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Ana Toni destaca união global na COP30 após saída dos EUA do Acordo de Paris

Ana Toni, economista e ex-secretária nacional de mudança do clima, além de diretora-executiva da COP30, afirmou nesta quarta-feira (5) que a conferência sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA), em novembro, evidenciou o compromisso dos países com o trabalho conjunto.

Antes do evento, Ana Toni mencionou que havia incertezas motivadas pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o que gerou dúvidas sobre a cooperação mundial na agenda climática.

“A grande preocupação era se outros países seguiriam o mesmo caminho. Contudo, nenhum país desistiu do Acordo de Paris, e as nações reforçaram a importância da colaboração internacional com a aprovação de 56 decisões oficiais por consenso, entre os 195 países participantes da COP em Belém”, explicou Ana Toni.

Entre os compromissos firmados, estão a aceleração da implementação prática do Acordo de Paris, a captação de US$ 1,3 trilhão em financiamento climática até 2035 e o aumento triplo dos recursos destinados à adaptação climática para países em desenvolvimento.

Durante um evento promovido pela Amcham Brasil na São Paulo Climate Week, a diretora-executiva da COP30 ressaltou que o próximo passo será intensificar a execução da agenda de ações em setores como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento.

Ana Toni destacou que a Austrália e a Turquia, que lideram a COP31, estão dividindo responsabilidades: a Austrália ficará encarregada das negociações, enquanto a Turquia cuidará da agenda de ações.

Os mecanismos para uma transição justa já foram definidos e agora precisam ser refinados nas negociações futuras.

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Houthis do Iêmen dizem ter atacado dois navios de petróleo da Arábia Saudita

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Os rebeldes Houthis do Iêmen, que têm apoio do Irã, declararam nesta quarta-feira (5) que realizaram ataques a dois navios petroleiros sauditas; um no Mar Vermelho, perto da cidade de Yanbu, e outro no Golfo de Áden.

Yanbu, situada no Norte do Mar Vermelho, tornou-se o principal porto para a exportação do petróleo da Arábia Saudita após o Irã bloquear o tráfego na passagem do Estreito de Ormuz.

Os Houthis, que controlam várias regiões do Iêmen, instituíram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita em 22 de julho.

Essa ação anunciada pelos Houthis compromete a capacidade da Arábia Saudita de exportar seu petróleo pelo Mar Vermelho, que é uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz.

Conforme comunicado de seu porta-voz militar, Yahya Saree, em vídeo, o grupo conseguiu atingir o petroleiro saudita Wafa, localizado no norte do Mar Vermelho, próximo à costa de Yanbu, com múltiplos mísseis balísticos.

Horas depois, anunciaram um segundo ataque contra outro navio petroleiro saudita no Golfo de Áden, reforçando o bloqueio imposto à frota saudita.

No primeiro ataque, Saree destacou que o bloqueio força a Arábia Saudita a desviar seus petroleiros para o norte do Mar Vermelho.

No segundo ataque, o petroleiro Daisy foi atingido por um míssil balístico, segundo uma porta-voz dos Houthis.

Com o bloqueio promovido pelo Irã no Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandeb vem assumindo papel fundamental como rota para o petróleo bruto.

Este corredor marítimo entre o Iêmen e Djibuti conecta o Mar Vermelho ao oceano Índico e, através do Canal de Suez, ao Mar Mediterrâneo.

As exportações marítimas de petróleo bruto da Arábia Saudita através de Bab el-Mandeb aumentaram oito vezes entre março e meados de julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com informações da empresa Kpler, que monitora o transporte marítimo.

Em junho, essas remessas atingiram quase 100 milhões de barris, um salto significativo comparado aos 7 milhões registrados em fevereiro.

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Mundo

Presidente do Irã diz que falar com líder supremo está difícil no momento

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira (5) que está complicado conversar com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, atualmente.

Mojtaba Khamenei foi ferido em um ataque conjunto americano-israelense ao Irã em 28 de fevereiro, que desencadeou um conflito no Oriente Médio. Desde que assumiu o lugar de seu pai, Ali Khamenei, que faleceu no mesmo ataque, Mojtaba não tem aparecido em público.

“Hoje em dia, é bastante complicado estabelecer contato com ele, mas sua presença é uma enorme fonte de força para nós, permitindo que continuemos avançando”, afirmou Pezeshkian em um discurso na televisão.

Mojtaba Khamenei tem feito comunicações por meio de declarações escritas, mas sua postura discreta neste período de tensão com os Estados Unidos gerou dúvidas sobre sua relação com outras autoridades importantes.

Ele não participou nem mesmo das cerimônias em memória de seu pai no mês passado.

Mesmo assim, Pezeshkian defendeu o líder e garantiu que teve encontros produtivos com ele, ressaltando a cordialidade com que foi tratado e destacando que as ideias de Mojtaba são baseadas em uma lógica muito consistente.

“Infelizmente, algumas pessoas com más intenções acabam apresentando uma visão errada e distorcida sobre ele devido à situação atual”, disse Pezeshkian.

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Mídia internacional comenta revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA como aumento de tensão

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Principais veículos de mídia globais destacaram a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, classificando isso como um aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos.

O New York Times intitulou sua matéria “EUA revogam visto de diplomata brasileira de alto escalão, elevando as tensões”. Já o El País, em sua versão americana, apresentou a notícia com o título “Estados Unidos e Brasil vivem um confronto diplomático entre grandes potências”.

Veículos britânicos como a BBC e o Guardian também interpretaram o episódio como um momento de escalada nas relações. A emissora do Catar, Al Jazeera, igualmente noticiou a situação nesse tom.

O Wall Street Journal apontou que a medida ocorre em meio a um crescente conflito diplomático relacionado a suposta interferência dos EUA nas eleições presidenciais brasileiras previstas para outubro.

O Washington Post destacou que a ação americana foi uma forma de retaliação, enfatizando que as notícias foram baseadas em declarações do Departamento de Estado dos EUA e seus porta-vozes, que afirmaram que o governo norte-americano reagiu à decisão do Brasil de adiar a aprovação formal do novo embaixador dos EUA em Brasília e negar vistos a diplomatas americanos.

Emissoras como a americana CNN e a alemã DW repercutiram a informação de maneira objetiva, baseando-se nas declarações oficiais.

A DW destacou que o Brasil rejeitou a decisão dos Estados Unidos, chamando-a de uma escalada e alegando que ela mostrava interesse dos EUA em influenciar as próximas eleições presidenciais brasileiras. “Esta decisão não é um evento isolado. Faz parte de uma série de medidas hostis contra o Brasil, movidas por razões ideológicas”, publicou a emissora citando o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comunicado. A emissora chinesa CGTN também mencionou a posição do governo brasileiro, que qualificou como “infundadas” as justificativas apresentadas pelos EUA.

Por sua vez, a Fox News divulgou a declaração de um representante oficial do Departamento de Estado dos EUA: “Mantivemos comunicação constante com o governo brasileiro durante semanas e oferecemos diversas oportunidades para que adotassem a postura correta, contudo, eles têm repetidamente postergado e criado dificuldades”.

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