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Economia

Juros futuros caem com petróleo, títulos e produção industrial

As taxas dos juros negociadas para o mercado futuro iniciaram a terça-feira, dia 4, com declínio, especialmente nas partes médias e longas da curva, similar ao comportamento registrado na segunda-feira. A queda se deve à perspectiva de um acordo iminente entre os Estados Unidos e o Irã, conforme declarou mais cedo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo ele, o estreito de Ormuz pode ser reaberto ‘entre hoje e amanhã’.

No entanto, o secretário também apontou que vários navios continuam sendo monitorados ao atravessar o canal, o que provocou a queda dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Além disso, as notícias do Brasil contribuíram para o movimento de queda dos juros futuros. A produção industrial do país recuou 1,8% em junho, desempenho inferior à mediana das expectativas do mercado que apontava para -0,6%. Esse resultado reforça as previsões de redução da taxa Selic na reunião de amanhã, consenso já estabelecido, e também fortalece as expectativas de novos cortes em reuniões futuras do Comitê de Política Monetária (Copom).

Às 9h26 desta terça-feira, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 apresentava taxa de 13,775%, ligeiramente abaixo dos 13,796% registrados no ajuste anterior. Já o DI com vencimento em janeiro de 2031 indicava 14,12%, inferior aos 14,19% do ajuste anterior.

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Economia

Lula indica novo diretor para a CVM ao Senado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira a indicação de Antonio Carlos Berwanger, que atualmente atua como superintendente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para preencher a última vaga disponível na diretoria da autarquia. O quórum do colegiado, que é o principal órgão de decisões da instituição, está incompleto desde o final de 2024.

A nomeação feita por Lula precisa ser aprovada pelo Senado, começando pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, em seguida, pelo plenário. Os funcionários da CVM esperam que a confirmação aconteça até o final do ano. Caso receba o aval dos senadores, Berwanger ocupará a cadeira deixada por Otto Lobo, que atualmente preside o órgão.

A CVM não se pronunciou sobre a indicação até o momento, e Berwanger optou por não comentar. Também foi consultada a assessoria do gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para saber a data em que a indicação será colocada em pauta, mas ainda não houve resposta.

O envio do nome de Berwanger atende a uma solicitação feita no ano passado e reforçada há dois meses por um grupo de 24 servidores da autarquia, incluindo superintendentes. Eles pediram que a vaga seja preenchida por um servidor de carreira, argumentando que isso é fundamental para garantir a continuidade institucional, preservar a memória regulatória e garantir a adequada compreensão dos processos de supervisão e fiscalização.

Esta demanda seguiu o aumento do orçamento aprovado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que foi confirmado pelos ministros da corte e possibilitou o reforço financeiro da CVM.

Em maio, Flávio Dino ordenou a criação de um plano emergencial para reestruturar a fiscalização da CVM, após serem constatadas deficiências de fiscalização no mercado de capitais. A decisão foi motivada pelos escândalos envolvendo o Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que expuseram o uso indevido de fundos de investimentos em fraudes e crimes financeiros.

Naquele momento, o ministro instituiu diversas medidas para fortalecer a CVM, autorizando o uso integral da arrecadação da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários, que ultrapassa R$ 1 bilhão por ano.

O plano aprovado pela corte em julho incluiu ações para ampliar o poder de fiscalização, como a contratação de novos servidores, modernização tecnológica e um esforço concentrado para reduzir em 20% o acúmulo de mais de mil processos paralisados dentro da instituição.

A última indicação feita por Lula para a CVM foi Otto Lobo, para o cargo de presidente do órgão. Essa nomeação foi encaminhada no começo de janeiro e começou a tramitar no Senado em abril, sendo aprovada em maio. Otto iniciou seu mandato, que dura um ano e um mês, em junho. Logo no início, promoveu a dispensa de vários superintendentes e colaboradores vinculados ao gabinete da presidência.

Otto também não nomeou o superintendente geral da CVM, um cargo crucial para definir a rotina administrativa da autarquia. Ele solicitou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGDI) e à Fazenda uma mudança na regra de ocupação da função, permitindo que pessoas externas à CVM possam assumí-la. Na ocasião, a CVM afirmou que tal permissão já havia ocorrido no passado.

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Economia

IA melhora câmeras, mas não substitui a lente, diz executivo da Zeiss

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A Zeiss, empresa alemã líder em lentes e tecnologias ópticas, está se ajustando a um cenário da fotografia cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. Em parceria com a chinesa Vivo Mobile, responsável pela marca Jovi no Brasil, a Zeiss lançou recentemente um conjunto de câmeras para os smartphones da série X300, incluindo os modelos Ultra e Fashion Edition.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, Oliver Schindelbeck, gerente sênior de Tecnologia de smartphone da Zeiss, destaca a necessidade de uma colaboração mais estreita entre fabricantes de lentes e de celulares para criar câmeras mais potentes. “Os avanços futuros provavelmente virão da perfeita integração de todos os componentes, e não de um único elemento revolucionário”, afirmou.

