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Fachin recebe líderes do Senado após eleições

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, encontra-se nesta tarde com o coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), e com a líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). Os encontros estão agendados para as 13h e 14h desta terça-feira, respectivamente.

As reuniões acontecem após o primeiro turno das eleições de 2026, que resultaram na quase duplicação da bancada do PL no Senado. Conforme divulgado pelo GLOBO, o avanço do movimento bolsonarista proporcionou uma significativa vantagem para que a direita possa impulsionar suas propostas a partir de 2027. Já há um número considerado suficiente para negociar e buscar o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma pauta defendida pelo bolsonarismo.

De acordo com informações do Globo, o crescimento da bancada do PL no Senado gerou inquietação em parte do STF devido ao possível aumento dos pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Este grupo acredita que a nova composição parlamentar deve gerar um ambiente mais tenso no Congresso. Entretanto, outros membros do tribunal consideram prematuro antecipar um cenário de conflito.

A intensificação das propostas para impeachment de ministros do STF também foi discutida em conversas reservadas na sala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde integrantes das cortes superiores acompanharam a apuração dos votos neste domingo. Alguns ministros manifestaram preocupação com este tema e com o avanço de outras iniciativas da extrema-direita que possam enfraquecer o Poder Judiciário.

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Cultura

Pernambuco Arte Pública: plataforma gratuita mostra obras em locais públicos

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Mais de 100 obras de arte instaladas em locais públicos de Pernambuco estarão acessíveis a partir de 12 de outubro na plataforma Pernambuco Arte Pública. O site reúne esculturas, monumentos, murais e outras criações identificadas pela equipe do projeto em cidades das quatro macrorregiões do estado. O acesso é totalmente gratuito e a plataforma permite que a população sugira obras que ainda não constam no catálogo.

Essa iniciativa expande o trabalho desenvolvido há mais de dez anos pelo Recife Arte Pública, que já catalogou cerca de 300 obras na capital pernambucana. O projeto atual conta com o apoio do Edital Funcultura Geral 2022/2023 e reúne profissionais de educação, fotografia, história e design.

O levantamento abrange municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Na RMR, foram mapeadas obras em cidades como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Abreu e Lima, Igarassu e Ipojuca. Na Zona da Mata, destacam-se Goiana, Tracunhaém, Carpina e Escada. Já no Agreste, as cidades contempladas somam 13, enquanto no Sertão há obras registradas em 11 municípios.

Entre os trabalhos catalogados estão a réplica da “Torre Cinética”, do artista Abelardo da Hora, esculturas do Circuito da Poesia e os grandes murais de grafite no centro do Recife. Também integram o levantamento o Parque de Esculturas Nilo Coelho, em Brejo da Madre de Deus; o Monumento a Luiz Gonzaga, em Caruaru; a Escultura do Careta, em Triunfo; o conjunto de esculturas da Pedra do Reino, em São José do Belmonte; e o Monumento ao Vaqueiro Jacó, em Serrita.

A plataforma considera que as obras expostas em ruas, praças e outros espaços públicos são parte da memória e história das cidades. O projeto busca compilar informações sobre esses trabalhos e facilitar o acesso do público a dados que muitas vezes não estão disponíveis no local.

Cada registro apresenta detalhes como autoria, data, localização, técnica e descrição da obra, acompanhados de imagens. As buscas podem ser feitas por município, região e estilo artístico. A plataforma utiliza o Tainacan, uma ferramenta brasileira de código aberto para gestão e divulgação de acervos culturais.

Além do conteúdo já catalogado, o Pernambuco Arte Pública incentiva a participação popular. Na seção “Colaborar”, qualquer pessoa pode sugerir uma obra de arte pública, enviando informações e fotos por meio de formulário. O material será avaliado pela equipe de curadores do projeto, que poderá verificar os dados e complementá-los antes da inclusão.

A plataforma foi construída para ser acessível em diferentes tecnologias assistivas e está disponível gratuitamente para computadores, tablets e celulares.

De acordo com Lúcia Padilha, idealizadora do projeto, a nova plataforma amplia a pesquisa realizada pelo Recife Arte Pública para outras regiões de Pernambuco. “Muitas dessas obras integram o cotidiano, mas ainda são pouco conhecidas e nem sempre reconhecidas como patrimônio cultural pela população”, destaca.

O projeto Pernambuco Arte Pública recebe incentivo do Funcultura, por meio da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco.

