Mundo
Furacão Polo se aproxima do México com potencial para causar grandes estragos
O furacão Polo está previsto para alcançar a costa do Pacífico no México nesta segunda-feira (28), trazendo chuvas intensas, ondas elevadas e prejuízos significativos.
O Polo deve chegar inicialmente como um furacão de categoria 3 por volta das 16h00, hora local (20h00 no horário de Brasília).
Moradores de Puerto San Carlos, uma cidade com aproximadamente 6.000 habitantes que depende majoritariamente do turismo, optaram por se deslocar para cidades próximas, conforme observaram jornalistas da AFP presentes no local.
Residências e estabelecimentos comerciais protegeram portas e janelas utilizando tábuas e sacos de areia.
Juan Manuel Sarabia, de 53 anos, explicou: “A força do vento pode pressionar as janelas para dentro, e os vidros podem quebrar. É fundamental proteger nossas famílias e nossos bens”.
A região da Baja California Sur é uma das mais vulneráveis a ciclones tropicais no México.
Este é o primeiro furacão a atingir a costa mexicana neste ano, e prevê-se que será bastante intenso em razão do fenômeno El Niño, que aquece as águas do oceano e favorece a formação de tempestades.
Durante a madrugada, ventos fortes começaram a atingir o pequeno porto de San Carlos, que amanheceu praticamente deserto.
O céu tinha uma coloração ocre devido às nuvens densas, e o mar mostrava ondas agitadas muito antes da chegada do furacão.
Sarabia instalou tábuas nas janelas de sua casa, reforçadas com ripas de madeira.
Ele comentou: “A tempestade está vindo com muita força”. Sarabia, que vive do turismo, levando visitantes para pescas e observação de baleias, sentiu um alívio ao verificar no aplicativo de previsão do tempo que o olho do furacão deverá passar um pouco mais ao norte.
Mundo
Papa Leão XIV pede paz na Europa ao deixar França
Papa Leão XIV fez um apelo pela paz na Europa e alertou, nesta segunda-feira (28), contra a “ilusão do rearmamento”, ao finalizar uma viagem de quatro dias à França, marcada pela presença de multidões neste país laico.
A agenda do pontífice, de 71 anos, foi intensa: em Paris, criticou os riscos da inteligência artificial e a “oferta de morte programada” com a eutanásia. Em Lourdes, prometeu proteger as vítimas de abusos sexuais na Igreja para evitar novos casos.
A paz e a Europa foram o foco da última parte de sua viagem na cidade de Metz, em um cenário marcado pela guerra na Ucrânia, o fortalecimento da extrema direita na Europa e a imprevisibilidade do então presidente americano, Donald Trump.
“Infelizmente, a guerra retornou também à Europa nesta época: um novo ‘massacre inútil’ que a cada dia causa muitas vítimas civis”, declarou o papa americano-peruano, usando uma expressão criada por Bento XVI.
“É preciso se comprometer com um diálogo paciente, ter coragem na negociação e estar disposto a ceder algumas posições pelo bem maior da paz”, acrescentou Leão XIV, cujo pai desembarcou na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.
Mentira e engano
A escolha de Metz, que França e Alemanha disputaram do final do século XIX até meados do século XX, não foi por acaso.
Nesta região nasceu Robert Schuman (1886-1963), um dos chamados “pais fundadores” da União Europeia, que o Vaticano pretende beatificar.
Este projeto, nascido dos escombros de uma Europa devastada, perdeu força nos últimos anos devido à crise política gerada pela chegada de migrantes, a saída do Reino Unido da UE e as divergências sobre como lidar com o presidente russo, Vladimir Putin.
“Hoje, as relações humanas e entre os Estados tornam-se cada vez mais cruéis”, afirmou o pontífice, pedindo que a Europa interrompa a “espiral” de “mentira e engano”, numa crítica indireta a políticos populistas como o presidente dos EUA, Donald Trump.
Após reafirmar seu apoio ao “direito internacional e ao multilateralismo”, o papa pediu que os migrantes sejam integrados e alertou contra a “ilusão do rearmamento”, enquanto os países europeus aumentam os gastos militares diante de uma Rússia cada vez mais desafiadora.
No Centro de Congressos Robert Schuman, o presidente francês, Emmanuel Macron, que não conseguiu o apoio da maioria dos líderes da UE, pediu para evitar o “retorno dos nacionalismos”, especialmente com eleições importantes em países como França em 2027, quando partidos de extrema direita ganham força.
Carta venezuelana
A aguardada mensagem de paz do líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos no mundo foi ouvida entre os 35 mil fiéis, segundo o Vaticano, que o aclamaram pelas ruas de Metz e dentro da catedral gótica, onde celebrou uma missa, seu último ato na França antes de retornar ao Vaticano.
“Faltam os líderes seguirem seu exemplo. Deveria visitar Trump e Putin“, exclamou Bernard Adam, 70 anos, enquanto esperava o papa passar no papamóvel.
