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EUA retiram sanções de empresas e pessoa do Iraque associadas à Guarda Revolucionária do Irã

Os Estados Unidos decidiram remover as sanções impostas a empresas do Iraque vinculadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira, 5, pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.

A Fly Baghdad Airlines Company e sua afiliada Iraq Express foram as duas empresas que tiveram as sanções suspensas, além da retirada de restrições relacionadas às aeronaves Yi-Baf e Yi-Ban.

Bashir Abd al Kazim Alwan Al-Shabani, CEO da companhia aérea, também foi excluído da lista de sanções americanas.

Essa medida dos EUA ocorre em um contexto de tensões no Oriente Médio, enquanto o país busca avançar em negociações de paz com o Irã. Recentemente, EUA e Arábia Saudita realizaram ataques em várias áreas usadas por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Contudo, a Arábia Saudita tem incentivado os Estados Unidos a buscar soluções diplomáticas para resolver o conflito.

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Como a desinformação impulsionou a recente chegada em massa de migrantes a Ceuta

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“A fronteira de Ceuta estava aberta” foi um boato que se espalhou rapidamente e fez com que cerca de 72 mil migrantes tentassem atravessar para o enclave espanhol vindo do Marrocos no final de julho.

Esse rumor surgiu de uma interpretação errada da lei e ganhou força nas redes sociais, conforme apontam especialistas consultados pela AFP.

A maioria dos 72 mil migrantes chegou a Ceuta nadando ou a pé. Desses, aproximadamente 70 mil já retornaram ao Marrocos, segundo dados recentes do Ministério do Interior da Espanha.

De acordo com um relatório de Chema Gil, analista de segurança e pesquisador da Universidade de Múrcia, a onda migratória foi estimulada por uma campanha online que começou no início do mês e alcançou mais de 11 milhões de visualizações.

As redes sociais tiveram papel crucial ao convocar e incentivar essa ação, dizem os especialistas.

Com base na suposição de que os migrantes não seriam devolvidos, circularam mensagens por contas anônimas, com poucas interações, levantando suspeitas sobre o uso de algoritmos para disseminação em massa, conforme explicou Mohamed Benaissa, presidente do Observatório do Norte dos Direitos Humanos.

Além disso, uma investigação de fontes abertas da empresa tecnológica Golden Owl concluiu com alta confiança que essa chegada em massa foi uma operação deliberadamente organizada.

Marcelino Madrigal, especialista em redes e segurança, afirmou que já havia indícios nas redes sociais de que isso poderia acontecer, apontando que os rumores surgiram principalmente no Facebook e WhatsApp, mas não é possível precisar quem iniciou.

Interpretação errada da decisão do Supremo Tribunal

Uma das motivações para a travessia foi a interpretação incorreta de uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha, de 8 de julho, conforme afirmou o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que atribuiu a responsabilidade às máfias de tráfico humano.

Uma publicação no Instagram, feita um dia após a decisão, mencionava o Supremo Tribunal para alegar que a lei proibiria a devolução imediata dos migrantes no mar.

No entanto, essa resolução não indicava que a fronteira estivesse aberta para chegadas marítimas, segundo os advogados Antonio Benítez Ostos e Antonio Jesús Pérez.

A lei determina que a rejeição na fronteira não pode ser aplicada a quem for interceptado em alto-mar, onde se aplica outro procedimento com garantias mínimas, conforme explicado pela advogada em direitos humanos Laura María Medina Ferreras.

Após o ocorrido, a Espanha instalou barreiras flutuantes na fronteira com o Marrocos, o que pode permitir a rejeição na fronteira caso sejam consideradas elementos de contenção, conforme os advogados mencionados.

Possibilidade de novas ondas migratórias

Marcelino Madrigal alertou que o fenômeno pode se repetir, citando novas publicações que convocam chegadas em massa em agosto e criticando as plataformas digitais por não desmentirem conteúdos que podem estimular essas travessias.

Ele destacou que eventos assim são prováveis de acontecer novamente e não somente na Espanha.

Essa não é a primeira vez que as redes sociais incentivam a migração irregular do Marrocos para Ceuta. Em 2024, um episódio parecido resultou em mais de 150 pessoas processadas no Marrocos.

