Economia
IPC-S sobe 0,52% na 3ª quadrissemana de setembro, após alta de 0,49% na 2ª prévia, diz FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas, apresentou um crescimento de 0,52% na terceira quadrissemana de setembro, superando a alta de 0,49% registrada na segunda quadrissemana. Nos últimos 12 meses, o índice acumulou um aumento de 3,80%.
Três dos oito grupos que integram o IPC-S mostraram aceleração neste período: Alimentação (passando de 0,21% para 0,58%), Vestuário (de 0,06% para 0,30%) e Educação, Leitura e Recreação (de -1,34% para -1,12%).
Por outro lado, alguns grupos tiveram uma desaceleração: Habitação (de 1,94% para 1,86%), Despesas Diversas (de 1,83% para 1,02%), Comunicação (de 0,27% para 0,21%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,26% para 0,19%). O grupo de Transportes manteve a mesma variação de -0,09% da apuração anterior.
Principais fatores de influência
Os itens que mais contribuíram para a alta do índice incluíram a tarifa de eletricidade residencial, que permaneceu estável em 8,64%, o tomate, que teve um aumento expressivo de 14,52% para 24,02%, cigarros, que passaram de 12,23% para 6,57%, condomínio residencial, que subiu de 1,24% para 1,30%, e a batata-inglesa, que teve uma elevação significativa de -0,23% para 13,69%.
Em contrapartida, foram responsáveis por puxar o índice para baixo os seguintes itens: entradas em cinemas, que caíram de -28,12% para -33,38%, mamão papaya, que teve uma leve melhora negativa de -16,99% para -15,11%, tarifa de ônibus urbano, que manteve-se estável em -1,56%, seguro facultativo para veículos, que passou de -2,17% para -1,90%, e passagem aérea, que teve uma queda menor de -6,98% para -2,10%.
Economia
Suape tem maior movimento em agosto da sua história
O Porto de Suape registrou um marco inédito em agosto de 2026, movimentando 2.726.020 toneladas de cargas, o maior volume já atingido no porto pernambucano em um único mês.
Esse novo recorde superou o antigo, registrado em agosto de 2024, quando foram movimentadas 2.670.132 toneladas.
Os granéis líquidos foram o principal destaque, com a operação de 1.976.745 toneladas, representando 72,5% do total e um crescimento de 61% em comparação com agosto de 2025.
Entre os produtos, destacam-se petróleo e derivados que são essenciais na matriz de cargas de Suape, que completará 48 anos em novembro.
Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente de Suape, ressaltou: “Ultrapassar 2,7 milhões de toneladas em um único mês é uma conquista marcante, demonstrando a capacidade da infraestrutura do porto em atender à demanda crescente. Este resultado reflete um ano de expansão e destaca a importância dos investimentos para aumentar eficiência e capacidade.”
O aumento da movimentação de granéis líquidos está diretamente ligado ao crescimento na produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que funciona no complexo e processa até 130 mil barris de petróleo diários.
No acumulado de janeiro a agosto, os líquidos somaram 12.735.507 toneladas, representando 67,6% do total movimentado no período.
Crescimento contínuo
Este recorde mensal acontece diante do crescimento de 22,8% na movimentação total de janeiro a agosto de 2026, com 18.835.314 toneladas operadas.
Durante esse período, as atracações chegaram a 1.103, um aumento de 9,6%. Os contêineres corresponderam a 25,2% do total, enquanto os granéis sólidos representaram 5,6% e a carga geral solta, 1,6%.
O segmento de granéis sólidos, que inclui produtos como clínquer, trigo e coque de petróleo, movimentou 1.046.052 toneladas, um avanço de 27,2% sobre o mesmo período do ano anterior.
Com o resultado de agosto, o porto se aproxima da marca de 19 milhões de toneladas em oito meses, impulsionado pelos granéis líquidos e outros setores da operação.
Economia
Juros futuros sobem acompanhando dólar e mercado internacional
Depois de recuarem no dia anterior, as taxas de juros futuras mostram leve aumento na manhã desta quarta-feira, 23. Esse movimento acompanha o dólar e o cenário cauteloso no exterior, que impulsiona o preço do petróleo e eleva os rendimentos dos títulos públicos americanos, criando uma possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros nacionais. A liquidez do mercado permanece baixa em um dia com poucas movimentações na agenda econômica.
Às 9h13 desta quarta-feira, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 13,540%, ligeiramente acima dos 13,530% registrados na última atualização. Para janeiro de 2029, o DI subiu para 13,740%, frente a 13,670%, e para janeiro de 2031, a taxa avançou para 13,930%, comparada aos 13,864% do ajuste anterior na terça-feira, 22.
Economia
Dólar sobe com Fed e eleição no Brasil em foco
O dólar está subindo no mercado à vista e levando os juros futuros para cima na manhã desta quarta-feira, 23, após terem caído na véspera. Às 9h35, a moeda americana valorizava 0,73%, cotada a R$ 5,1404, enquanto o índice DXY do dólar atingia uma nova máxima, com 100,961 pontos.
O real encontra-se pressionado diante da valorização global do dólar e do aumento nos rendimentos dos Treasuries, influenciado pelas expectativas de novas elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Essas expectativas sobrepõem-se ao alívio nos preços do petróleo, causado pela possibilidade de diminuição do conflito no Oriente Médio, fator que geralmente enfraquece a moeda americana, já que os Estados Unidos são exportadores líquidos de petróleo.
Investidores locais também analisam a pesquisa Atlas/Bloomberg, que indica um empate técnico no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas revela uma reversão da vantagem numérica a favor de Lula, em comparação à sondagem anterior, fortalecendo a percepção de estagnação do candidato Flávio Bolsonaro.
No segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 47,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 47,4%, revertendo a vantagem anterior de 0,4 ponto para 0,3 ponto de Lula. Nos votos válidos, Lula atinge 50,2% contra 49,8% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, ambos aumentaram em 1,7 ponto: Lula alcançou 45,8% e Flávio, 43,4%, mantendo uma diferença de 2,4 pontos. Juntos, passaram de 85,8% para 89,2%.
O UBS GWM aponta três motivos que mantêm elevado o prêmio de risco no Brasil: eleição acirrada, deterioração fiscal e juros globais persistentemente altos. Diante desse cenário, recomenda investir em títulos indexados à inflação e ativos globais para mitigar os riscos eleitorais e fiscais.
Situação no Oriente Médio: um ataque a um navio cargueiro no Estreito de Ormuz provocou um incêndio e o deixou à deriva, com dois tripulantes feridos; toda a tripulação foi evacuada. O incidente aumenta a tensão e o risco para a navegação na área.
A Rússia realizou nova ofensiva na capital ucraniana, Kiev, usando drones durante o dia nesta quarta-feira, poucas horas antes do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, fazer um discurso para líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU.
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