob árvores em períodos de ventania intensa, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas publicitárias. Também é aconselhado o não uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada para evitar riscos.
Brasil
Moraes não engana, Magno Malta quer impeachment primeiro
O senador Magno Malta (PL-ES) enfatizou nesta quarta-feira (7) que eventuais sinais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em direção ao bolsonarismo não vão tirar o impeachment da lista de prioridades da direita para 2027.
“Sabemos quem ele é. Não adianta se vestir com as cores verde e amarelo e tentar mostrar religiosidade com um rosário e uma Bíblia. Nós o conhecemos”, afirmou Malta aos jornalistas, após reunião do deputado Flávio Bolsonaro (PL) com membros do PL.
Conhecido por sua postura firme, Malta declarou que, a partir do próximo ano, a direita agirá com determinação. “O Senado agora tem pessoas dispostas a agir como pitbull, sem proteção contra nada, para cumprir seu papel. A campanha foi nesse sentido. A Câmara dos Deputados também. Hoje temos maioria para equilibrar os poderes no Brasil e restaurar a democracia”, afirmou.
O senador também garantiu que o PL dará prioridade a uma anistia para os que foram condenados pelos acontecimentos de 8 de Janeiro. “No Senado, não esquecemos. Não há acordos, queremos impeachment de verdade. Também batalharemos para anular todo esse processo judicial. Temos a maioria necessária. Faremos isso”, declarou.
Brasil
TCU solicita ao Ministério da Previdência redução de riscos nas projeções previdenciárias
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ao Ministério da Previdência Social que implemente diversos ajustes para reduzir a possibilidade de erros no processamento das projeções previdenciárias.
Foi aprovada uma auditoria financeira referente ao exercício de 2025, que identificou inconsistências nos registros contábeis.
O TCU solicitou a realização de testes funcionais e de integração dos dados, além de um procedimento formal para validar e aprovar quaisquer alterações.
Também foram indicadas melhorias nos controles internos e nos processos de governança dos dados.
A Corte de Contas informou ao Ministério da Previdência Social que a falta de transparência sobre a base de cálculo usada para estimar as provisões previdenciárias não está de acordo com os padrões da Estrutura de Relatório Financeiro Aplicável.
De acordo com o relatório, isso causa dificuldades para compreender a verdadeira natureza econômica e o método de valorização dos passivos atuariais, comprometendo a clareza das informações.
Brasil
Cade rejeita pedido da Abrainc para dispensar notificação na compra de imóveis
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, por unanimidade, negar a consulta feita pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que representa mais de 70 das maiores incorporadoras do Brasil. A consulta questionava se a compra de ativos imobiliários, como terrenos e imóveis destinados a projetos imobiliários, por essas incorporadoras, deveria ser comunicada à autoridade responsável pela concorrência.
Essa decisão retoma um tema que gerava expectativa no setor desde o ano anterior, quando uma decisão anterior já havia afastado uma interpretação mais flexível sobre a necessidade de notificação dessas aquisições. O mercado esperava que o Cade pudesse esclarecer e simplificar esse processo, dada a quantidade significativa de operações imobiliárias submetidas ao órgão.
No entanto, o tribunal seguiu o parecer do relator, o conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, e decidiu que o tema poderá ser regulamentado futuramente por meio de uma resolução específica, evitando assim disputas complexas em avaliações caso a caso.
Por enquanto, o Cade mantém a posição de que a compra de terrenos por incorporadoras que ultrapassam os limites de faturamento previstos na lei continua exigindo notificação obrigatória. O presidente interino, Diogo Thomson, destacou a intenção de ampliar o debate para possivelmente estabelecer uma norma própria sobre o assunto.
Segundo o especialista em direito concorrencial do Cescon Barrieu, Ricardo Gaillard, o Cade mantém uma postura rigorosa na análise de operações entre ativos e negócios imobiliários, incluindo aquisições. “O órgão reforça que prefere analisar cada caso individualmente e acredita que isenções ou critérios mais claros devem ser definidos por resolução. Isso serve como um alerta para o setor, que deve estar atento em compras de terrenos envolvendo grupos que atendem aos critérios legais de faturamento”, comentou.
A Abrainc defendeu que o terreno é um insumo fundamental para a atividade de incorporação, comparável à matéria-prima em outros setores produtivos, e que adquirir terrenos isoladamente, sem transferência de uma atividade empresarial organizada, não constitui a compra de uma parte de empresa. Como exceção, a associação sugeriu que essas operações só deveriam ser notificadas se o imóvel estiver sujeito a restrições regulatórias que o tornem escasso e insubstituível no mercado relevante.
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