Notícias
União Brasil vai priorizar o interesse de Pernambuco, diz Ciro Nogueira
O presidente nacional do Partido Progressistas (PP) e copresidente nacional da Federação União Progressista, Ciro Nogueira, expressou sua confiança ao garantir que o União Brasil (UB) dará prioridade ao estado de Pernambuco em suas decisões.
A declaração foi feita durante a convenção da Federação, realizada na sede do PP em Boa Viagem, na manhã desta quarta-feira (5).
“Toda decisão que ocorre de última hora traz mais emoção. Pode ter certeza de que eles (a União Brasil) colocarão os interesses de Pernambuco acima de interesses pessoais”, afirmou.
Economia
ONGs e coletivos do Pernambuco têm prazo final para edital BNDES Periferias Fortes
Organizações da sociedade civil e coletivos que atuam em comunidades periféricas do Pernambuco têm até 12 de agosto para se inscreverem no BNDES Periferias Fortes – Nordeste, projeto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Instituto Ekloos.
O programa escolherá 85 propostas em oito estados do Nordeste, inclusive Pernambuco, com um investimento total superior a R$ 17 milhões para fortalecer organizações que atuam diretamente nas comunidades. As inscrições são feitas pela plataforma oficial, onde o edital completo e as orientações estão disponíveis.
As selecionadas participarão de um programa de desenvolvimento institucional, com treinamentos, mentorias especializadas, apoio à formalização e acesso a recursos financeiros de até R$ 100 mil para organizações pequenas e até R$ 300 mil para as de porte médio.
Quem pode participar – Organizações sem fins lucrativos constituídas, assim como coletivos não formalizados, desde que demonstrem histórico consistente de atuação local, podem se candidatar.
As ações devem focar na melhoria das condições de vida de populações de baixa renda, especialmente em áreas como geração de emprego e renda, educação, saúde, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional.
O edital dá prioridade a organizações lideradas por mulheres, pessoas negras e residentes das próprias comunidades periféricas, valorizando o protagonismo local.
Terceiro setor impulsiona a economia brasileira
O Brasil conta com cerca de 815 mil organizações da sociedade civil, e o terceiro setor representa cerca de 4,27% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Apesar da relevância, essas organizações enfrentam desafios para garantir sustentabilidade financeira.
Pesquisa do Instituto Ekloos realizada em 2026 indica que captar recursos é o maior desafio para mais de 74% dessas organizações, e quase 60% não contam com fontes permanentes de financiamento.
Para Andréa Gomides, fundadora do Instituto Ekloos, este cenário destaca a importância de apoiar as organizações não apenas com financiamentos pontuais, mas oferecendo condições para aprimorarem sua gestão e autonomia, especialmente para coletivos periféricos e pequenos grupos que não possuem processos e estruturas habituais exigidos pelos financiadores.
Andréa Gomides explica: “É proporcionar acesso a formação em gestão, planejamento estratégico, comunicação, governança, sustentabilidade financeira, monitoramento de resultados e captação de recursos. É criar condições para que uma organização supere demandas imediatas e construa uma atuação sólida para os anos futuros.”
As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de agosto pelo site oficial do programa.
Mundo
Como a desinformação impulsionou a recente chegada em massa de migrantes a Ceuta
“A fronteira de Ceuta estava aberta” foi um boato que se espalhou rapidamente e fez com que cerca de 72 mil migrantes tentassem atravessar para o enclave espanhol vindo do Marrocos no final de julho.
Esse rumor surgiu de uma interpretação errada da lei e ganhou força nas redes sociais, conforme apontam especialistas consultados pela AFP.
A maioria dos 72 mil migrantes chegou a Ceuta nadando ou a pé. Desses, aproximadamente 70 mil já retornaram ao Marrocos, segundo dados recentes do Ministério do Interior da Espanha.
De acordo com um relatório de Chema Gil, analista de segurança e pesquisador da Universidade de Múrcia, a onda migratória foi estimulada por uma campanha online que começou no início do mês e alcançou mais de 11 milhões de visualizações.
As redes sociais tiveram papel crucial ao convocar e incentivar essa ação, dizem os especialistas.
