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Lula destaca proteção ao trabalhador e prisão para criminosos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou a segurança pública como uma das principais prioridades de sua campanha no segundo turno das eleições. Ele afirmou que os estados não conseguiram lidar com essa questão sem o auxílio da União e sublinhou a importância da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) relacionada à segurança pública.

“Nosso lema é: proteger o povo trabalhador e prender os criminosos. Este será o nosso foco daqui para frente”, declarou Lula.

A PEC da Segurança Pública já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, porém ainda aguarda a votação dos destaques no colegiado. Após essa etapa, a proposta seguirá para o plenário, onde será decidido seu destino final.

Essa iniciativa faz parte do conjunto de propostas que o governo de Lula apresenta no Congresso para fortalecer sua posição após o primeiro turno, onde ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Outra proposta importante é a PEC que elimina o regime de escala 6×1, com votação prevista para a próxima semana.

Lula participou de um encontro com parlamentares jovens eleitos, realizado num hotel em Brasília na tarde desta quarta-feira (7).

Durante a reunião, o presidente admitiu para seus aliados que a campanha de reeleição está desorganizada. Ele relatou que comunicou ao presidente do PT, Edinho Silva, que esta é a campanha menos estruturada da qual participou desde 1989.

“Acredito que poderíamos ter feito mais. Disse ao Edinho que essa é a campanha mais desorganizada que enfrentei desde 1989″, afirmou Lula em tom descontraído, apesar da crítica feita aos organizadores.

Esse comentário, que deveria ser reservado para um ambiente fechado, acabou sendo vazado inadvertidamente em uma transmissão oficial do PT, e o vídeo foi posteriormente removido da página do partido.

Os parlamentares presentes reforçaram o pedido para que o presidente seja mais ativo nas redes sociais e que a campanha enfatize mais o futuro, destacando as diferenças entre as políticas econômicas do atual governo e as propostas de Flávio Bolsonaro.

“A sociedade precisa compreender quem é Flávio Bolsonaro. É essencial mostrar o que seria a presidência dele, destacando sua ligação com milícias e o envolvimento com ‘rachadinha’. O ódio ao lulismo tem escondido o que realmente representa ter Flávio Bolsonaro como presidente”, declarou Ana Elisa, deputada mais votada pelo PT em 2026, com mais de 500 mil votos. Ela estava presente ao lado de Lula na reunião.

Em uma reunião com governistas na segunda-feira, 5, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sugeriu que Lula gravasse mais vídeos em formato selfie para as redes sociais, estabelecendo um contato mais direto e próximo com os eleitores. Inicialmente resistente, o presidente acabou aceitando a ideia.

“Vamos juntos para as ruas conversar com as pessoas”, convocou Lula em vídeo publicado nas redes sociais. “Precisamos vencer estas eleições para evitar o retrocesso no país. Hora de agir, pessoal!”

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Flávio critica decisão de Moraes contra Eduardo e diz que é manobra na eleição

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, expressou nesta quinta-feira (8) sua desaprovação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a emissão de um mandado de prisão contra seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eduardo, que está nos Estados Unidos, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de um processo judicial.

Durante sua transmissão semanal ao vivo no YouTube, Flávio disse que as pessoas aguardam uma reação exagerada de sua parte, mas que ele não a terá. Ele acusou Alexandre de Moraes de tentar influenciar o processo eleitoral com essa decisão.

“Alexandre de Moraes acredita que, no meio da eleição, pode criar um fato para desestabilizar, determinando essa ação inútil. Ele sabe que não resultará em nada, pois o Eduardo está nos Estados Unidos, protegido pela legislação americana. Essa medida serve apenas para criar confusão”, afirmou.

O presidenciável afirmou ainda que o povo já se posicionou nas urnas, elegendo uma maioria favorável à direita no Senado, que é o órgão responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

“O povo brasileiro já respondeu ao Alexandre de Moraes nas urnas. Alexandre, compreenda: essas medidas que você vem adotando repetidamente, usando seu poder para perseguir alvos pré-definidos, geraram uma grande onda de votos de protesto. Não é por acaso que quase 50 senadores declararam apoio ao impeachment dos ministros”, declarou.

Flávio Bolsonaro também pediu que Alexandre de Moraes renuncie ao cargo no Supremo: “Se tivesse vergonha, já teria pedido para sair e renunciado. Faça esse favor à nação, Alexandre de Moraes. Renuncie e responda à Justiça pelos seus atos”.

Para concluir, o senador leu uma nota de Eduardo Bolsonaro a respeito da ordem de prisão e reforçou o pedido para que seus eleitores não deixem de votar no segundo turno, sugerindo que façam um voto de protesto. Flávio ainda convocou seus apoiadores a participarem do grupo “Tropa do Flávio” no WhatsApp, em resposta ao canal “Exército do Lula”, organização ligada ao deputado federal André Janones (Rede-MG).

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Troca na coordenação da campanha é decisão do partido

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as alterações na liderança de sua campanha são responsabilidade do PT e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são de minha autoria. Sou candidato, mas a coordenação cabe ao partido e aos aliados”, declarou em uma conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8).

Lula destacou a urgência em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. “Precisamos votar o fim da escala 6×1 até esta sexta-feira”, ressaltou.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também presente na coletiva, explicou: “Estamos conduzindo todo o processo de debate e vamos apresentar o pedido para encurtar o intervalo obrigatório para votação; estamos no meio da tramitação”. A previsão é que a PEC esteja disponível para votação a partir da próxima quinta-feira.

O presidente comentou que o senador Flávio Bolsonaro “não possui experiência” e ressaltou que, “desde 2003, somente nós temos concedido aumentos aos aposentados acima da inflação”. Ele reforçou a importância de estar atento para evitar que a população seja privada de seus direitos, afirmando que “quando se fala em cortes, é para mexer no bolso do trabalhador”.

Ao final da coletiva, Lula também mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “vai apoiar sua vitória nas eleições”. O encontro entre eles ocorreu nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada. Esse contato aconteceu mesmo depois de o partido Republicanos, de Motta, declarar apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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Pesquisa mostra disputa apertada entre Flávio e Lula no segundo turno

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Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8), revela que 25% dos eleitores do Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno escolhem o senador com o objetivo principal de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 13% dos apoiadores do petista indicam que o escolhem para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

Entre os simpatizantes de Flávio, 69% afirmam que optaram pelo senador por acreditarem que ele é o melhor candidato. Outras motivações somam 4%, enquanto 2% não souberam justificar sua escolha.

Já do lado dos eleitores de Lula, 83% alegam que o petista é a melhor opção na disputa. Respostas diversas somam 3%, e 1% não souberam responder.

O Datafolha realizou entrevistas com 2.520 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-02949/2026.

Este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições, que teve Flávio Bolsonaro como o mais votado, obtendo 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.

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