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Economia

Suape tem maior movimento em agosto da sua história

O Porto de Suape registrou um marco inédito em agosto de 2026, movimentando 2.726.020 toneladas de cargas, o maior volume já atingido no porto pernambucano em um único mês.

Esse novo recorde superou o antigo, registrado em agosto de 2024, quando foram movimentadas 2.670.132 toneladas.

Os granéis líquidos foram o principal destaque, com a operação de 1.976.745 toneladas, representando 72,5% do total e um crescimento de 61% em comparação com agosto de 2025.

Entre os produtos, destacam-se petróleo e derivados que são essenciais na matriz de cargas de Suape, que completará 48 anos em novembro.

Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente de Suape, ressaltou: “Ultrapassar 2,7 milhões de toneladas em um único mês é uma conquista marcante, demonstrando a capacidade da infraestrutura do porto em atender à demanda crescente. Este resultado reflete um ano de expansão e destaca a importância dos investimentos para aumentar eficiência e capacidade.”

O aumento da movimentação de granéis líquidos está diretamente ligado ao crescimento na produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que funciona no complexo e processa até 130 mil barris de petróleo diários.

No acumulado de janeiro a agosto, os líquidos somaram 12.735.507 toneladas, representando 67,6% do total movimentado no período.

Crescimento contínuo

Este recorde mensal acontece diante do crescimento de 22,8% na movimentação total de janeiro a agosto de 2026, com 18.835.314 toneladas operadas.

Durante esse período, as atracações chegaram a 1.103, um aumento de 9,6%. Os contêineres corresponderam a 25,2% do total, enquanto os granéis sólidos representaram 5,6% e a carga geral solta, 1,6%.

O segmento de granéis sólidos, que inclui produtos como clínquer, trigo e coque de petróleo, movimentou 1.046.052 toneladas, um avanço de 27,2% sobre o mesmo período do ano anterior.

Com o resultado de agosto, o porto se aproxima da marca de 19 milhões de toneladas em oito meses, impulsionado pelos granéis líquidos e outros setores da operação.

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Economia

Poços próximos à Foz do Amazonas terão perfuração iniciada em janeiro, informa Petrobras

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Petrobras deve finalizar em outubro a perfuração do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, onde foi identificado petróleo, conforme comunicado da chefe de engenharia da empresa, Renata Baruzzi, durante a feira Rio Oil & Gas no Rio de Janeiro.

Os três poços adjacentes, para os quais a companhia já obteve autorização do Ibama para busca de petróleo, terão a perfuração iniciada em janeiro, segundo a executiva. A espera se deve à chegada da plataforma de perfuração NS-43, atualmente posicionada no campo de Búzios.

A Petrobras anunciou em 14 de agosto a descoberta de petróleo no poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Em 4 de setembro, o Ibama autorizou a perfuração de três novos poços exploratórios próximos: Manga, PAD Morpho e Crotalus, todos localizados no Bloco FZA-M-59.

A Margem Equatorial é vista como a futura fronteira da exploração de petróleo no Brasil e conta com um investimento previsto de US$ 2,5 bilhões entre 2026 e 2030 pela estatal. Após a descoberta no Morpho, a análise dos três poços vizinhos é fundamental para determinar a viabilidade comercial da exploração na área.

Caso a Petrobras conclua que a exploração comercial é viável, será necessário solicitar uma nova licença.

Da costa do Rio Grande do Norte até a Guiana

Com extensão de 2.200 quilômetros ao longo da costa brasileira, a Margem Equatorial abrange desde o Rio Grande do Norte até o estado do Amapá, estendendo-se também a países vizinhos até a Guiana. Essa região marítima possui grande potencial petrolífero, resultado da formação do Oceano Atlântico, originada da fragmentação do antigo supercontinente Gondwana e da separação entre América do Sul e África.

Desde 2015, a Guiana tem acumulado importantes descobertas de petróleo, com reservas estimadas em quase 11 bilhões de barris de óleo equivalente no bloco Stabroek, operado pela ExxonMobil. No Suriname, o bloco 58 também confirmou a presença de reservas significativas.

