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Anvisa aprova remédio para tratar hipoparatireoidismo crônico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Yorvipath (palopegteriparatida), que é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide, indicada para o tratamento de adultos que sofrem de hipoparatireoidismo crônico.

Em comunicado, a agência explicou que essa condição é rara, mas tem tratamento. O problema causa níveis baixos de cálcio no sangue e geralmente ocorre devido a danos nas glândulas paratireoides durante cirurgias. Além disso, pode ser causada por doenças genéticas e autoimunes.

De acordo com a Anvisa, a palopegteriparatida é um pró-fármaco que libera o hormônio da paratireoide de forma prolongada, projetado para manter um nível estável e contínuo do hormônio por até 24 horas.

Conforme informações fornecidas pela agência, o medicamento ajuda a regular o cálcio e o fosfato no organismo, aumentando a reabsorção renal do cálcio, ajustando a eliminação de fosfato pelos rins e estimulando a produção ativa de vitamina D.

Este efeito possibilita a restauração mais natural e eficaz das funções do hormônio da paratireoide (PTH), que está ausente ou em níveis insuficientes no organismo, explicou o comunicado.

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Economia

Registro de CNPJ entre autônomos cresce e alcança maior nível em 2025

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A porcentagem de empregadores ou trabalhadores autônomos que possuem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu o maior índice desde 2012, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A proporção de pessoas ocupadas como empregador ou por conta própria no emprego principal que possuem CNPJ cresceu de 24% em 2012 para 35% em 2025, um aumento de 11 pontos percentuais.

Os números são provenientes da pesquisa Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho – 2025, divulgada em 23 de junho de 2025 pelo IBGE. A série histórica deste levantamento tem início em 2012, com interrupções nos anos de 2020 e 2021 devido à pandemia.

Esse crescimento foi impulsionado pela maior cobertura do CNPJ entre trabalhadores autônomos, que alcançou o recorde histórico de 27,1% em 2025, quase o dobro do percentual registrado em 2012 que era de 15%.

No entanto, a formalização permanece mais alta entre os empregadores, cuja proporção com CNPJ passou de 75,6% em 2012 para 81,1% em 2025.

Segundo o IBGE, o aumento está relacionado ao nível educacional dos trabalhadores. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores autônomos com ensino superior estavam registrados formalmente com CNPJ.

William Kratochwill, responsável pela pesquisa, comentou: “A taxa de registro está fortemente associada ao nível de instrução, pois quanto maior a educação, mais preparado o trabalhador está para o mercado e mais consciente das vantagens e dos desafios de ter o seu registro formal”.

O total de trabalhadores por conta própria atingiu um recorde de 26,2 milhões em 2025, representando 25,4% da população ocupada, enquanto os empregadores somavam aproximadamente 4,5 milhões, cerca de 4,4% dos ocupados.

Dessa forma, o número de trabalhadores autônomos formalizados com CNPJ chegou a cerca de 7,1 milhões de pessoas em 2025, quase o dobro dos empregadores com registro, que eram 3,7 milhões.

O levantamento destaca que ainda não há dados específicos para analisar a “pejotização” — contratação como pessoa jurídica em vez de registro em carteira — fenômeno reconhecido como estratégia para redução de custos pelas empresas.

Kratochwill também apontou que programas governamentais, como o MEI (microempreendedor individual), podem ter facilitado a formalização dos profissionais mais qualificados.

Ele disse: “O público com ensino superior completo inclui prestadores de serviços que, em algum momento, enfrentaram dificuldades para abrir uma empresa no Brasil, mas programas como o MEI facilitaram o processo para que essas pessoas tenham sua empresa legalizada e registrada”.

As regiões Sul (46,7%) e Sudeste (41,6%) apresentaram as maiores proporções de empregadores e trabalhadores autônomos com CNPJ em 2025. Por outro lado, Norte (15,6%) e Nordeste (20,1%) tiveram os menores percentuais. O Centro-Oeste subiu de 30,1% em 2019 para 41,6% em 2025, igualando-se ao Sudeste.

Historicamente, as mulheres mantêm percentual superior aos homens: em 2025, 36,7% das trabalhadoras autônomas e empregadoras tinham CNPJ contra 34,2% dos homens. Essa vantagem feminina, que começou em 0,6 ponto percentual em 2012, alcançou o máximo de 3,0 pontos percentuais em 2022, consolidando-se em 2,5 pontos percentuais de diferença em 2025.

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Economia

EUA negam pedido da China para entrar em discussão tarifária da OMC com Brasil

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Os Estados Unidos recusaram a solicitação da China para participar das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) que envolvem a imposição de tarifas americanas sobre produtos do Brasil, que chegam a 37,5%.

