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Catar culpa Israel por atrasar plano de paz em Gaza

O Catar, que atua como mediador no conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, acusou o governo israelense de atrasar a implementação do plano de paz para a região da Faixa de Gaza.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari, declarou aos jornalistas que o aumento dos ataques aéreos israelenses nos últimos dias em Gaza é uma tentativa de impedir a aplicação do plano e de bloquear soluções essenciais para o conflito.

O Conselho de Paz liderado por Donald Trump, responsável pela execução da segunda fase do plano de paz em Gaza, assegurou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que as tropas israelenses não se retirariam totalmente do território palestino até que o Hamas esteja completamente desarmado.

Israel manifestou na segunda-feira preocupações em relação a um acordo divulgado pelo presidente dos Estados Unidos e aceito pelo grupo islâmico na sexta-feira, que trata da segunda etapa do plano.

Este acordo relaciona o desarmamento do Hamas com uma retirada gradual dos militares israelenses de Gaza.

O Conselho de Paz afirmou que a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) além de uma linha delimitada — que marca a divisão entre a área ocupada pelos israelenses, que compreende mais de 60% de Gaza, e o restante do território — não acontecerá enquanto o desarmamento completo não for alcançado, conforme o compromisso do Hamas com os mediadores.

Originalmente, uma versão preliminar do acordo mencionava a retirada total das tropas israelenses, mas essa informação foi revista posteriormente.

Ministros alinhados à extrema direita solicitaram uma votação no governo para rejeitar o acordo, argumentando que ele não corresponde ao que foi planejado inicialmente.

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Ana Toni destaca união global na COP30 após saída dos EUA do Acordo de Paris

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Ana Toni, economista e ex-secretária nacional de mudança do clima, além de diretora-executiva da COP30, afirmou nesta quarta-feira (5) que a conferência sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA), em novembro, evidenciou o compromisso dos países com o trabalho conjunto.

Antes do evento, Ana Toni mencionou que havia incertezas motivadas pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o que gerou dúvidas sobre a cooperação mundial na agenda climática.

“A grande preocupação era se outros países seguiriam o mesmo caminho. Contudo, nenhum país desistiu do Acordo de Paris, e as nações reforçaram a importância da colaboração internacional com a aprovação de 56 decisões oficiais por consenso, entre os 195 países participantes da COP em Belém”, explicou Ana Toni.

Entre os compromissos firmados, estão a aceleração da implementação prática do Acordo de Paris, a captação de US$ 1,3 trilhão em financiamento climática até 2035 e o aumento triplo dos recursos destinados à adaptação climática para países em desenvolvimento.

Durante um evento promovido pela Amcham Brasil na São Paulo Climate Week, a diretora-executiva da COP30 ressaltou que o próximo passo será intensificar a execução da agenda de ações em setores como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento.

Ana Toni destacou que a Austrália e a Turquia, que lideram a COP31, estão dividindo responsabilidades: a Austrália ficará encarregada das negociações, enquanto a Turquia cuidará da agenda de ações.

Os mecanismos para uma transição justa já foram definidos e agora precisam ser refinados nas negociações futuras.

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Sheinbaum solicita inclusão do México na visita do Papa à América Latina

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A presidente Claudia Sheinbaum anunciou nesta quarta-feira (5) que fará um pedido formal ao Vaticano para que o México seja adicionado ao roteiro da próxima viagem do papa Leão XIV pela América Latina.

O papa realizará visitas a 10 cidades nos países Uruguai, Argentina e Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro.

Sheinbaum já havia estendido esse convite pessoalmente ao pontífice em uma ligação no mês de dezembro do ano anterior. Agora, a solicitação será feita através do secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que atualmente está na Cidade do México.

“Vamos reforçar o convite para que ele visite nosso país”, declarou a presidente durante sua coletiva de imprensa diária.

Ela acrescentou que, para além do significado religioso para a comunidade católica, a visita do papa também tem relevância para temas atuais, como o debate sobre plataformas digitais e inteligência artificial, questões abordadas na primeira encíclica papal, frequentemente mencionada por Sheinbaum.

Com uma população de 126 milhões de pessoas, o México é dominado pelo catolicismo. Segundo o censo de 2020, 78% da população se identifica com essa fé.

A última visita papal ao México aconteceu em 2016, com o papa Francisco passando por cinco estados. Antes dele, o papa Bento XVI esteve no país em 2012, e o papa João Paulo II realizou cinco viagens ao México durante seu pontificado.

O cardeal Pietro Parolin deve celebrar uma missa na Basílica de Guadalupe ainda nesta quarta-feira. Sua agenda também inclui um encontro com uma entidade que reúne diversas partes da sociedade mexicana para desenvolver iniciativas voltadas à paz, segurança e justiça.

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Ministro argentino espera mudança ideológica no Brasil

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O Ministro de Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, declarou nesta quarta-feira (5) que o país aguarda uma alteração na orientação ideológica do Brasil, fazendo referência às eleições presidenciais deste ano.

“Esse é um anseio do presidente Javier Milei e creio que não devemos perder de vista que as reações da Argentina nunca foram feitas em nível diplomático”, afirmou em coletiva de imprensa.

Após o governo Lula reduzir o nível de representação diplomática entre os dois países e pedir o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Quirno destacou que o Brasil enfrenta divergências semelhantes com outras nações, como o Paraguai, mostrando que o problema não é exclusivo com a Argentina.

“A Argentina lamenta a decisão unilateral tomada pelo Brasil. Acreditamos que essa não é a abordagem correta. Estamos sempre dispostos a preservar as relações. Como mencionei recentemente em uma entrevista, da nossa parte não haverá qualquer retaliação diplomática em resposta às ações brasileiras”, enfatizou o ministro.

“O Brasil tem total liberdade para decidir o que achar conveniente. Continuaremos mantendo as relações conforme o nível definido pelo Brasil. Para haver conflito, são necessárias duas partes. Não contem com a Argentina para isso.”

Em comunicado oficial, o Ministério de Relações Exteriores da Argentina demonstrou desapontamento com a escolha brasileira de “seguir se isolando do restante da região” por motivos puramente ideológicos.

“Nos últimos anos, houve diversas declarações e apoios políticos trocados entre líderes dos dois países. Em todas essas situações, sem exceção, a Argentina optou por não transformar tais eventos em crises diplomáticas”, diz o texto oficial.

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