Economia
Juros futuros caem com petróleo, títulos e produção industrial
As taxas dos juros negociadas para o mercado futuro iniciaram a terça-feira, dia 4, com declínio, especialmente nas partes médias e longas da curva, similar ao comportamento registrado na segunda-feira. A queda se deve à perspectiva de um acordo iminente entre os Estados Unidos e o Irã, conforme declarou mais cedo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo ele, o estreito de Ormuz pode ser reaberto ‘entre hoje e amanhã’.
No entanto, o secretário também apontou que vários navios continuam sendo monitorados ao atravessar o canal, o que provocou a queda dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
Além disso, as notícias do Brasil contribuíram para o movimento de queda dos juros futuros. A produção industrial do país recuou 1,8% em junho, desempenho inferior à mediana das expectativas do mercado que apontava para -0,6%. Esse resultado reforça as previsões de redução da taxa Selic na reunião de amanhã, consenso já estabelecido, e também fortalece as expectativas de novos cortes em reuniões futuras do Comitê de Política Monetária (Copom).
Às 9h26 desta terça-feira, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 apresentava taxa de 13,775%, ligeiramente abaixo dos 13,796% registrados no ajuste anterior. Já o DI com vencimento em janeiro de 2031 indicava 14,12%, inferior aos 14,19% do ajuste anterior.