Notícias
Raquel não confirma apoio à Presidência e descarta palanque para Caiado
A governadora Raquel Lyra (PSD) optou por não manifestar apoio a nenhum candidato à Presidência da República e destacou que o PSD em Pernambuco possui autonomia para decidir seu posicionamento nas eleições nacionais.
Em conversa com a CNN Brasil nesta quinta-feira (6), a gestora negou compromisso com a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), apesar do presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, ser vice-presidente na chapa.
“O Ronaldo Caiado tem meu respeito e apreço, mas aqui em Pernambuco estamos focados em fazer o estado avançar sem deixar ninguém para trás.”
Questionada sobre a possibilidade de se juntar ao palanque de Caiado em Pernambuco, Raquel afirmou que o foco do partido no estado é o projeto regional e ressaltou a autonomia concedida pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para conduzir a estratégia eleitoral.
“Nas conversas com Kassab, ele sempre ressaltou que o PSD tem liberdade em Pernambuco para seguir seu próprio caminho. Nossa trajetória está clara: é a trajetória do povo pernambucano.”
A governadora também realçou a estrutura que o PSD criou em Pernambuco desde sua filiação em março do ano passado, destacando o avanço do partido no estado.
“Atualmente, o PSD é o maior partido da história de Pernambuco. Contamos com mais de 80 prefeitos filiados, uma bancada de 10 deputados estaduais, além da governadora e da vice-governadora integrando o partido.”
Notícias
Anvisa bloqueia venda de remédios para emagrecer sem registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta quinta-feira (6) uma determinação para apreender medicamentos que prometem a perda de peso, porém não possuem registro oficial na agência.
A normativa publicada na Resolução 3.055/2026 no Diário Oficial da União proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold.
De acordo com a Anvisa, esses medicamentos estavam à venda sem o devido registro, e as empresas responsáveis pela fabricação não possuem cadastro na agência.
Medicamento com testosterona
Na mesma resolução, a Anvisa alertou sobre a circulação de um lote falsificado do remédio Nebido, que contém testosterona, um hormônio masculino.
Esse medicamento é indicado para algumas condições específicas, mas é frequentemente usado sem acompanhamento médico para o rápido ganho de massa muscular.
O lote considerado falsificado, conforme aviso da fabricante, é o KT0S5T4, pois a empresa não reconhece o padrão de impressão das informações variáveis presentes na embalagem.
Produtos de cannabis sem autorização
A Anvisa também proibiu a comercialização de todos os produtos derivados de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne).
A razão é que a Acanne não possui autorização válida para funcionamento e opera em endereço desconhecido.
Contactada pela reportagem, a associação não retornou até o encerramento da matéria.
Mundo
Mobilizações fazem Milei desistir da venda de terras para estrangeiros
A lembrança da guerra das Malvinas — quando argentines e ingleses disputaram o controle do arquipélago no sul da América do Sul na década de 1980 — teve papel crucial no revés sofrido pelo governo de Javier Milei em seu projeto que ampliava a venda de terras argentinas para estrangeiros.
Conhecido como “estrangeirização das terras argentinas”, o projeto enfrentou forte oposição de governadores de vários espectros políticos, artistas renomados da Argentina, muitos dos quais normalmente evitam posicionamentos políticos, além do zagueiro Lisandro Martinez, jogador da seleção vice-campeã do mundo.
Diante da pressão popular e da rejeição no Senado, o governo Milei optou por retirar o tema da pauta de votação marcada para o dia 6 de junho. Contudo, manteve a votação de outra proposta controversa que permite a comercialização de áreas protegidas que tenham sido impactadas por incêndios florestais.
O texto sobre a estrangeirização seria uma versão mais moderada da proposta original, que buscava eliminar qualquer limite para a venda de terras a estrangeiros. O governo argumenta que o limite atual restringe investimentos internacionais.
Segundo a proposta revisada, o limite para propriedades que poderiam ser adquiridas por estrangeiros aumentaria de 15% para 25% do total de terras de cada província.
Antes de encaminhar o projeto ao Senado, Milei tentou derrubar essa restrição via decreto presidencial ao assumir o cargo em dezembro de 2023, mas o Judiciário interrompeu a ação.
As Malvinas são argentinas
O ambientalista e professor de agronomia Hernán Hougassian, da Universidade de Buenos Aires, participou da marcha na capital argentina que atraiu milhares de manifestantes contrários à estrangeirização das terras.
Segundo ele, o estopim para os protestos foi o uso da faixa “As Malvinas são argentinas” pela seleção nacional na semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra, um dia antes da tentativa de votação do projeto no Senado.
“Essa frase — ‘As Malvinas são argentinas’ — coincidiu com o momento em que o governo tentava aprovar uma lei que permitiria que bilionários estrangeiros comprassem terras argentinas sem restrições”, comentou Hougassian.