A Bacia da Foz do Amazonas é uma das cinco bacias que compõem a Margem Equatorial no Brasil. Destas, somente a Potiguar possui exploração petrolífera ativa. Caso as expectativas sobre grandes reservas na Foz do Amazonas sejam confirmadas, isso representará um avanço histórico na exploração brasileira, comparável às descobertas do pré-sal em 2006 e à descoberta em águas profundas na Bacia de Campos em 1974.

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Economia

Brasil alcança 35% de empreendedores com CNPJ

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De cada 100 empreendedores no Brasil no ano passado, 35 possuíam registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), totalizando 10,7 milhões de pessoas. Essa é a maior taxa já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2025, o Brasil tinha 103 milhões de pessoas ocupadas, sendo 30,6 milhões classificadas como empreendedoras, incluindo empregadores e trabalhadores por conta própria. Desses, quase 20 milhões (65%) não tinham CNPJ.

Este dado foi divulgado em uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, na quarta-feira (23).

Evolução histórica

Desde 2012, quando 24% dos empreendedores tinham CNPJ, houve um crescimento constante: antes da pandemia (2019), a taxa era 29,3%, em 2024 era 33,6% e em 2025 chegou a 35%. Ter CNPJ traz vantagens, como emitir notas fiscais, obter crédito, contratar funcionários formalmente e ter benefícios previdenciários. Também beneficia a economia ao gerar arrecadação tributária.

Classificações dos trabalhadores

O IBGE divide os empreendedores em empregadores, que possuem pelo menos um empregado, e trabalhadores por conta própria, que trabalham em seu próprio negócio sem empregados. Entre empregadores, 81,1% possuem CNPJ, índice estável e elevado desde 2019. Entre trabalhadores por conta própria, 27,1% tinham CNPJ em 2025, maior índice da série histórica (em 2012 era 15%).

William Kratochwill, analista da pesquisa, destaca que, apesar do avanço, o índice ainda é baixo, refletindo o nível de escolaridade dos trabalhadores. Segundo ele, quanto maior a instrução, maior a formalização.

Escolaridade e formalização

Foi a primeira vez que mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com ensino superior tinham registro formal. Aqueles com ensino médio completo ou superior incompleto também ficaram acima da média (29,7%). Já os com ensino fundamental completo ou incompleto tinham os menores índices (18,6% e 11%, respectivamente).

O crescimento do CNPJ entre os mais instruídos é impulsionado por programas que simplificam a formalização, como o Microempreendedor Individual (MEI).

Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma forma de formalizar o trabalho por conta própria, com impostos simplificados e acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Para ser MEI, o trabalhador deve cumprir requisitos como exercer atividades permitidas, contratar no máximo um empregado, não ser sócio de outra empresa e ter faturamento anual até R$ 81 mil.

Formalização por setor

  • Comércio e reparação de veículos: 36,7%
  • Serviços: 33,5%
  • Indústria geral: 22,8%
  • Construção: 14,8%
  • Agricultura, pecuária, pesca e afins: 6,5%

Associação a cooperativas e sindicalização

De 2012 a 2025, a associação de trabalhadores por conta própria e empregadores a cooperativas diminuiu de 6,3% para 4,7%. A sindicalização se manteve estável após longo declínio: em 2025, 8,8% dos trabalhadores estavam sindicalizados, cerca de 9,1 milhões de pessoas.

William Kratochwill comenta que a queda da sindicalização está ligada à reforma trabalhista de 2017, que eliminou a contribuição sindical obrigatória, e à insatisfação dos trabalhadores com os sindicatos. Além disso, observa que a adesão dos jovens à sindicalização é fraca, enquanto trabalhadores mais velhos tendem a se desligar.

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Economia

Petrobras e ENH firmam parceria para explorar petróleo e gás

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Petrobras anunciou nesta quarta-feira, dia 23, a celebração de um memorando de entendimento (MoU) com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), de Moçambique, para criar uma colaboração estratégica no campo do petróleo e gás.

Conforme informado pela estatal, o acordo visa a cooperação em atividades conjuntas como estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização, além da troca de conhecimentos e experiências técnicas.

O documento tem duração de dois anos, podendo ser renovado mediante consenso entre as partes envolvidas.

A ENH atua como a entidade comercial do governo moçambicano, responsável pela pesquisa, produção, processamento, comercialização e distribuição de petróleo e gás, incluindo o desenvolvimento de projetos ao longo de toda a cadeia do setor petrolífero.

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