Em um documento oficial divulgado na terça-feira, os EUA afirmaram que a justificativa da China sobre ter “interesse comercial significativo” na discussão com o Brasil não é fundamentada de forma adequada.

O texto destaca que o pedido de consultas apresentado pelo Brasil não envolve ações, políticas ou práticas da China, tampouco tarifas aplicadas a produtos chineses. Conforme as regras da OMC, a participação de um terceiro país só é permitida mediante o consentimento dos dois países principais envolvidos no debate.

Há pouco mais de um mês, a China solicitou autorização para fazer parte da discussão tarifária entre os EUA e o Brasil, alegando “interesse comercial relevante” nessas consultas. No pedido realizado em 6 de agosto, a China argumentou que as medidas podem impactar suas exportações, pois podem alterar as condições competitivas de seus produtos no mercado norte-americano.

As consultas na OMC são a etapa inicial para debater questões tarifárias entre nações.

Contexto

O Brasil iniciou uma queixa contra o pacote tarifário americano em 27 de julho. No processo, o país questiona as duas sobretaxas anunciadas no mês anterior pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), ambas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana: a primeira de 25% relacionada a uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras; a segunda de 12,5%, vinculada a uma apuração sobre supostas falhas brasileiras no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Juntas, essas medidas elevam a taxação de parte dos produtos exportados pelo Brasil para os EUA.

No documento enviado à OMC, o Brasil argumenta que Washington violou o princípio da nação mais favorecida, pilar do comércio internacional, ao aplicar tarifas específicas contra produtos brasileiros sem estender o mesmo tratamento a outros membros da organização. Além disso, alega que os EUA impuseram tarifas superiores aos limites permitidos pela OMC.

Outro ponto destacado é que os EUA adotaram medidas unilaterais para responder a alegadas violações comerciais, em vez de utilizar os mecanismos de solução de controvérsias da própria OMC.

Os EUA concordaram em iniciar as consultas com o Brasil em 10 de agosto. Conforme as regras da OMC, essa fase tem prazo de sessenta dias para ser concluída.

Próximas etapas

Se não houver entendimento durante essa fase, o Brasil pode solicitar a criação de um painel, contestando as questões já discutidas. Esse painel é composto por três especialistas independentes que analisam o caso, recebem os argumentos do país que reclama, a defesa do país alvo e manifestações de outros interessados. O prazo para conclusão do painel é de aproximadamente seis meses.

Caso a controvérsia permaneça, o país alvo (neste caso, os EUA) pode recorrer ao Órgão de Apelação, última instância para recursos. Contudo, esse órgão está atualmente paralisado, devido a um boicote dos EUA, que, desde o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump, têm impedido a nomeação de juízes para essa instância – política que foi mantida pelo atual governo do ex-presidente Joe Biden, do Partido Democrata.

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Mundo

ONU aumenta segurança em reunião em Nova York após pacote suspeito e trânsito problemático

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Na abertura do encontro anual dos líderes mundiais nas Nações Unidas, medidas de segurança foram intensificadas após a identificação de um pacote suspeito, causando um aumento na confusão ao redor da sede da ONU, localizada em Nova York (EUA).

Pela primeira vez, em resposta ao crescimento das ameaças, a segurança da ONU passou a exigir que todos os funcionários e diplomatas de níveis inferiores tivessem seus pertences escaneados por dispositivos específicos.

O desafio foi que existiam apenas dois scanners disponíveis para centenas de pessoas que tentavam acessar o edifício pela entrada destinada aos funcionários entre 8h e 9h (horário local) na terça-feira, dia 22, quando o encontro se iniciou. Muitos enfrentaram demoradas esperas e alguns ficaram bastante nervosos.

Comboios que transportavam presidentes, primeiros-ministros e monarcas tinham prioridade nas ruas próximas, frequentemente causando paralisações no trânsito.

A First Avenue, que segue para o norte ao lado do complexo da ONU, foi fechada para o tráfego comum, permitindo apenas o trânsito de comboios oficiais. Como resultado, muitos motoristas que tentavam seguir para o norte passaram a utilizar a Third Avenue, que também foi fechada pela polícia no meio da tarde de terça-feira após uma denúncia referente a um pacote suspeito, o que agravou ainda mais a situação do trânsito para os moradores de Nova York.

A polícia recebeu uma chamada aproximadamente às 15h (horário local) na terça-feira, sobre a presença de um pacote suspeito próximo ao cruzamento da East 43rd Street com a Third Avenue, o que motivou a mobilização do esquadrão antibombas e de outros agentes especializados. Após a avaliação, a polícia considerou o objeto inofensivo. Fonte: Associated Press.

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