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Catar culpa Israel por atrasar plano de paz em Gaza
O Catar, que atua como mediador no conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, acusou o governo israelense de atrasar a implementação do plano de paz para a região da Faixa de Gaza.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari, declarou aos jornalistas que o aumento dos ataques aéreos israelenses nos últimos dias em Gaza é uma tentativa de impedir a aplicação do plano e de bloquear soluções essenciais para o conflito.
O Conselho de Paz liderado por Donald Trump, responsável pela execução da segunda fase do plano de paz em Gaza, assegurou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que as tropas israelenses não se retirariam totalmente do território palestino até que o Hamas esteja completamente desarmado.
Israel manifestou na segunda-feira preocupações em relação a um acordo divulgado pelo presidente dos Estados Unidos e aceito pelo grupo islâmico na sexta-feira, que trata da segunda etapa do plano.
Este acordo relaciona o desarmamento do Hamas com uma retirada gradual dos militares israelenses de Gaza.
O Conselho de Paz afirmou que a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) além de uma linha delimitada — que marca a divisão entre a área ocupada pelos israelenses, que compreende mais de 60% de Gaza, e o restante do território — não acontecerá enquanto o desarmamento completo não for alcançado, conforme o compromisso do Hamas com os mediadores.
Originalmente, uma versão preliminar do acordo mencionava a retirada total das tropas israelenses, mas essa informação foi revista posteriormente.
Ministros alinhados à extrema direita solicitaram uma votação no governo para rejeitar o acordo, argumentando que ele não corresponde ao que foi planejado inicialmente.