Serviço

Lançamento do site Pernambuco Arte Pública

Quando: segunda-feira (12)

Onde: www.pernambucoartepublica.com.br

Informações: @recifeartepublica

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Cultura

Usina de Arte festeja dez anos com obra permanente de Júlio Villani e lançamento de livro

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A Usina de Arte, um museu de arte ao ar livre localizado em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, celebra uma década de existência com a abertura do “Museu da Memória”, uma instalação permanente criada pelo artista Júlio Villani, marcada para a próxima terça-feira (13).

Essa obra ocupa o antigo depósito de açúcar da Usina e é fruto de uma residência artística feita na antiga Usina Santa Terezinha e em sua biodiversidade preservada.

Em uma área superior a 600 m², o artista montou estruturas, máquinas, ferramentas, objetos, arquivos e vestígios de uma história industrial que, por muitos anos, influenciou a vida local. Mais do que apenas resgatar itens do passado, Villani explora as histórias que eles carregam.

Durante sua estadia, o artista visitou antigas instalações, estudou documentos e conversou com moradores e pessoas ligadas ao local. Esse contato é fundamental para a criação da obra.

De acordo com a divulgação da Usina de Arte, “As peças que fazem parte do Museu da Memória são testemunhos vivos do lugar e da comunidade, atravessados por diferentes períodos e memórias.”

Sobre o Museu da Memória

A instalação contém mais de 50 objetos antigos da Usina, que ganham novos significados através das intervenções de Júlio Villani. Também fazem parte frases encontradas na estrutura do antigo armazém e inscrições em objetos que resistiram ao tempo.

Essas palavras, assim como as máquinas e ferramentas, ajudam a revelar a dimensão humana daquele local. Algumas frases são marcas de oficinas oferecidas pela própria Usina, incorporando marcas recentes de criação, aprendizado e convivência.

Bruna Pessôa de Queiroz, presidente da Usina de Arte, ressalta: “O que me emociona no trabalho de Júlio é perceber que ele olhou para as pessoas que construíram e viveram essa história, valorizando suas marcas e o processo em construção.”

A peça também dialoga intimamente com a trajetória do artista, cuja obra é marcada pela transformação de objetos cotidianos, criando uma ligação entre escultura, assemblage, memória e território.

Bruna complementa: “Esses dez anos nos mostraram que ressignificar um espaço não é apagar sua história, mas olhar para ela, reconhecê-la e criar algo novo a partir dela.”

O projeto Usina de Arte

Ao longo de uma década, o antigo complexo da Usina Santa Terezinha tornou-se um espaço que une arte contemporânea, educação, meio ambiente e desenvolvimento regional. O acervo conta com obras de artistas renomados como Marina Abramović, Artur Lescher e José Rufino, entre outros, e continua crescendo.

Além das obras, a Usina promove projetos educacionais como a Escola de Música, o FabLab Mata Sul, Biblioteca e Centro de Conhecimento, além de parcerias com instituições locais.

Bruna destaca: “Para nós, educação é sobre sonho. Queremos que jovens da região sonhem alto e encontrem caminhos para realizar seus objetivos, como muitos que agora buscam formação superior.”

Localizada em Água Preta, a Usina está inserida numa área com cerca de 6 mil habitantes. O Parque Artístico Botânico de 44 hectares é o coração do projeto, combinando arte contemporânea, paisagismo e conservação ambiental, além de fomentar o crescimento econômico e cultural local.

Lançamento do livro

O Museu da Memória será inaugurado em uma programação especial em outubro, com participação da ART.PE – Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, que aproxima o circuito artístico do Recife à experiência da Usina.

Em 15 de outubro, será lançado o livro “Usina de Arte – A construção de uma utopia”, escrito pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim. A obra, realizada em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), conta a história e os projetos da Usina na última década.

O lançamento contará com a presença de Bruna Pessôa de Queiroz, Ricardo Pessôa de Queiroz e Bruno Albertim, durante a ART.PE, no Recife Expo Center, e o livro estará disponível para compra.

Sobre Júlio Villani

Júlio Villani, nascido em 1956 no Brasil, vive e trabalha na França. Sua carreira inclui experiências em diversos países e mídias, como pintura, colagem e assemblage, explorando memória, identidade e transformação.

Em sua obra na Usina, ele cria o Museu da Memória, resultado de sua residência na antiga Usina Santa Terezinha, unem arte, história e território.

