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Cultura

Pernambuco Arte Pública: plataforma gratuita mostra obras em locais públicos

Mais de 100 obras de arte instaladas em locais públicos de Pernambuco estarão acessíveis a partir de 12 de outubro na plataforma Pernambuco Arte Pública. O site reúne esculturas, monumentos, murais e outras criações identificadas pela equipe do projeto em cidades das quatro macrorregiões do estado. O acesso é totalmente gratuito e a plataforma permite que a população sugira obras que ainda não constam no catálogo.

Essa iniciativa expande o trabalho desenvolvido há mais de dez anos pelo Recife Arte Pública, que já catalogou cerca de 300 obras na capital pernambucana. O projeto atual conta com o apoio do Edital Funcultura Geral 2022/2023 e reúne profissionais de educação, fotografia, história e design.

O levantamento abrange municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Na RMR, foram mapeadas obras em cidades como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Abreu e Lima, Igarassu e Ipojuca. Na Zona da Mata, destacam-se Goiana, Tracunhaém, Carpina e Escada. Já no Agreste, as cidades contempladas somam 13, enquanto no Sertão há obras registradas em 11 municípios.

Entre os trabalhos catalogados estão a réplica da “Torre Cinética”, do artista Abelardo da Hora, esculturas do Circuito da Poesia e os grandes murais de grafite no centro do Recife. Também integram o levantamento o Parque de Esculturas Nilo Coelho, em Brejo da Madre de Deus; o Monumento a Luiz Gonzaga, em Caruaru; a Escultura do Careta, em Triunfo; o conjunto de esculturas da Pedra do Reino, em São José do Belmonte; e o Monumento ao Vaqueiro Jacó, em Serrita.

A plataforma considera que as obras expostas em ruas, praças e outros espaços públicos são parte da memória e história das cidades. O projeto busca compilar informações sobre esses trabalhos e facilitar o acesso do público a dados que muitas vezes não estão disponíveis no local.

Cada registro apresenta detalhes como autoria, data, localização, técnica e descrição da obra, acompanhados de imagens. As buscas podem ser feitas por município, região e estilo artístico. A plataforma utiliza o Tainacan, uma ferramenta brasileira de código aberto para gestão e divulgação de acervos culturais.

Além do conteúdo já catalogado, o Pernambuco Arte Pública incentiva a participação popular. Na seção “Colaborar”, qualquer pessoa pode sugerir uma obra de arte pública, enviando informações e fotos por meio de formulário. O material será avaliado pela equipe de curadores do projeto, que poderá verificar os dados e complementá-los antes da inclusão.

A plataforma foi construída para ser acessível em diferentes tecnologias assistivas e está disponível gratuitamente para computadores, tablets e celulares.

De acordo com Lúcia Padilha, idealizadora do projeto, a nova plataforma amplia a pesquisa realizada pelo Recife Arte Pública para outras regiões de Pernambuco. “Muitas dessas obras integram o cotidiano, mas ainda são pouco conhecidas e nem sempre reconhecidas como patrimônio cultural pela população”, destaca.

O projeto Pernambuco Arte Pública recebe incentivo do Funcultura, por meio da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco.

Serviço

Lançamento do site Pernambuco Arte Pública

Quando: segunda-feira (12)

Onde: www.pernambucoartepublica.com.br

Informações: @recifeartepublica

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Cultura

Usina de Arte festeja dez anos com obra permanente de Júlio Villani e lançamento de livro

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A Usina de Arte, um museu de arte ao ar livre localizado em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, celebra uma década de existência com a abertura do “Museu da Memória”, uma instalação permanente criada pelo artista Júlio Villani, marcada para a próxima terça-feira (13).

Essa obra ocupa o antigo depósito de açúcar da Usina e é fruto de uma residência artística feita na antiga Usina Santa Terezinha e em sua biodiversidade preservada.

Em uma área superior a 600 m², o artista montou estruturas, máquinas, ferramentas, objetos, arquivos e vestígios de uma história industrial que, por muitos anos, influenciou a vida local. Mais do que apenas resgatar itens do passado, Villani explora as histórias que eles carregam.

Durante sua estadia, o artista visitou antigas instalações, estudou documentos e conversou com moradores e pessoas ligadas ao local. Esse contato é fundamental para a criação da obra.

De acordo com a divulgação da Usina de Arte, “As peças que fazem parte do Museu da Memória são testemunhos vivos do lugar e da comunidade, atravessados por diferentes períodos e memórias.”

