Brasil
Chanceler argentino quer mudança ideológica no Brasil
O ministro de Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira (5) que a Argentina espera uma reorientação ideológica no Brasil, em referência à eleição presidencial deste ano.
“Este é um anseio expresso pelo presidente Javier Milei, e acredito que é importante lembrar que as respostas da Argentina nunca foram de caráter diplomático”, declarou em coletiva de imprensa.
Após o governo de Lula reduzir o nível de representação diplomática entre os países e solicitar o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Quirno mencionou que o Brasil está enfrentando atritos com outras nações, como o Paraguai, indicando que a situação não é exclusiva da Argentina.
“A Argentina lamenta a decisão unilateral do Brasil e acredita que essa não é a melhor via. Estamos sempre abertos a manter as relações. Como comentei recentemente em uma entrevista, não haverá nenhuma reação diplomática por parte da Argentina às ações do Brasil”, enfatizou o ministro.
“O Brasil tem total liberdade para tomar as decisões que julgar necessárias. Continuaremos a manter as relações no nível que o Brasil decidir. Afinal, para conflito, é preciso mais de um. Não contem com a Argentina para isso.”
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina expressou pesar pela decisão brasileira de continuar se afastando da região por motivos ideológicos.
“Nos últimos anos, ocorreram diversas declarações e apoios políticos cruzados entre os líderes dos dois países. Em todas as ocasiões, sem exceção, a Argentina decidiu não transformar esses episódios em crises diplomáticas”, aponta o comunicado.
Brasil
Gilmar alerta sobre problemas nas pautas-bomba do Congresso
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira, 6, que o Brasil está enfrentando uma fase marcada pela aprovação de “pautas-bomba” por meio de emendas constitucionais.
De acordo com o ministro, essa situação motivou a sua sugestão de criar uma súmula para impedir novas “pautas-bomba” que gerem despesas sem indicar a origem dos recursos.
“Estamos vivendo, talvez há algum tempo – e foi aí que surgiu a ideia da súmula – essa fase das chamadas pautas-bomba com Emenda Constitucional. Isso é muito preocupante, pois tenta-se driblar a essência da separação dos Poderes”, afirmou Gilmar durante uma sessão do STF.
Gilmar também destacou que a aprovação dessas emendas tem se tornado comum porque servem como um mecanismo para evitar o veto do presidente da República. Diferentemente das leis, as Emendas à Constituição não estão sujeitas à sanção ou veto presidencial.
Brasil
Toffoli apoia súmula contra medidas legislativas intempestivas
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio à criação de uma súmula que visa coibir a edição de novas pautas-bomba, proposta que foi apresentada pelo ministro Gilmar Mendes em junho. Essa declaração foi feita durante o julgamento sobre a legalidade de um plano de carreira para professores da cidade de Curitiba, aprovado sem previsão de recursos financeiros.
Toffoli ressaltou: “Já adianto que sou favorável à súmula. Em algumas ocasiões, um prefeito realiza, perto das eleições, ou até dois ou três anos antes, aumentos escalonados para servidores públicos, que funcionam quase como um cartão de fidelidade. É necessário sermos mais rigorosos”.
O ministro argumentou que com a aprovação da súmula, legislações que criem despesas públicas devem ter necessariamente a dotação orçamentária prevista previamente. O ministro Cristiano Zanin destacou que, mesmo sem a súmula, a jurisprudência do tribunal já restringe a edição dessas leis, fazendo referência ao precedente estabelecido no caso da desoneração da folha de pagamento.
Em abril, ao invalidar a lei que prorrogava a desoneração, o STF firmou um entendimento que impede a criação de novos benefícios fiscais sem a compensação adequada, bloqueando assim a aprovação de medidas que provoquem impactos financeiros sem a contrapartida necessária.
Brasil
Pai e madrasta presos por suspeita de espancar menino de três anos até a morte no Tocantins
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua esposa foram detidos de forma preventiva na quarta-feira, 5, suspeitos de causarem a morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas (TO), segundo informou a Polícia Civil. A defesa do casal foi contactada pelo Estadão, mas não respondeu. O espaço permanece aberto.
De acordo com o delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso, a criança faleceu no domingo, 2, porém o pai só comunicou o ocorrido às autoridades na segunda-feira, 3.
Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 6, o delegado declarou que as agressões provavelmente iniciaram no domingo, quando o menino teria sido espancado até a morte.
“É necessário entender o que causou a atitude violenta do pai que resultou no espancamento fatal do menino, assim como investigar o envolvimento da madrasta, seja por omissão ou por ação direta”, acrescentou o delegado.
Após a detenção, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) anunciou em comunicado que suspendeu temporariamente o registro profissional de Igor Gustavo Veloso de Sousa.
Essa suspensão ficará em vigor até que o procedimento disciplinar seja instaurado e analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED), garantindo o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
A OAB-TO ressaltou que a decisão foi tomada pela Diretoria, pelo Conselho Seccional e pela Presidência do TED, reafirmando o compromisso da instituição com os princípios que regem a prática da advocacia.
-
Cidades3 semanas atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Brasil8 meses atrásAnvisa recolhe lava-roupas líquido Ypê por contaminação
-
Brasil8 meses atrásPrincipais mudanças no licenciamento ambiental aprovadas pelo Congresso
-
Brasil8 meses atrásContador revela casos de fraudes ligadas ao INSS na CPMI
-
Mundo8 meses atrásChina executa ex-banqueiro por aceitar subornos de US$ 156 milhões
-
Economia8 meses atrásNovo salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro
-
Brasil8 meses atrásZanin permite julgamento de ação contra deputados do PL por corrupção
-
Destaque8 meses atrásApoio de Rodrigo Pinheiro a Humberto Costa e deputada do MST causa reação entre aliados e bolsonaristas em Caruaru