Com base na suposição de que os migrantes não seriam devolvidos, circularam mensagens por contas anônimas, com poucas interações, levantando suspeitas sobre o uso de algoritmos para disseminação em massa, conforme explicou Mohamed Benaissa, presidente do Observatório do Norte dos Direitos Humanos.
Além disso, uma investigação de fontes abertas da empresa tecnológica Golden Owl concluiu com alta confiança que essa chegada em massa foi uma operação deliberadamente organizada.
Marcelino Madrigal, especialista em redes e segurança, afirmou que já havia indícios nas redes sociais de que isso poderia acontecer, apontando que os rumores surgiram principalmente no Facebook e WhatsApp, mas não é possível precisar quem iniciou.
Interpretação errada da decisão do Supremo Tribunal
Uma das motivações para a travessia foi a interpretação incorreta de uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha, de 8 de julho, conforme afirmou o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que atribuiu a responsabilidade às máfias de tráfico humano.
Uma publicação no Instagram, feita um dia após a decisão, mencionava o Supremo Tribunal para alegar que a lei proibiria a devolução imediata dos migrantes no mar.
No entanto, essa resolução não indicava que a fronteira estivesse aberta para chegadas marítimas, segundo os advogados Antonio Benítez Ostos e Antonio Jesús Pérez.
A lei determina que a rejeição na fronteira não pode ser aplicada a quem for interceptado em alto-mar, onde se aplica outro procedimento com garantias mínimas, conforme explicado pela advogada em direitos humanos Laura María Medina Ferreras.
Após o ocorrido, a Espanha instalou barreiras flutuantes na fronteira com o Marrocos, o que pode permitir a rejeição na fronteira caso sejam consideradas elementos de contenção, conforme os advogados mencionados.
Possibilidade de novas ondas migratórias
Marcelino Madrigal alertou que o fenômeno pode se repetir, citando novas publicações que convocam chegadas em massa em agosto e criticando as plataformas digitais por não desmentirem conteúdos que podem estimular essas travessias.
Ele destacou que eventos assim são prováveis de acontecer novamente e não somente na Espanha.
Essa não é a primeira vez que as redes sociais incentivam a migração irregular do Marrocos para Ceuta. Em 2024, um episódio parecido resultou em mais de 150 pessoas processadas no Marrocos.
Economia
Superávit da balança comercial brasileira chega a US$ 7,067 bilhões em julho
A balança comercial do Brasil apresentou um superávit de US$ 7,067 bilhões em julho, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 6 de agosto.
Esse saldo positivo decorreu de exportações no total de US$ 34,119 bilhões e importações que somaram US$ 27,052 bilhões.
Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações subiram 6,2%, com destaque para o setor agropecuário, que cresceu 9,3% alcançando US$ 7,823 bilhões. A indústria extrativa registrou alta de 10,8%, atingindo US$ 8,234 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 2,4%, totalizando US$ 17,834 bilhões.
Quanto às importações, houve aumento de 7,6% em relação a julho do ano passado. No setor agropecuário, ocorreu uma redução de 4,1%, com US$ 478,2 milhões importados. A indústria extrativa teve alta de 31,4%, chegando a US$ 1,323 bilhão, e a indústria de transformação subiu 6,9%, totalizando US$ 28,088 bilhões.
No acumulado do ano até julho, o saldo positivo da balança comercial brasileira foi de US$ 49,039 bilhões, sustentado por exportações de US$ 218,552 bilhões e importações de US$ 169,513 bilhões, representando um aumento de 31,9% em comparação ao mesmo período de 2025.
As exportações cresceram 10,5% no acumulado, com o setor agropecuário elevando-se 9,2% para US$ 50,481 bilhões, a indústria extrativa avançando 21,3% para US$ 54,355 bilhões, e a indústria de transformação aumentando 6,3%, atingindo US$ 112,500 bilhões.
As importações aumentaram 5,5% no período de janeiro a julho, destacando-se a queda de 14,7% no setor agropecuário, que importou US$ 3,187 bilhões. A indústria extrativa teve crescimento de 3,3%, com US$ 7,213 bilhões importados, e a indústria de transformação cresceu 6,1%, totalizando US$ 158,004 bilhões.
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