Mundo
Zelensky afirma que documentos quase e totalmente prontos estão no plano de paz
Zelensky declarou que existem documentos que estão quase finalizados e outros que já estão totalmente prontos, integrando um plano de paz. Essa iniciativa busca estabelecer um caminho claro para a resolução de conflitos, promovendo um ambiente de diálogo e entendimento entre as partes envolvidas.
Segundo Zelensky, o progresso na elaboração desses documentos é um passo importante para alcançar a estabilidade e a harmonia na região afetada. O plano visa facilitar negociações eficazes e garantir que as bases para a paz sejam sólidas e mutuamente aceitas.
Mundo
Zelensky alerta ataques russos a centros de dados e operadora na Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, afirmou que a Rússia realizou dois ataques a um centro de dados em Kiev na manhã deste domingo, resultando em ferimentos em duas crianças e um adulto.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que suas forças bombardearam diversos centros de dados em Kiev neste domingo, os quais forneciam internet às tropas ucranianas.
A empresa Kyivstar também sofreu impactos dos ataques, porém sem vítimas, conforme informado pela empresa a uma agência de notícias local.
Rússia e Ucrânia têm mutuamente acusado uma à outra de danificar as linhas de eletricidade que alimentam a usina nuclear de Zaporiyia, localizada em Enerhodar, região tomada por Moscou no início do conflito.
A usina está fora de operação, mas necessita de energia para manter os sistemas de resfriamento funcionando e assegurar a segurança da instalação.
Mundo
Papa condena eutanásia e exige combate contra abusos sexuais na Igreja
O Papa Leão XIV declarou neste domingo (27) que é “inaceitável” tratar a eutanásia e o suicídio assistido como práticas normais e pediu aos bispos da França que continuem firmes na luta contra os abusos sexuais dentro da Igreja Católica.
Após anos de discussões, o Parlamento francês aprovou em julho a eutanásia e o suicídio assistido para pessoas com doenças terminais, apesar da oposição da Igreja, que classificou essa decisão como uma “ruptura antropológica”.
“Não se pode considerar normal acabar com a vida. O que é permitido por lei nem sempre é moral”, enfatizou o Papa, que na sexta-feira já havia manifestado sua crítica contra a prática de uma “morte programada” durante encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Nenhuma lei humana deve nos fazer esquecer a dignidade humana”, acrescentou, recebendo aplausos dos presentes.
O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes é um local tradicional de devoção católica, para onde milhões de fiéis peregrinam a cada ano em busca de cura.
“Vocês não são um peso, mas o coração pulsante da humanidade e um tesouro valioso para a Igreja”, afirmou o pontífice, que qualificou Lourdes como “cidade dos doentes e da esperança”.
De acordo com a Igreja Católica, Lourdes foi palco de 72 curas consideradas milagrosas.
Mais cedo, Leão XIV pediu aos bispos franceses que mantenham seus esforços na prevenção e reparação das agressões sexuais contra menores na Igreja, horas antes de encontrar sete vítimas em Lourdes.
Um relatório produzido em 2021 por bispos e freiras avaliou que até 330.000 menores foram vítimas desses abusos desde 1950.
“Nos últimos anos, enfrentaram corajosamente essa difícil realidade dos abusos contra menores. É fundamental persistir nesse caminho, mantendo atenção constante”, destacou diante da Conferência Episcopal Francesa, em reunião fechada, conforme o Vaticano.
Considerando essa situação, a diocese de Lourdes decidiu cobrir completamente os mosaicos na fachada de uma de suas basílicas, que foram criados por Marko Rupnik, padre esloveno acusado de abusos sexuais, para possibilitar que as vítimas possam retornar ao local.
À tarde, o Pontífice encontrou-se com as sete vítimas de abusos sexuais na Igreja na França.
Nesta segunda-feira, o Papa encerra sua visita em Metz, onde fará uma fala sobre a paz e a importância da União Europeia.
Mundo
Irã impõe condições para reabrir Estreito de Ormuz
Irã reiterou neste domingo (27) sua postura rígida sobre as condições para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado a proposta iraniana para restaurar a passagem nesta rota marítima estratégica.
O bloqueio imposto por Irã no Estreito de Ormuz e sua influência no preço global da energia tornou-se um foco principal da disputa entre Teerã e Washington, iniciada em fevereiro com ataques coordenados dos EUA e Israel contra a República Islâmica.
“Nossas condições são firmes, e qualquer tentativa de reabrir o Estreito depende do respeito a esses termos. Não iremos ceder”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em declaração à televisão estatal neste domingo.
Ele continuou: “Nunca fechamos as portas para diplomacia ou negociações, porém não abriremos mão de nossos direitos fundamentais”.
Na sexta-feira, o país divulgou que apresentou uma proposta aos EUA para a reabertura de Ormuz dentro de sete dias, contados da aprovação do plano.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, havia indicado que a sugestão foi preparada em conjunto com o guia supremo, Mojtaba Khamenei, autoridade máxima no país, e que uma equipe de seis membros com poderes decisórios foi criada para este propósito.
Contudo, o presidente norte-americano anunciou no sábado que rejeitou a oferta, alegando que os líderes iranianos “buscam um acordo porque estão perdendo terreno de maneira significativa”.
O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, declarou à CNN que os iranianos requeriam “tudo antecipado com a promessa de futuras negociações”.
A situação militar e geopolítica
O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, alertou que os Estados Unidos devem se preparar para ataques adicionais em seus interesses na região.
“O conflito não acabou. Conseguimos uma vitória, mas é preciso continuar a defendê-la”, disse Hatami, citado pela agência estatal IRNA. “O inimigo sofreu perdas significativas, mas deve estar pronto para enfrentar novos ataques contundentes”.
Após o aumento das operações militares no Iêmen, que impactam o fornecimento de petróleo no Golfo Pérsico, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, declarou na Assembleia Geral da ONU que a estabilidade regional está diretamente relacionada à segurança energética mundial.
Como maior exportador mundial de petróleo bruto, a Arábia Saudita foi fortemente afetada pelas perturbações nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb, rejeitando o uso dessas rotas vitais como instrumentos de pressão.
Proposta e negociações
Antes da rejeição americana, o chanceler iraniano afirmou que as ações que os EUA deveriam tomar já estavam previstas em um acordo assinado em junho, com o objetivo de encerrar o conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, debater o programa nuclear iraniano. No entanto, o acordo falhou devido a discordâncias relacionadas à passagem.
O protocolo previa o desbloqueio e a liberação de ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares, além da suspensão das sanções contra o petróleo do Irã.
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