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EUA impõem sanções ao ministro cubano das Forças Armadas e líderes da indústria militar

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Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (6) a imposição de sanções contra o ministro das Forças Armadas de Cuba, o general Álvaro López Miera, além de outras autoridades e cinco empresas do setor militar da ilha.

Segundo o Departamento de Estado, os sancionados estão ligados à “compra e manutenção de armamentos e equipamentos militares no exterior para as forças militares e de segurança”.

Os Estados Unidos consideram que Cuba “apoiar o terrorismo” e representa uma “ameaça à segurança nacional”, o que motivou o aumento da pressão econômica e diplomática desde o início do ano.

Essa rodada de sanções acontece após a divulgação de um detalhado relatório do Departamento de Estado sobre as atividades militares e diplomáticas de Cuba globalmente desde a Revolução Cubana, com destaque para a América Latina e o Caribe.

O relatório destaca as contínuas relações do governo cubano com Rússia e China, fornecedoras de equipamentos militares, tecnologias de vigilância e outras capacidades de segurança para Cuba.

Entre os sancionados estão Álvaro López Miera, seu vice-ministro Roberto Legrá, acusado de participação na compra de armamentos russos, e outros oficiais importantes do ministério.

A coronel Mónica Milián Gómez, adida militar em Moscou, também foi sancionada, sendo acusada por veículos no exílio de participar do recrutamento de cubanos para o conflito na Ucrânia.

Waldo Pérez Cortés, adido militar em Pequim, também consta na lista.

Além disso, empresas como Tecnoimport, Duna, União da Indústria Militar (UIM) e Yuri Gagarin, especializadas na compra e manutenção de equipamentos militares, foram sancionadas.

De acordo com as leis americanas, os sancionados ficam impedidos de possuir bens ou acessar serviços financeiros e econômicos nos Estados Unidos.

Washington mantém um embargo sobre Cuba desde 1962 e intensificou em 2024 as restrições ao fornecimento de hidrocarbonetos para a ilha.

Nos últimos meses, o governo do presidente americano Donald Trump sancionou quase todo o governo cubano e acusou o líder histórico da Revolução, Raúl Castro, de ordenar há cerca de 30 anos a derrubada de duas aeronaves civis vindas da Flórida quando era ministro da Defesa.

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Turista Franco-Argentino com Hantavírus Confirma Caso na França

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Um turista franco-argentino que esteve na França durante a segunda metade de julho foi diagnosticado com o hantavírus da cepa Andes. Ele foi isolado com sua família na Espanha, conforme anunciou o Ministério da Saúde da França na quinta-feira, dia 6.

A infecção pelo vírus da cepa Andes, a única marca que pode ser transmitida entre pessoas, foi confirmada pelo Centro Nacional de Referência dos Hantavírus (CNR, Instituto Pasteur) na quinta-feira.

Este paciente apresentou poucos sintomas e atualmente não manifesta nenhum, segundo o ministério. Todas as ações necessárias para traçar seu percurso foram realizadas.

Um grupo de especialistas, em colaboração com a Direção-Geral de Saúde e a Saúde Pública da França, reuniu-se para decidir os próximos passos e as medidas a serem adotadas nesse caso importado. Também foi iniciada uma coordenação em nível europeu.

As autoridades não relacionaram este caso com o surto ocorrido no navio de cruzeiro MV Hondius, que saiu da Argentina em abril, causando três mortes e infectando pelo menos 13 pessoas.

Em 1º de abril deste ano, o cruzeiro partiu do porto de Ushuaia, na Argentina, rumo a Cabo Verde, desencadeando um surto de hantavírus que gerou preocupação internacional.

Em 2 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto encerrado após a última pessoa completar a quarentena.

Os 13 casos detectados são parte das dezenas de milhares de infecções por hantavírus registradas anualmente. Este vírus é raro e não possui vacina ou tratamento específico.

A maioria das infecções ocorre por contato direto com animais, principalmente roedores.

A preocupação maior está na possibilidade de transmissão entre humanos, característica da cepa Andes, que permite esse tipo de contágio.

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