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EUA e Irã podem fechar acordo para reabrir Estreito de Ormuz

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que Washington está próximo de alcançar um entendimento com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz até a próxima quarta-feira (5), o que ajudaria a estabilizar os preços da energia.

“Estamos em diálogo com os iranianos e acredito que existe uma chance de, hoje ou amanhã, conseguirmos um acordo para permitir a reabertura do Estreito e avançar para uma situação mais estabilizada neste conflito”, afirmou Bessent nesta terça-feira (4), durante entrevista à CNBC.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Irã cobrar uma taxa para os navios que passarem pelo estreito, Bessent respondeu que espera haver livre trânsito na região.

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Mortes chegam a 75 em tentativa de migrantes de entrar em Ceuta

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O total de migrantes que perderam a vida ao tentarem alcançar Ceuta na última semana aumentou para 75, segundo informou a Delegação do Governo do enclave espanhol nesta terça-feira (4).

O número anterior indicava 72 falecimentos, principalmente causados por afogamento no mar.

Na última semana, quase 72 mil migrantes conseguiram entrar no território espanhol localizado no norte da África, a maioria nadando ou caminhando, desencadeando uma crise migratória. De acordo com as autoridades espanholas, cerca de 70 mil migrantes já foram enviados de volta a Marrocos.

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Mundo

Após crise em Ceuta, UE tenta unir opiniões

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Os europeus tentaram, nesta terça-feira (4), superar a crise migratória em Ceuta e aprender com os desafios diplomáticos que ela trouxe.

A chegada de milhares de pessoas ao enclave espanhol no norte da África testou a resiliência da Europa. Magnus Brunner, comissário europeu para Questões Migratórias, afirmou que a Comissão Europeia conseguiu lidar com essa situação.

Este episódio foi um teste: primeiro, na rapidez da resposta; segundo, na demonstração de solidariedade; e também em nossa capacidade de resistir à desinformação, disse ele após a reunião dos ministros do Interior dos 27 países da União Europeia.

Durante a reunião, que durou mais de três horas, os países membros manifestaram unanimemente seu apoio à Espanha.

No entanto, destacaram que a comunicação durante a crise poderia ser melhor e mais consistente, uma crítica diplomática à forma como o assunto foi conduzido.

Com a divulgação de imagens de migrantes atravessando a fronteira a pé ou a nado, surgiram divergências: de um lado a Espanha e do outro alguns países da UE como Itália e Dinamarca que defendem políticas migratórias rigorosas.

Esses países criticaram a “imigração descontrolada” que consideram uma ameaça à Europa, chegando a pedir a exclusão da Espanha do Espaço Schengen, o que é legalmente impossível e provocou descontentamento em Madri.

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, cujo governo defende uma política migratória mais aberta, respondeu com uma carta aos líderes europeus criticando a atitude egoísta de certos países e pedindo uma reunião emergencial.

Em resposta, 22 países liderados por Itália, Dinamarca, Alemanha e Hungria solicitaram uma videoconferência emergencial para defender sua posição migratória.

A França não apoiou essa iniciativa, considerandoa uma instrumentalização da situação, ressaltando que a maioria dos migrantes já foi devolvida a Marrocos.

Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior espanhol, informou após a reunião que das 72.000 pessoas que entraram irregularmente, 70.000 já deixaram o país, e que 2.500 migrantes ainda permaneciam em Ceuta.

O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que a questão do Espaço Schengen não foi considerada um problema, mas parte da solução.

Grande-Marlaska reiterou que a livre circulação nunca esteve ameaçada durante a crise.

Já o ministro da Imigração e Integração da Dinamarca, Morten Bodskov, elogiou a rapidez da resposta espanhola, mas ressaltou a importância de manter o controle das fronteiras da União Europeia.

Alguns países questionaram as sinais enviados por Madrid, suspeitando que seu programa amplo de regularização de imigrantes poderia passar a impressão de portas abertas.

Um alto funcionário marroquino declarou que Rabat alertou a Espanha sobre os riscos migratórios após decisão do Supremo Tribunal que impede o retorno imediato de migrantes que chegam por mar.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou a reunião e defendeu a necessidade de uma resposta conjunta da Europa para fortalecer as fronteiras.

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Calor extremo causa 19 mortes na Coreia do Sul no verão

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Durante o verão no hemisfério norte, a Coreia do Sul tem enfrentado temperaturas extremamente altas que resultaram na morte de 19 pessoas, conforme reportado na última terça-feira (4) pela agência de saúde local.

Entre os dias 15 de maio e 2 de agosto, mais de 2.200 cidadãos sofreram complicações relacionadas ao calor intenso, das quais 19 não resistiram, de acordo com dados da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia.

O presidente Lee Jae Myung solicitou maior apoio das autoridades para os indivíduos afetados por esta onda de calor severa.

Nas últimas semanas, a Coreia do Sul quebrou consecutivamente recordes históricos de temperatura, atingindo um pico de 42,5°C na cidade de Yangsan no último domingo.

A capital, Seul, está atualmente sob o alerta máximo de calor severo. As previsões indicam que as temperaturas irão ultrapassar os 40°C repetidas vezes nos próximos dias.

A agência meteorológica do país emitiu um comunicado alertando para condições climáticas extremas que podem representar risco sério à vida da população.

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