Adaptação das lentes de câmeras tradicionais aos smartphones

O sistema de imagem precisa ser cuidadosamente projetado para integrar avanços em câmeras múltiplas, chips, softwares e IA, mantendo sempre as leis fundamentais da óptica, seja em câmeras profissionais ou em espaços reduzidos de smartphones finos.

A luz precisa ser guiada e corrigida com precisão, e mesmo com a expectativa de dispositivos leves e práticos, cada componente deve ser meticulosamente equilibrado: design das lentes, materiais, revestimentos, tolerâncias mecânicas, sensores, fabricação e processamento de software.

Impacto da IA nas câmeras

A IA é uma ferramenta poderosa na fotografia móvel, mas reforça a importância da óptica de qualidade. Tudo que a lente não capta corretamente será perdido ou terá que ser reconstruído, e essa reconstrução tem limites.

A IA auxilia na análise da cena, segmentação, redução de ruído, criação de mapas de profundidade e estabilização. No entanto, a base permanece sendo a imagem óptica que chega ao sensor. Os melhores resultados surgem da combinação da óptica com a IA.

Limitações da IA

Existem limites claros para a IA. Ela pode otimizar e interpretar imagens, mas não substitui as informações físicas captadas pela lente. Uma lente de qualidade entrega detalhes nítidos, contraste, reprodução natural e controle da luz difusa antes do processamento.

Em condições desafiadoras, como contraluz forte, fotos noturnas, imagens com teleobjetiva ou texturas delicadas, a qualidade óptica continua fundamental. O software tem seu papel, mas funciona melhor com uma base sólida fornecida pelos dados ópticos. O maior avanço acontece quando óptica e IA evoluem juntas.

Desenvolvimento conjunto com fabricantes de smartphones

O desenvolvimento é um trabalho de engenharia conjunto e de longo prazo. A Zeiss mantém uma parceria de seis anos com a Jovi, contribuindo com expertise em design óptico, revestimentos, validação, cores e padrões de imagem, enquanto a Jovi lidera a integração com hardware, software, IA e implementação final do produto.

Adaptação da óptica para a era dos algoritmos

Na fotografia tradicional, o foco está em lente, sensor e processamento. Nos smartphones, a imagem resulta da interação entre óptica, sensor, chip, software, IA, display e interface do usuário.

A Zeiss busca traduzir princípios ópticos para esse ambiente compacto e computacional. Por exemplo, na renderização de retratos, o objetivo é criar um desfoque realista que preserve a característica óptica da lente.

Desafios na engenharia de múltiplas câmeras

O maior desafio é o espaço físico. O tamanho é crítico para smartphones finos e portáteis, enquanto a distância focal requer comprimento para direcionar a luz, principalmente em imagens com teleobjetiva.

Esses desafios estimulam a colaboração e a inovação. O progresso vem da combinação de designs ópticos avançados, novos materiais, revestimentos eficazes, estabilização inteligente, chips potentes, processamento com IA e fabricação precisa.

Os avanços significativos provavelmente virão da otimização de todo o sistema, onde cada elemento complementa o outro em desempenho.

Smartphones como ferramentas profissionais

Câmeras profissionais permanecem essenciais para trabalhos específicos, sensores maiores e máxima flexibilidade. O smartphone não substitui essas câmeras, mas amplia o acesso a imagens com aparência profissional a mais usuários.

Futuro das lentes em smartphones

A Zeiss espera que múltiplas câmeras com distâncias focais variadas continuem, pois oferecem diferentes perspectivas ao usuário. Simultaneamente, a IA facilitará transições suaves entre essas perspectivas, aprimorando os resultados finais.

O futuro não será apenas menos hardware e mais IA, mas sim um sistema integrado que funcione naturalmente, permitindo que o usuário foque no assunto, não na tecnologia por trás.

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Economia

Inflação anual na OCDE desacelera para 4,2% em junho com queda nos preços de energia

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A taxa anual de inflação ao consumidor nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caiu para 4,2% em junho, comparado a 4,6% em maio, devido a uma redução temporária nos custos energéticos, conforme relatório divulgado pelo grupo na terça-feira, 4.

O índice de inflação diminuiu em 20 países do bloco, acelerou em seis e permaneceu estável em outros 12.

A inflação anual no setor de energia caiu quatro pontos percentuais em junho, chegando a 11,7%, com redução observada em 24 dos 37 países com dados disponíveis.

No grupo dos sete países mais industrializados (G7), a inflação anual caiu de 3,5% em maio para 3,0% em junho. Entre os países do G20, a taxa recuou de 4,3% para 4,1% no mesmo período.

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