Sobre o Museu da Memória

A instalação contém mais de 50 objetos antigos da Usina, que ganham novos significados através das intervenções de Júlio Villani. Também fazem parte frases encontradas na estrutura do antigo armazém e inscrições em objetos que resistiram ao tempo.

Essas palavras, assim como as máquinas e ferramentas, ajudam a revelar a dimensão humana daquele local. Algumas frases são marcas de oficinas oferecidas pela própria Usina, incorporando marcas recentes de criação, aprendizado e convivência.

Bruna Pessôa de Queiroz, presidente da Usina de Arte, ressalta: “O que me emociona no trabalho de Júlio é perceber que ele olhou para as pessoas que construíram e viveram essa história, valorizando suas marcas e o processo em construção.”

A peça também dialoga intimamente com a trajetória do artista, cuja obra é marcada pela transformação de objetos cotidianos, criando uma ligação entre escultura, assemblage, memória e território.

Bruna complementa: “Esses dez anos nos mostraram que ressignificar um espaço não é apagar sua história, mas olhar para ela, reconhecê-la e criar algo novo a partir dela.”

O projeto Usina de Arte

Ao longo de uma década, o antigo complexo da Usina Santa Terezinha tornou-se um espaço que une arte contemporânea, educação, meio ambiente e desenvolvimento regional. O acervo conta com obras de artistas renomados como Marina Abramović, Artur Lescher e José Rufino, entre outros, e continua crescendo.

Além das obras, a Usina promove projetos educacionais como a Escola de Música, o FabLab Mata Sul, Biblioteca e Centro de Conhecimento, além de parcerias com instituições locais.

Bruna destaca: “Para nós, educação é sobre sonho. Queremos que jovens da região sonhem alto e encontrem caminhos para realizar seus objetivos, como muitos que agora buscam formação superior.”

Localizada em Água Preta, a Usina está inserida numa área com cerca de 6 mil habitantes. O Parque Artístico Botânico de 44 hectares é o coração do projeto, combinando arte contemporânea, paisagismo e conservação ambiental, além de fomentar o crescimento econômico e cultural local.

Lançamento do livro

O Museu da Memória será inaugurado em uma programação especial em outubro, com participação da ART.PE – Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, que aproxima o circuito artístico do Recife à experiência da Usina.

Em 15 de outubro, será lançado o livro “Usina de Arte – A construção de uma utopia”, escrito pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim. A obra, realizada em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), conta a história e os projetos da Usina na última década.

O lançamento contará com a presença de Bruna Pessôa de Queiroz, Ricardo Pessôa de Queiroz e Bruno Albertim, durante a ART.PE, no Recife Expo Center, e o livro estará disponível para compra.

Sobre Júlio Villani

Júlio Villani, nascido em 1956 no Brasil, vive e trabalha na França. Sua carreira inclui experiências em diversos países e mídias, como pintura, colagem e assemblage, explorando memória, identidade e transformação.

Em sua obra na Usina, ele cria o Museu da Memória, resultado de sua residência na antiga Usina Santa Terezinha, unem arte, história e território.

Sobre a Usina de Arte

A Usina de Arte está situada no espaço onde funcionava a Usina Santa Terezinha, em Água Preta, Pernambuco. É um projeto cultural e socioambiental que promove a integração entre arte contemporânea, natureza, educação e desenvolvimento local.

O Parque Artístico Botânico ocupa 44 hectares e reúne obras de arte em meio à recuperação da paisagem, mantendo a estrutura industrial como parte da experiência e do diálogo entre memória, arte e futuro.

Nos últimos dez anos, a Usina tornou-se um ponto de encontro para artistas, pesquisadores, estudantes, moradores e visitantes, abrindo novas formas de conexão com a arte e o território.

Administra a iniciativa a Associação Socioambiental e Cultural Jacuípe, organização sem fins lucrativos que envolve a comunidade e apoia o projeto através de diversos parceiros.

Informações para visitação

Parque Artístico Botânico da Usina de Arte

Local: Antiga Usina Santa Terezinha, Água Preta, Mata Sul de Pernambuco, a cerca de 130 km do Recife.

Horário: Aberto todos os dias, das 5h30 às 18h.

Entrada gratuita.

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Cultura

Pedro Bial conta que tem enfisema pulmonar por causa do cigarro

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Pedro Bial revelou que vive com enfisema pulmonar devido ao tempo que fumou. O apresentador, que tem 68 anos, disse em uma entrevista à GQ que deixou o cigarro aos 50 anos.

“Eu era um fumante intenso”, afirmou. Essa doença respiratória é uma consequência do tabagismo.

