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Catar culpa Israel por atrasar plano de paz em Gaza

O Catar, que atua como mediador no conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, acusou o governo israelense de atrasar a implementação do plano de paz para a região da Faixa de Gaza.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari, declarou aos jornalistas que o aumento dos ataques aéreos israelenses nos últimos dias em Gaza é uma tentativa de impedir a aplicação do plano e de bloquear soluções essenciais para o conflito.

O Conselho de Paz liderado por Donald Trump, responsável pela execução da segunda fase do plano de paz em Gaza, assegurou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que as tropas israelenses não se retirariam totalmente do território palestino até que o Hamas esteja completamente desarmado.

Israel manifestou na segunda-feira preocupações em relação a um acordo divulgado pelo presidente dos Estados Unidos e aceito pelo grupo islâmico na sexta-feira, que trata da segunda etapa do plano.

Este acordo relaciona o desarmamento do Hamas com uma retirada gradual dos militares israelenses de Gaza.

O Conselho de Paz afirmou que a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) além de uma linha delimitada — que marca a divisão entre a área ocupada pelos israelenses, que compreende mais de 60% de Gaza, e o restante do território — não acontecerá enquanto o desarmamento completo não for alcançado, conforme o compromisso do Hamas com os mediadores.

Originalmente, uma versão preliminar do acordo mencionava a retirada total das tropas israelenses, mas essa informação foi revista posteriormente.

Ministros alinhados à extrema direita solicitaram uma votação no governo para rejeitar o acordo, argumentando que ele não corresponde ao que foi planejado inicialmente.

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EUA retiram sanções de empresas e pessoa do Iraque associadas à Guarda Revolucionária do Irã

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Os Estados Unidos decidiram remover as sanções impostas a empresas do Iraque vinculadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira, 5, pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.

A Fly Baghdad Airlines Company e sua afiliada Iraq Express foram as duas empresas que tiveram as sanções suspensas, além da retirada de restrições relacionadas às aeronaves Yi-Baf e Yi-Ban.

Bashir Abd al Kazim Alwan Al-Shabani, CEO da companhia aérea, também foi excluído da lista de sanções americanas.

Essa medida dos EUA ocorre em um contexto de tensões no Oriente Médio, enquanto o país busca avançar em negociações de paz com o Irã. Recentemente, EUA e Arábia Saudita realizaram ataques em várias áreas usadas por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Contudo, a Arábia Saudita tem incentivado os Estados Unidos a buscar soluções diplomáticas para resolver o conflito.

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Irã e Omã firmam rota conjunta para navegação no Estreito de Ormuz

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Irã e Omã estabeleceram um acordo para criar uma rota de navegação destinada aos navios que passam pelo Estreito de Ormuz, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Teerã nesta quarta-feira (5).

O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou à agência estatal Irna que as regiões geográficas da nova rota foram definidas por ambos os países. Eles estão finalizando uma declaração conjunta para administrar essa passagem, ressaltando que terceiros não devem interferir no desenvolvimento do acordo.

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Vulcão na Guatemala diminui erupções, mas perigo permanece

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O Vulcão de Fogo, que levou à evacuação de mais de 1.700 indivíduos na Guatemala, apresentou uma redução em sua atividade nesta quarta-feira (5), aparentando estar mais tranquilo, porém o risco de deslizamentos de material incandescente ainda persiste, conforme alerta de especialistas e autoridades de defesa civil.

Localizado a 35 km da capital da Guatemala, este vulcão, o mais ativo da América Central, iniciou uma fase eruptiva na manhã da segunda-feira (3), com uma forte expulsão de lava, assim como grandes nuvens de gases e cinzas entre a noite e a madrugada de terça-feira (4).

De acordo com o Instituto de Vulcanologia, espera-se que a atividade eruptiva diminua gradualmente nesta quarta-feira (5), embora a possibilidade de deslizamentos súbitos de material acumulado durante a erupção ainda não seja descartada.

Esses deslizamentos representam um grande risco para as comunidades localizadas próximas aos barrancos, especialmente na encosta sudoeste, conforme orientações do órgão estatal.

Na cidade de Escuintla, situada ao sul, onde foram levados moradores de aldeias próximas da base do vulcão, um jornalista da AFP observou níveis contínuos de emissões de gases e cinzas.

A porta-voz da Coordenação Nacional para a Redução de Desastres (Conred), Valeria Urízar, comunicou à imprensa que alguns moradores que estavam abrigados em abrigos retornaram voluntariamente para suas casas, apesar dos avisos de que o risco ainda é alto.

Valeria Urízar também ressaltou que o alerta vermelho, indicando perigo máximo, continua valendo para os departamentos de Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango, regiões próximas ao vulcão, que possui 3.763 metros de altitude.

O Vulcão de Fogo é um dos três vulcões ativos no país, junto com o Pacaya, localizado ao sul, e o Santiaguito, localizado a oeste.

Uma grande erupção em 3 de junho de 2018 causou um deslizamento mortal que devastou uma comunidade, resultando em 215 óbitos e número semelhante de desaparecidos.

As últimas erupções do Vulcão de Fogo ocorreram em fevereiro deste ano e em junho de 2025, forçando a evacuação de aproximadamente 800 pessoas.

Em 1932, outra erupção lançou cinzas que alcançaram territórios distantes, como El Salvador, a cerca de 125 km, e Honduras, a 175 km de distância.

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