Conecte Conosco

Notícias

Mendonça expressa preocupação sobre autonomia da PF em encontro com ministro da Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça teve uma reunião nesta quinta-feira com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, buscando diminuir o atrito entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal.

O encontro também contou com a participação do advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi fundamental para organizar a reunião.

De acordo com informações obtidas, Mendonça manifestou sua preocupação em garantir a independência da Polícia Federal no andamento das investigações.

Wellington Lima e Silva assegurou ao ministro do STF que a autonomia da corporação será respeitada e que não haverá intervenção nos trabalhos investigativos.

Este diálogo ocorre em meio a uma tensão crescente entre o gabinete de Mendonça e a liderança da Polícia Federal, especialmente nas investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os desdobramentos relacionados.

Nos últimos meses, Mendonça exigiu que a Polícia Federal fornecesse todos os documentos das investigações e estabeleceu que qualquer troca na equipe do caso precisaria ser comunicada previamente ao seu gabinete.

Essas exigências geraram reclamações dentro da Polícia Federal, cuja equipe acredita que algumas solicitações ultrapassam os limites da supervisão judicial dos inquéritos.

O conflito intensificou-se recentemente com a abertura de novas apurações ligadas ao caso, incluindo investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi crucial para facilitar essa conversa, por sua interlocução tanto com Mendonça quanto com o ministro da Justiça.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Justiça suspende bloqueio de bilhões de reais do ex-CEO e sócios da Americanas

Por

Um tribunal da Justiça Federal no Rio de Janeiro (TRF-2) decidiu suspender o bloqueio de R$ 3,7 bilhões dos recursos de Sérgio Rial, ex-CEO da Americanas, no contexto da segunda fase da Operação Disclosure, conduzida pela Polícia Federal no final de junho.

O bloqueio que atingia também até R$ 54 bilhões dos bens de Beto Sicupira, acionista importante da Americanas; Eduardo Saggioro, presidente do conselho de administração da empresa, e Paulo Lemann, ex-membro do conselho e filho de Jorge Paulo Lemann, foi igualmente suspenso, conforme informações de uma fonte próxima ao processo.

Recentemente, os indivíduos investigados pela Polícia Federal começaram a ser convocados para prestar depoimento nas próximas semanas, e Sérgio Rial solicitou ser ouvido.

Nove executivos foram alvos de mandados de busca, incluindo Sérgio Rial, ex-presidente do Santander, Carlos Alberto Sicupira, acionista de referência da Americanas, e representantes de grandes instituições financeiras como Bradesco e Itaú. Até o momento, os investigados e seus representantes legais não tiveram acesso completo aos autos da investigação.

Manifestação do Ministério Público Federal

Em 20 de julho, quatro procuradores do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro integrando o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) solicitaram ao Tribunal Regional da Justiça Federal da Segunda Região (TRF-2) a suspensão do bloqueio de até R$ 54,2 bilhões determinado na operação Disclosure.

O pedido foi encaminhado também para a juíza Giovanna Teixeira Brantes Calmon, responsável pela determinação do sequestro de bens e valores a pedido da Polícia Federal.

Os procuradores argumentaram que a decisão da magistrada baseou-se na presunção de que os principais acionistas teriam conhecimento das fraudes por serem controladores. Contudo, destacaram que não há evidências de envolvimento direto ou conhecimento das irregularidades por parte dos sócios, ressaltando o aporte de R$ 12 bilhões feito por eles durante a reestruturação da companhia.

A investigação da fraude

A Polícia Federal investiga uma fraude bilionária na empresa, com base em delações de ex-diretores da Americanas, e sustenta que os investigados teriam conhecimento das irregularidades, com indícios de crimes de manipulação de mercado e formação de quadrilha.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo, bem como autorizado o bloqueio de até R$ 54 bilhões, valor correspondente à fraude detectada.