Três venezuelanas que vivem na França e fazem parte da organização “ConVzla”, ligada à prêmio Nobel da Paz e líder opositora María Corina Machado, participaram da missa para entregar uma carta pedindo que o papa reze e fale pelos presos na Venezuela, disse Zeneida González, 50 anos, à AFP.
Em novembro, o sucessor de Francisco viajará para Uruguai, Argentina e Peru, onde foi bispo.
Papa Leão XIV também visitou a cabine de comando do avião que o levou de Lourdes a Metz, conversou com a tripulação e abençoou os pilotos de dois caças militares franceses que o escoltavam, informou a Air France à AFP.
Ele viajou à França interessado em entender o aumento dos batismos entre jovens e adultos, apesar da diminuição da prática religiosa em geral, reunindo nas ruas deste país laico mais de 1,3 milhão de fiéis, segundo o Vaticano.
O papa fez um pedido especial à Virgem de Lourdes, a sete meses das eleições presidenciais, nas quais a candidata da extrema direita, Marine Le Pen, lidera as pesquisas: “Que a França tenha líderes sábios e generosos, que mantenham o país em harmonia com as outras nações”.
Mundo
EUA reafirmam que não vendem armas para China após fala do embaixador
Os Estados Unidos reiteraram hoje que não têm intenção de comercializar armamentos com a China. Essa afirmação se deu após o embaixador americano em Pequim, David Perdue, mencionar que o presidente americano Donald Trump teria perguntado ao líder chinês, Xi Jinping, sobre a possibilidade de venda de armas.
David Perdue comentou à Fox News que a questão das vendas de armas foi discutida durante a recente visita de Xi Jinping aos Estados Unidos.
Ele detalhou que o presidente Trump ressaltou que os EUA vendem armas globalmente e chegou a convidar Xi para considerar a compra de armamento dos EUA. No entanto, observou que essa é uma conversa contínua e que a posição oficial americana permanece inalterada, ou seja, sem planos para vender armas à China.
Na mesma linha, um representante da Casa Branca afirmou que não há nenhuma transação agendada para entregar armamentos à China.
O governo da China mantém a reivindicação de que a ilha de Taiwan é parte do seu território nacional. A venda de armas americanas para Taiwan segue como um ponto sensível diplomático entre Pequim e Washington há muito tempo.
Os EUA possuem uma legislação que os obriga a fornecer equipamentos militares para a defesa da ilha, que possui governo e parlamento democraticamente eleitos.
O Ministério das Relações Exteriores da China preferiu não responder diretamente às recentes declarações, apenas reafirmando que fortalece suas forças militares conforme suas necessidades e mantém o compromisso com a paz e a estabilidade globais.
Em dezembro passado, Washington já aprovou uma venda significativa de armas para Taiwan, avaliada em 11,1 bilhões de dólares. David Perdue destacou que o governo Trump superou os presidentes anteriores em vendas militares para a ilha desde 1979.
Durante sua estadia em Washington, Xi Jinping reforçou seu alerta ao presidente americano para que proceda com cautela em relação a Taiwan, pedindo explicitamente que Washington rejeite qualquer movimento em direção à independência da ilha.
Mundo
Homens suspeitos de planejar ataque a base britânica dos EUA são liberados sob fiança
Cinco homens foram detidos na madrugada de domingo (27) sob a suspeita de planejarem um atentado a bomba contra uma base aérea britânica utilizada pelos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (28), Laurence Taylor, chefe da unidade de contraterrorismo da polícia do Reino Unido, anunciou que eles estão sendo liberados mediante pagamento de fiança.
“Depois de interrogatórios e investigações detalhadas, os cinco indivíduos estão sendo postos em liberdade sob condições estritas que limitam seus movimentos e contatos”, explicou o comissário-assistente Laurence Taylor aos jornalistas.
A base da Força Aérea Real localizada em Fairford, no sudoeste da Inglaterra, permanece ativa apesar das detenções. No domingo, agentes da Força Aérea americana reforçaram a segurança do local, com a presença de veículos blindados patrulhando a área interna. Também foram realizadas operações nas vias de acesso à base.
A Força Aérea dos Estados Unidos informou que suas tropas na instalação estão em estado de alerta, porém não divulgou detalhes das medidas de proteção adotadas, citando razões de segurança operacional.
Autoridades britânicas estão analisando possíveis explosivos encontrados nas proximidades da base enquanto a equipe antiterrorismo investiga se as prisões evitaram um ataque vinculado ao Irã. Até o momento, não há confirmação de envolvimento estatal, apesar das investigações incluírem possíveis conexões com Irã, Rússia ou grupos militantes de outras nações.
A identidade dos suspeitos não foi revelada, mas são cidadãos britânicos residentes em Londres, com idades entre 20 e 29 anos.
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