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Lula envia ao Senado nome para nova direção da CVM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta terça-feira o nome de Antonio Carlos Berwanger, atual superintendente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para ocupar a última cadeira vaga da diretoria da autarquia. O quórum do colegiado, que é o órgão máximo de decisão da instituição, está incompleto desde o final de 2024.

A indicação feita por Lula precisa passar pela avaliação do Senado: inicialmente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e posteriormente pelo plenário. Os funcionários da CVM esperam que essa aprovação aconteça antes do final do ano. Se confirmado pelos senadores, Berwanger assumirá o lugar deixado por Otto Lobo, que atualmente preside a autarquia.

A CVM não se pronunciou sobre a indicação nesta manhã e Berwanger preferiu não comentar o assunto. Também foi tentado contato com o gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para saber a data da pauta, mas sem retorno até o momento.

O nome de Berwanger atende a um pedido feito no ano anterior e reforçado há dois meses por 24 servidores, incluindo superintendentes, que solicitaram que a vaga fosse ocupada por um servidor de carreira, alegando que essa escolha é essencial para a continuidade da instituição, manutenção do conhecimento regulatório e a correta compreensão dos processos de supervisão e fiscalização.

O pedido surgiu após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que aprovou o aumento orçamentário para a autarquia. Em maio, Dino determinou um plano emergencial para reforçar a atividade de fiscalização da CVM, após detectar deficiência na supervisão do mercado financeiro, motivada pelos escândalos envolvendo o Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que expuseram fraudes envolvendo fundos de investimento.

O plano homologado em julho estabeleceu medidas para ampliar a fiscalização, incluindo contratação de novos servidores, atualização tecnológica e esforços para diminuir o número de processos pendentes em 20%.

A última indicação feita por Lula para a autarquia foi a nomeação de Otto Lobo para presidir a CVM, enviada em janeiro e apreciada pelo Senado em maio. No início do mandato, Otto dispensou vários superintendentes e outros integrantes do gabinete da presidência.

Além disso, Otto solicitou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGDI) e à Fazenda a modificação das regras para o cargo de superintendente geral da CVM, permitindo que pessoas externas à autarquia possam ocupá-lo, algo que já ocorreu anteriormente, segundo a instituição.

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Ex-chefe de gabinete de Lula admite ter recebido empréstimo de amiga de Lulinha

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O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, confirmou que recebeu um pagamento da lobista Roberta Luchsinger. Ela está sob investigação da Polícia Federal (PF) por suposto tráfico de influência relacionado ao filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Em nota oficial, Marco Aurélio explicou que o pagamento configurou um “empréstimo pessoal”, que já foi totalmente quitado. Ele deixou seu posto no governo no dia 21 de julho para ingressar na equipe de campanha do presidente.

A Polícia Federal apontou essa transação em seu pedido de investigação para apurar possível tráfico de influência envolvendo Lulinha nos ministérios da Saúde e no Palácio do Planalto. Uma das linhas de apuração é se esse valor foi uma espécie de propina para facilitar acessos no governo. A notícia inicial foi publicada pelo portal Poder360 e confirmada pelo Estadão.

Marco Aurélio declarou: “Recebi com surpresa a divulgação que trata um empréstimo pessoal líquido e quitado como algo ilegal. Nunca mantive qualquer relação que pudesse ser considerada ilícita durante minha função”.

Roberta Luchsinger firmou acordos com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para facilitar conexões no governo federal e prospectar negócios, conforme mensagens divulgadas pelo Estadão em 4 de agosto. A PF investiga ainda se essas atividades contaram com o aval de Lulinha, que teve uma viagem a Portugal custeada pelo empresário para conhecer um projeto de cannabis medicinal.

Também foi apurado que Roberta Luchsinger visitou órgãos do governo mais de 40 vezes, sem registro oficial, entre 2023 e 2025. Em 2023, suas visitas incluíram encontros com o então ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e diversas entradas no Ministério da Saúde, local de interesse do Careca do INSS, que esteve presente em várias ocasiões.

A Polícia Federal instaurou dois inquéritos para investigar o tráfico de influência. O primeiro se refere ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto; o segundo está ligado a negócios na Dataprev, empresa de tecnologia do governo. Ambos foram remetidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Um terceiro pedido segue no STF, sob análise do ministro Flávio Dino, para investigar outras frentes de negócio no governo, ainda sem decisão sobre sua abertura.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e adversário de Lula, questionou publicamente os pagamentos feitos por Roberta Luchsinger a Marco Aurélio. Em vídeo publicado na rede social X, ele indagou a origem dos recursos e cobrou transparência das autoridades, destacando a preocupação com o dinheiro dos aposentados.

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Eleições 2026: Raquel aposta em prefeitos e João cresce nos partidos

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Mais do que aumentar palanques, a busca por apoios virou uma das estratégias principais da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo pela oposição João Campos (PSB) nas eleições de outubro.

Na véspera da campanha oficial, conquistar prefeitos e partidos aliados é fundamental para mobilizar lideranças locais, militância e eleitores, especialmente no interior do estado.

Durante a convenção da Frente Popular e do PSD neste fim de semana, Raquel Lyra e João Campos mostraram força junto a gestores e lideranças políticas. A base da governadora destaca-se com prefeitos.