Contexto da fraude

Sérgio Rial assumiu a posição de CEO da Americanas em janeiro de 2023 e renunciou nove dias depois, quando veio à tona um escândalo envolvendo inconsistências contábeis nos balanços financeiros da empresa, posteriormente confirmadas como fraudes sistemáticas.

As práticas fraudulentas incluíram operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), estratégias comuns no varejo, mas que foram utilizadas para inflar os lucros da Americanas.

Esses contratos funcionavam da seguinte forma: a varejista solicitava uma quantidade de produtos ao fornecedor por um valor estabelecido, com condições como destaque para esses produtos nas lojas e metas de vendas. Ao alcançar essas metas, o fornecedor oferecia descontos, o que é uma prática normal no mercado.

A fraude resultou na recuperação judicial da Americanas em janeiro de 2023. A companhia passou por reestruturação, recebeu aportes significativos dos acionistas de referência, reduziu sua rede de lojas e vendeu ativos.

O impacto da crise da Americanas afetou o mercado, encarecendo e reduzindo a oferta de crédito no varejo.

Recentemente, os presidentes dos bancos Itaú e Bradesco reconheceram que o sistema financeiro foi bastante prejudicado pela fraude da Americanas, sofrendo perdas bilionárias.

Até o momento, a defesa de Sérgio Rial e dos principais acionistas da Americanas não se manifestou sobre o caso.

Continuar Lendo

Esporte

Morre Edson Nogueira, ex-presidente da FPFS e do Santa Cruz, aos 82 anos

Por

Na última sexta-feira (7), faleceu Edson Domingues Nogueira, ex-presidente da Federação Pernambucana de Futsal (FPFS) e do Santa Cruz, reconhecido como um dos dirigentes mais influentes na história do futsal em Pernambuco. A causa do seu falecimento não foi divulgada.

O velório será realizado no sábado (8), a partir das 8h, no Cemitério Morada da Paz, localizado em Paulista. O sepultamento está marcado para as 10h, no mesmo local.

Edson dedicou grande parte de sua vida ao desenvolvimento do futsal no estado, desempenhando papel importante no fortalecimento da Federação Pernambucana de Futsal, fundada em 1962 e responsável por organizar as principais competições da modalidade no estado.

Presidência no Santa Cruz

Edson Nogueira também teve participação destacada como presidente do Santa Cruz entre os anos de 2007 e 2008, após vencer uma eleição marcante. O clube expressou solidariedade aos familiares e amigos do dirigente através de suas redes sociais, desejando-lhes força e conforto neste momento difícil.

Seu mandato coincidiu com um período conturbado para o clube, que enfrentava sérias dificuldades financeiras e sofreu rebaixamentos consecutivos na Série B em 2007 e Série C em 2008.

Legado e homenagens

A Federação Pernambucana de Futsal lamentou profundamente a perda e enalteceu a contribuição de Edson para o esporte local. A Federação Pernambucana de Futebol destacou que ele teve papel relevante no crescimento das modalidades esportivas, deixando um legado de dedicação e compromisso.

O Náutico também manifestou suas condolências, reafirmando o respeito e admiração por Edson, que deixou sua marca no esporte regional.

Amizades e trajetória

Mirinda, ex-presidente do Santa Cruz na década de 1990, recordou a longa amizade com Edson, que começou em 1968 quando ambos atuavam no futsal. Durante sua gestão, Mirinda convidou Edson para trabalhar no clube como gestor de futebol, sendo vitais para o título estadual daquele ano.

Mirinda destacou a importância de Edson como colaborador próximo e treinador, afirmando que as conquistas alcançadas foram resultado do trabalho conjunto e da dedicação de ambos.

José Neves Filho, presidente do Santa Cruz em três ocasiões e amigo de longa data de Edson, relembrou o jeito alegre e brincalhão do ex-dirigente, afirmando que ele sempre foi uma pessoa simpática e apaixonada pelo Santa Cruz.