Sobre a Usina de Arte

A Usina de Arte está situada no espaço onde funcionava a Usina Santa Terezinha, em Água Preta, Pernambuco. É um projeto cultural e socioambiental que promove a integração entre arte contemporânea, natureza, educação e desenvolvimento local.

O Parque Artístico Botânico ocupa 44 hectares e reúne obras de arte em meio à recuperação da paisagem, mantendo a estrutura industrial como parte da experiência e do diálogo entre memória, arte e futuro.

Nos últimos dez anos, a Usina tornou-se um ponto de encontro para artistas, pesquisadores, estudantes, moradores e visitantes, abrindo novas formas de conexão com a arte e o território.

Administra a iniciativa a Associação Socioambiental e Cultural Jacuípe, organização sem fins lucrativos que envolve a comunidade e apoia o projeto através de diversos parceiros.

Informações para visitação

Parque Artístico Botânico da Usina de Arte

Local: Antiga Usina Santa Terezinha, Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, a cerca de 130 km do Recife.

Horário: Aberto todos os dias, das 5h30 às 18h.

Entrada gratuita.

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Brasil

Diretora da Cop30 em Belém crítica os EUA por frear ações climáticas globais

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Ana Toni, diretora-executiva da COP30 realizada em Belém, afirma que a política comercial dos Estados Unidos tem tido um impacto negativo nas iniciativas climáticas de outras nações. Em entrevista à AFP, poucas semanas antes da conferência climática da ONU em Antalya, Turquia, Ana Toni destacou a falta de solidariedade dos países mais ricos para com as nações em desenvolvimento, que buscam apoio financeiro para se adaptarem às mudanças climáticas.

Ela criticou fortemente os Estados Unidos, que sob o comando do presidente Donald Trump, retiraram-se do Acordo de Paris em 2025. A política americana de tarifas e pressões condiciona o avanço das metas climáticas em outros países. A intervenção dos Estados Unidos tem prejudicado diretamente a capacidade de outras nações implementarem medidas para combater o aquecimento global, evidenciou a CEO da COP30 de Belém.

Ana Toni também mencionou a rivalidade entre os Estados Unidos e a China, que afeta o comércio de produtos de baixo carbono. Muitas nações evitam importar produtos chineses por receio de represálias americanas, o que retarda a implementação de metas ambiciosas de descarbonização. A pressão para adquirir produtos de maior intensidade de carbono fabricados nos EUA dificulta ainda mais esse progresso.

A crise no Estreito de Ormuz, que causou escassez de combustíveis na Ásia e aumentos nos preços de energia, demonstra como a dependência do petróleo pode ser prejudicial para o equilíbrio global. Ana Toni enfatizou que a transição para longe dos combustíveis fósseis não é só necessária para combater as mudanças climáticas, mas também para garantir soberania e segurança energética.

Após o acordo histórico de 2023 em Dubai, que marcou o início do fim dos combustíveis fósseis, o tema sofreu resistência na reunião de Belém devido à pressão dos países produtores. O Brasil se comprometeu a criar um plano global para a saída progressiva e voluntária do petróleo, carvão e gás, com Ana Toni desempenhando papel crucial neste documento, a ser apresentado antes da reunião em Antalya, cujo comando das negociações ficará com a Austrália, grande exportadora de carvão.

O plano não imporá metas numéricas ou prazos, mas estabelecerá diretrizes gerais considerando o nível de dependência de cada país. Ana Toni ressaltou que todas as nações podem avançar na redução do uso de hidrocarbonetos, mesmo partindo de diferentes contextos.

Ela elogiou a Turquia pela iniciativa voluntária de eletrificar setores como transporte, construção e indústria para diminuir emissões, destacando a importância da eletrificação com fontes renováveis ou fósseis para a eficiência energética e a transição climática.

Por outro lado, lamentou a falta de disposição dos países ricos em aumentar o apoio financeiro aos países em desenvolvimento, mesmo diante de eventos graves como o colapso de uma geleira no Nepal, ligado ao aquecimento global.

No contexto político brasileiro, com eleições presidenciais próximas, Ana Toni solicitou que, independentemente do resultado, não se retome a política de desmatamento maciço da gestão anterior, associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela destacou que a redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos tem sido benéfica não só para o meio ambiente, mas também para as relações comerciais e diplomáticas do Brasil, defendendo que o setor agropecuário brasileiro apoie essa continuidade.

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