Segundo aliados, a governadora conta com o apoio de mais de 120 prefeitos, sendo 80 só no PSD. Já o socialista afirma ter formado “a maior frente de oposição da história de Pernambuco”, com mais de dez partidos na Frente Popular. Ontem, o grupo ganhou o apoio do partido Mobiliza, que realiza convenção hoje.

Ativos

O cientista político Alex Ribeiro avalia que os apoios conquistados por Raquel e João trazem benefícios diferentes. “A maioria dos prefeitos fortalece a campanha no interior, pois o prefeito é uma figura política importante em cidades médias e pequenas. Eles oferecem estrutura política, organizam eventos e mobilizam pessoas. Já os partidos contribuem com propaganda eleitoral, fundo eleitoral e candidatos proporcionais que podem atuar nas ruas”, explicou.

Ele ressalta, porém, que o apoio de prefeitos e partidos não garante vitória automática. “Depende da mobilização dos atores políticos, principalmente numa disputa equilibrada como em Pernambuco. É importante observar como os prefeitos se engajam e como os candidatos proporcionais atuam nas ruas”, destacou.

Estratégia

Na mesma linha, a cientista política Fernanda Negromonte destaca que a influência política não se traduz necessariamente em votos. O impacto dessas parcerias varia conforme o tamanho do eleitorado, aprovação do governo local e força da liderança política.

“Em Pernambuco, há uma tradição eleitoral fortemente marcada pelo arranjo entre grupos políticos. A divisão eleitoral por municípios considera como os eleitores costumam se comportar. A aliança dos candidatos com prefeitos e grupos locais visa ampliar votos, levando em conta o número de eleitores em cada cidade”, explicou.

Segundo ela, enquanto a Região Metropolitana concentra os maiores colégios eleitorais, Agreste e Sertão exigem estratégias baseadas em múltiplas alianças. Isso ajuda a explicar o equilíbrio na disputa entre Raquel e João. “Como ex-prefeito do Recife, João pode potencializar votos da cidade mais populosa. Já Raquel, ao formar alianças em mais cidades, cria um equilíbrio que pode superar ou não o adversário”, avaliou.

Prefeitos

Prefeitos aliados das candidaturas destacam os pontos fortes de seus candidatos. Ligada à governadora Raquel Lyra, a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu (PSD), afirmou que os gestores devem mostrar aos eleitores as ações do governo durante a campanha. “Agora é o momento dos prefeitos divulgarem o trabalho que a governadora vem fazendo no estado”, declarou.

No campo da oposição, o prefeito de Agrestina, Josué Mendes (PSB), parceiro de João Campos, aposta no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como trunfo principal. “Sabemos que João tem boas chances com o apoio do presidente Lula. Os prefeitos vão trabalhar para transformar a história do estado”, afirmou.

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Deputados Estaduais Enfrentam Desafio de Conciliar Trabalho e Campanha

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Após o recesso tradicional de julho, os deputados estaduais retornaram ontem às atividades na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Faltando 15 dias para o começo da disputa eleitoral para deputados estaduais, federais, senadores e governadores, os parlamentares acreditam ser possível equilibrar a busca por votos com o trabalho legislativo.

Na bancada governista, o deputado Henrique Queiroz Filho (PP) declarou que pretende continuar presente na Casa, mas admite que pode haver uma concentração das votações em dias específicos da semana, como às terças-feiras, para que deputados que estarão em viagem pelo estado possam participar.

“Não será complicado conciliar (a campanha com o trabalho na Alepe), pois nossas atividades não se limitam às sessões plenárias. Trabalho durante o dia inteiro no gabinete, atendendo pessoas, prefeitos, fazendo encaminhamentos e discutindo melhorias. Sempre estive presente nos últimos oito anos”, comentou o deputado.

De forma semelhante, o deputado Diogo Moraes (PSB), da oposição, considerou que a campanha eleitoral não prejudicará a apreciação de temas importantes como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo ele, será necessário um esforço maior dos parlamentares, mas “Esta é minha quarta eleição e, em todas elas, fui capaz de conciliar trabalho e campanha de forma equilibrada. É preciso um empenho extra a cada dois anos, mas sempre conseguimos administrar bem. São apenas 45 dias. As votações essenciais devem ser planejadas para que ocorram nos melhores dias para garantir maior presença”, disse Moraes.

Homenagem

A primeira sessão plenária do segundo semestre de 2026 foi dedicada a uma homenagem ao ex-deputado Waldemar Borges (PSB), que faleceu no início de julho devido a um câncer.

O presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto (MDB), conduziu a sessão e pediu um minuto de silêncio em memória ao ex-parlamentar.

Foi também a primeira reunião do deputado Cayo Albino (PSB) desde que assumiu definitivamente uma cadeira na Casa de Joaquim Nabuco, na vaga deixada por Waldemar Borges. Albino já havia atuado como deputado por um ano e três meses, período em que o deputado Eriberto Filho (PSB) esteve afastado para exercer o cargo de secretário de Esportes do Recife.

No reinício dos trabalhos, os parlamentares aprovaram em primeira discussão a proposta que obriga bares e restaurantes a oferecerem acesso gratuito à internet para utilização do cardápio digital, além de assegurar uma quantidade mínima de cardápios em formato físico para os clientes.

Também foi aprovada a criação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher em Pernambuco, que visa promover cuidados completos e acessíveis para a população feminina do estado.

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