“Minha vida é cheia de arrependimentos. Eu sou um arrependimento ambulante”, acrescentou Bial.

O que é enfisema pulmonar?

De acordo com o hospital Einstein, o enfisema pulmonar é uma doença pulmonar obstrutiva crônica. Com o avanço da condição, a dificuldade para respirar aumenta.

Além do cigarro, a exposição frequente a gases tóxicos, como os poluentes do ar e combustíveis fósseis, também pode causar a doença.

Os sintomas incluem falta de ar, tosse persistente, produção aumentada de muco e chiado no peito. O tratamento principal envolve mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos que ajudam na respiração, como broncodilatadores e corticoides. É fundamental consultar um médico para o diagnóstico e tratamento adequados.

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Cultura

Chef de Alto Nível traz três novos participantes e um revela hábito inesperado na cozinha

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A apresentadora Ana Maria Braga conversou com três novos participantes do programa “Chef de Alto Nível” na última quarta-feira (7). Leila Manhães, Anderson Sousa e Nathascha Francis representam a culinária profissional, digital e amadora, respectivamente.

O trio foi oficialmente apresentado para a segunda edição do programa da TV Globo, com estreia marcada para 13 de outubro. No estúdio do “Mais Você”, Ana Maria Braga conduziu a apresentação dos novos competidores, que compartilharam dicas valiosas para o preparo de alimentos.

Além dela, os mentores Alex Atala, Jefferson Rueda e Renata Vanzetto retornam para mais um ano no comando do reality gastronômico.

Leila Manhães – Cozinheira profissional

Leila Manhães, 27 anos, nascida em Macaé, atualmente reside no Rio de Janeiro. Chef e dona do buffet Iraiz.ato, também leciona Gastronomia Social no projeto Ação da Cidadania do Rio. Formada em Nutrição, ela aprendeu a cozinhar com o pai, que vendia salgados nas comunidades de Macaé, passando adiante sua paixão pela culinária. Atuou como cozinheira em restaurantes renomados e divide os negócios de catering com sua irmã gêmea, que é confeiteira. Ambas promovem a cozinha afro-brasileira e ancestral, inspirada pelas memórias da infância entre a roça, o mar e as feiras.

“Meu diferencial é minha história e as técnicas que absorvi tanto no campo profissional quanto com as mais velhas da família. Sei, por exemplo, preparar um fufu de banana da terra no pilão”, destaca. “Nem sempre um prato incrível precisa levar proteína animal; essa é a minha grande contribuição”, acrescenta, especialista em pratos veganos como moqueca e caldeirada.

Anderson Sousa – Cozinheiro da internet

Anderson Sousa, 47 anos, natural de Marabá, Pará, vive há 26 anos no Algarve, Portugal. Chef e criador de conteúdo digital no perfil @chefandersonsousa, dirige o restaurante Maloca da Tuttapanna, que combina cozinhas italiana, amazônica e asiática. Cresceu em Serra Pelada, onde sua mãe trabalhava como cozinheira, e iniciou sua carreira na cozinha como lavador de pratos. Sua família é parte do negócio: sua filha Isabela cuida da cozinha asiática, o filho Henrique gerencia o atendimento, e a filha Amélia auxilia na produção dos vídeos.

“Minha culinária tem raízes no Brasil, especialmente amazônicas, recebeu a influência italiana e foi aprimorada em Portugal. Não busco representar somente uma região, mas expressar minha história de forma natural”, explica. “Meu diferencial está nessa mistura de experiências, sabores intensos e equilíbrio.”

Nathascha Francis – Cozinheira amadora

Nathascha Francis, 35 anos, nasceu em Brasília e cresceu entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro, onde vive atualmente. Aprendeu a cozinhar com a avó e a mãe, recebendo incentivo do padrinho, que presenteou-a com utensílios de cozinha. Sem formação formal, desenvolveu seu repertório na prática, especializando-se em pratos típicos brasileiros como frango com quiabo, feijoada e vaca atolada, sendo o mocotó sua especialidade. Para ela, cozinhar é também uma forma de terapia em momentos difíceis. Apesar de ser considerada meio estabanada, ela organiza cuidadosamente o mise en place antes de cozinhar, o que torna o processo divertido.

“Meu ponto forte é a comida que une as pessoas. Adoro preparar receitas tradicionais brasileiras”, relata. Ela revela ainda um hábito curioso: “Gosto de conversar com os ingredientes, como o alho e a cebola, durante o preparo. Pode acontecer qualquer coisa (risos).”

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