A lembrança da guerra das Malvinas agiu como um catalisador para a rejeição ao projeto. O slogan do Centro dos Ex-combatentes das Malvinas (Cecim La Plata), convocando para os protestos, era “As Malvinas são argentinas, assim como todo o território”.
Celebridades nacionais, como Lali Espósito, que conta com 11,9 milhões de seguidores em uma rede social, Milo J, fenômeno recente da música argentina, e Nicki Nicole, com mais de 22 milhões de seguidores em uma plataforma, apoiaram o movimento.
O cientista político Leandro Gabiati explicou que formou-se uma ampla coalizão politicamente transversal, gerando forte pressão no Senado e mesmo um conflito interno no governo, com a vice-presidenta Victoria Villarruel posicionando-se contra a proposta.
Mesmo senadores normalmente próximos ao governo, como Alfredo De Angeli e Maximiliano Abad, criticaram a iniciativa.
Gabiati destacou que a mobilização de governadores provinciais foi determinante para a retirada do projeto da pauta. Eles se sentiram prejudicados e mobilizaram suas bases para pressionar os senadores locais, promovendo uma discussão federalizada que levou à paralisação da proposta.
O governo afirmou que está reavaliando a medida, sem excluir sua retomada, embora não haja previsão para isso.
Defesa da propriedade privada
A proposta de venda de terras a estrangeiros integra um conjunto maior de reformas, chamado Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada, que também agiliza despejos, limita expropriações do Estado e reduz restrições para venda de terras protegidas afetadas por incêndios.
Hernán Hougassian enfatiza que a sociedade continuará mobilizada contra essas mudanças, criticando especialmente a flexibilização da proteção de áreas afetadas por incêndios.
“A proposta pode incentivar grandes proprietários e empresários a provocarem incêndios criminosos em florestas nativas, áreas úmidas e zonas ambientalmente sensíveis para depois transformar essas terras em empreendimentos imobiliários ou comerciais”, alertou.
Atualmente, a legislação argentina proíbe a venda de áreas protegidas atingidas por fogo por pelo menos 30 anos, medida sancionada em 2020 para impedir o uso de incêndios criminosos como estratégia para alterar o uso do solo.
O governo Milei argumenta que esses prazos são excessivamente longos e ferem o direito à propriedade privada, afirmando ainda que a legislação não tem sido efetiva na proteção ambiental.
Economia
Leilão de petróleo em outubro terá maior número de áreas disponíveis
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declarou na quinta-feira, dia 6, que os leilões de exploração petrolífera agendados para outubro no Brasil alcançarão um recorde na quantidade de áreas disponíveis para disputa. Essa agência é a responsável pela organização dos eventos.
Dois leilões ocorrerão no dia 7 de outubro: o 4º Ciclo de Partilha, envolvendo blocos do pré-sal, ofertará 13 blocos; já o 6º Ciclo de Concessão, que cobre as demais áreas de exploração, terá 22 blocos em leilão.
A lista completa das áreas está disponível no Diário Oficial da União.
Foram incluídas áreas que tenham pelo menos uma empresa de petróleo manifestando interesse e apresentando garantia de oferta.
Até o momento, 12 empresas manifestaram interesse com garantia para os 22 setores do leilão de concessão, e seis empresas para os 13 blocos do leilão de partilha.
Próximas etapas
A ANP esclarece que até 31 de agosto, empresas que ainda não manifestaram interesse ou que o fizeram podem ampliar suas participações em outros blocos, aumentando suas chances no certame.
Empresas que não fizerem isso até o prazo final podem participar por meio de consórcios com companhias já habilitadas.
Leilões anteriores
Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha encerrou com cinco dos sete blocos vendidos. Naquele evento, os bônus de assinatura totalizaram quase R$ 104 bilhões, com previsão mínima de investimento de R$ 451,5 milhões na fase de exploração.
O leilão do 5º Ciclo de Concessão ocorreu em junho de 2025, resultando na assinatura de 34 contratos e a arrecadação de cerca de R$ 989 milhões em bônus, além de investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão para exploração.
Partilha versus concessão
O petróleo do pré-sal, descoberto há 20 anos, é tão relevante que, em 2010, o governo alterou o regime que permitia a exploração dessas reservas.
No pré-sal, adota-se o regime de partilha, em que a produção excedente após custos é dividida entre a empresa e a União. A vencedora do leilão é a empresa que oferece a maior parcela do petróleo para a União.
Esse sistema difere do modelo de concessão aplicado nas outras áreas, onde a empresa concessionária assume os riscos da exploração e detém o total do petróleo encontrado, pagando bônus e royalties ao governo.
Foi criada a estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e ligada ao Ministério de Minas e Energia, para representar a União na venda do petróleo entregue pelas empresas.
O Polígono do Pré-Sal, localizado no litoral sudeste, concentra os maiores campos petrolíferos do Brasil. De acordo com dados da ANP de junho de 2026, esses campos, situados sob uma camada salina de até 7 mil metros, são responsáveis por 82% da produção nacional de petróleo e gás.
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