Continuar Lendo

Esporte

Família celebra primeira medalha paralímpica do Brasil

Por

O Brasil finalizou a Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, figurando entre as cinco maiores potências do esporte adaptado pela primeira vez.

Até hoje, o país conquistou 462 medalhas no maior evento paradesportivo mundial.

A jornada começou há 50 anos, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa garantiram a primeira medalha do Brasil, a prata no lawn bowls, uma modalidade que não existe mais, parecida com a bocha, embora o termo em inglês signifique literalmente “boliche de gramado”.

As medalhas foram exibidas no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo, em 6 de agosto.

Essa data tem grande significado. Foi exatamente em 6 de agosto de 1976, em Toronto, no Canadá, que Robson e Luiz Carlos iniciaram as conquistas brasileiras nas Paralimpíadas.

“É um resgate de uma história pouco conhecida. Se hoje temos tudo isso no esporte paralímpico, com transmissão na TV e entrevistas, é porque alguém no passado batalhou para isso acontecer”, ressaltou Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, à reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Robson foi como um pai para Noêmia e acompanhou de perto a trajetória do tio, fundador do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, em 1958.

Robson, que faleceu em 1987, criou o clube para apoiar pessoas com deficiência sem recursos para tratamento, usando a indenização do acidente que sofreu aos 42 anos e que o deixou paraplégico, durante trabalho numa fábrica de papel nos Estados Unidos.

“Naquela época não havia apoio como hoje. O esporte paralímpico ainda não era política pública, então ele batia nas portas de deputados e autoridades para conseguir ajuda com uniformes e passagens para representar o Brasil lá fora”, contou Noêmia.

Luiz Carlos foi um dos assistidos pelo Clube do Otimismo, onde criou uma forte amizade com Robson. Conhecido como “Curtinho”, hoje ele tem 79 anos e está com Alzheimer.

“Eles formavam uma dupla imbatível no esporte. Quando surgiram os primeiros times de basquete em cadeira de rodas, Robson se destacou como o primeiro cestinha brasileiro, e Luiz Carlos estava sempre ao seu lado, dando suporte técnico para manter as cadeiras em competições internacionais”, recordou Paulo Robson de Almeida, sobrinho de Robson, em entrevista à EBC.

No Jogos de Toronto, a dupla competiu no basquete em cadeira de rodas e também foi convidada para participar do lawn bowls, que permitia a participação em mais de uma modalidade.

No Etobicoke Lawn Bowling Club, conquistaram o segundo lugar, ficando atrás da dupla australiana formada por Eric Magennis e Bruce Thwaite. O pódio foi completado pelos britânicos David Avis e Michael McCreadie.

Robson tinha experiência no boliche tradicional e fazia muitos strikes, por isso tinha habilidade para controlar a bola. Já Luiz Carlos foi um iniciante”, contou Paulo Robson.

A história do esporte paralímpico no Brasil mudou muito após a medalha de 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro foi fundado em 1995 e três anos depois passou a fazer parte do Sistema Nacional do Desporto pela Lei Pelé.

Essa inclusão possibilitou o acesso a recursos públicos via Lei Agnelo Piva, que dedica parte das loterias federais ao financiamento do esporte, sendo 15% desse valor destinado ao paradesporto.

Em 2016, foi inaugurado o Centro de Treinamento Paralímpico, legado dos Jogos do Rio de Janeiro, como uma das principais instalações esportivas do país.

Além de fortalecer os resultados do Brasil em Paralimpíadas, o centro oferece iniciação esportiva gratuita a jovens de 7 a 17 anos com deficiências visual, física e intelectual, formando novos atletas em modalidades adaptadas.

Robson batalhava para que as empresas contratassem pessoas com deficiência, promovendo uma política de inclusão e valorizando suas capacidades. Ele foi nosso exemplo de coragem, e o esporte é a consequência disso. Hoje celebramos a realização de um sonho, que é a luta de todos nós”, finalizou Noêmia.

Continuar Lendo

Trending