Brasil
Moraes não engana, Magno Malta quer impeachment primeiro
O senador Magno Malta (PL-ES) enfatizou nesta quarta-feira (7) que eventuais sinais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em direção ao bolsonarismo não vão tirar o impeachment da lista de prioridades da direita para 2027.
“Sabemos quem ele é. Não adianta se vestir com as cores verde e amarelo e tentar mostrar religiosidade com um rosário e uma Bíblia. Nós o conhecemos”, afirmou Malta aos jornalistas, após reunião do deputado Flávio Bolsonaro (PL) com membros do PL.
Conhecido por sua postura firme, Malta declarou que, a partir do próximo ano, a direita agirá com determinação. “O Senado agora tem pessoas dispostas a agir como pitbull, sem proteção contra nada, para cumprir seu papel. A campanha foi nesse sentido. A Câmara dos Deputados também. Hoje temos maioria para equilibrar os poderes no Brasil e restaurar a democracia”, afirmou.
O senador também garantiu que o PL dará prioridade a uma anistia para os que foram condenados pelos acontecimentos de 8 de Janeiro. “No Senado, não esquecemos. Não há acordos, queremos impeachment de verdade. Também batalharemos para anular todo esse processo judicial. Temos a maioria necessária. Faremos isso”, declarou.
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Flávio critica decisão de Moraes contra Eduardo e diz que é manobra na eleição
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, expressou nesta quinta-feira (8) sua desaprovação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a emissão de um mandado de prisão contra seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eduardo, que está nos Estados Unidos, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de um processo judicial.
Durante sua transmissão semanal ao vivo no YouTube, Flávio disse que as pessoas aguardam uma reação exagerada de sua parte, mas que ele não a terá. Ele acusou Alexandre de Moraes de tentar influenciar o processo eleitoral com essa decisão.
“Alexandre de Moraes acredita que, no meio da eleição, pode criar um fato para desestabilizar, determinando essa ação inútil. Ele sabe que não resultará em nada, pois o Eduardo está nos Estados Unidos, protegido pela legislação americana. Essa medida serve apenas para criar confusão”, afirmou.
O presidenciável afirmou ainda que o povo já se posicionou nas urnas, elegendo uma maioria favorável à direita no Senado, que é o órgão responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
“O povo brasileiro já respondeu ao Alexandre de Moraes nas urnas. Alexandre, compreenda: essas medidas que você vem adotando repetidamente, usando seu poder para perseguir alvos pré-definidos, geraram uma grande onda de votos de protesto. Não é por acaso que quase 50 senadores declararam apoio ao impeachment dos ministros”, declarou.
Flávio Bolsonaro também pediu que Alexandre de Moraes renuncie ao cargo no Supremo: “Se tivesse vergonha, já teria pedido para sair e renunciado. Faça esse favor à nação, Alexandre de Moraes. Renuncie e responda à Justiça pelos seus atos”.
Para concluir, o senador leu uma nota de Eduardo Bolsonaro a respeito da ordem de prisão e reforçou o pedido para que seus eleitores não deixem de votar no segundo turno, sugerindo que façam um voto de protesto. Flávio ainda convocou seus apoiadores a participarem do grupo “Tropa do Flávio” no WhatsApp, em resposta ao canal “Exército do Lula”, organização ligada ao deputado federal André Janones (Rede-MG).
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Troca na coordenação da campanha é decisão do partido
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as alterações na liderança de sua campanha são responsabilidade do PT e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são de minha autoria. Sou candidato, mas a coordenação cabe ao partido e aos aliados”, declarou em uma conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8).
Lula destacou a urgência em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. “Precisamos votar o fim da escala 6×1 até esta sexta-feira”, ressaltou.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também presente na coletiva, explicou: “Estamos conduzindo todo o processo de debate e vamos apresentar o pedido para encurtar o intervalo obrigatório para votação; estamos no meio da tramitação”. A previsão é que a PEC esteja disponível para votação a partir da próxima quinta-feira.
O presidente comentou que o senador Flávio Bolsonaro “não possui experiência” e ressaltou que, “desde 2003, somente nós temos concedido aumentos aos aposentados acima da inflação”. Ele reforçou a importância de estar atento para evitar que a população seja privada de seus direitos, afirmando que “quando se fala em cortes, é para mexer no bolso do trabalhador”.
Ao final da coletiva, Lula também mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “vai apoiar sua vitória nas eleições”. O encontro entre eles ocorreu nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada. Esse contato aconteceu mesmo depois de o partido Republicanos, de Motta, declarar apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
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Pesquisa mostra disputa apertada entre Flávio e Lula no segundo turno
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8), revela que 25% dos eleitores do Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno escolhem o senador com o objetivo principal de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 13% dos apoiadores do petista indicam que o escolhem para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.
Entre os simpatizantes de Flávio, 69% afirmam que optaram pelo senador por acreditarem que ele é o melhor candidato. Outras motivações somam 4%, enquanto 2% não souberam justificar sua escolha.
Já do lado dos eleitores de Lula, 83% alegam que o petista é a melhor opção na disputa. Respostas diversas somam 3%, e 1% não souberam responder.
O Datafolha realizou entrevistas com 2.520 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-02949/2026.
Este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições, que teve Flávio Bolsonaro como o mais votado, obtendo 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.
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