Mundo
UE discute crise migratória em Ceuta
Após a crise migratória, os países europeus realizam nesta terça-feira (4) um debate direto para avaliar as lições da chegada massiva de migrantes em Ceuta e os conflitos gerados.
A entrada de milhares de pessoas neste território espanhol no norte da África mostrou as falhas na cooperação entre os países da Europa sobre imigração.
Desde que viralizaram imagens de pessoas atravessando a fronteira a pé ou nadando, surgiram opiniões divergentes.
De um lado, está a Espanha. Do outro, países da União Europeia que apoiam uma política migratória rígida, como Itália e Dinamarca. Essas nações expressaram preocupação, afirmando que a “imigração sem controle” representa “um risco para a Europa”.
Eles solicitaram que a Espanha fosse excluída do Espaço Schengen, a área de livre circulação na Europa — um pedido muito delicado politicamente, ilegal segundo as leis europeias, e que causou indignação em Madri.
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, cujo governo tem uma posição mais receptiva à imigração, enviou uma carta às lideranças da UE.
Nessa mensagem, Pedro Sánchez criticou duramente a postura “egoísta” de alguns países da UE e pediu uma reunião urgente.
Horas depois, 22 países, liderados por Itália, Dinamarca, Alemanha e Hungria, enviaram uma carta contrária, solicitando uma videoconferência emergencial para defender sua visão sobre imigração.
A França não apoiou essa iniciativa, argumentando que seria usar a situação em Ceuta para fins políticos. Destacou que a maioria dos migrantes que entraram já foram devolvidos a Marrocos.
De acordo com um representante local de Ceuta, cerca de 2.500 migrantes permaneciam no território na segunda-feira.
Resposta dos países europeus
A reunião dos ministros do Interior começou logo após as 10h00 (5h00 em Brasília).
Em um encontro de embaixadores na segunda-feira, a Espanha já tinha manifestado “frustração com a falta de solidariedade” de alguns países da UE, conforme fonte diplomática.
Alguns Estados-membros questionam sinais dados por Madri, considerando que o programa amplo de regularização de imigrantes pode ter sugerido que “as portas estavam abertas”.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, aprovou a realização da reunião e pediu um “esforço conjunto europeu” para “fortalecer as fronteiras”.
Mundo
Mortes chegam a 75 em tentativa de migrantes de entrar em Ceuta
O total de migrantes que perderam a vida ao tentarem alcançar Ceuta na última semana aumentou para 75, segundo informou a Delegação do Governo do enclave espanhol nesta terça-feira (4).
O número anterior indicava 72 falecimentos, principalmente causados por afogamento no mar.
Na última semana, quase 72 mil migrantes conseguiram entrar no território espanhol localizado no norte da África, a maioria nadando ou caminhando, desencadeando uma crise migratória. De acordo com as autoridades espanholas, cerca de 70 mil migrantes já foram enviados de volta a Marrocos.
Mundo
Após crise em Ceuta, UE tenta unir opiniões
Os europeus tentaram, nesta terça-feira (4), superar a crise migratória em Ceuta e aprender com os desafios diplomáticos que ela trouxe.
A chegada de milhares de pessoas ao enclave espanhol no norte da África testou a resiliência da Europa. Magnus Brunner, comissário europeu para Questões Migratórias, afirmou que a Comissão Europeia conseguiu lidar com essa situação.
Este episódio foi um teste: primeiro, na rapidez da resposta; segundo, na demonstração de solidariedade; e também em nossa capacidade de resistir à desinformação, disse ele após a reunião dos ministros do Interior dos 27 países da União Europeia.
Durante a reunião, que durou mais de três horas, os países membros manifestaram unanimemente seu apoio à Espanha.
No entanto, destacaram que a comunicação durante a crise poderia ser melhor e mais consistente, uma crítica diplomática à forma como o assunto foi conduzido.
Com a divulgação de imagens de migrantes atravessando a fronteira a pé ou a nado, surgiram divergências: de um lado a Espanha e do outro alguns países da UE como Itália e Dinamarca que defendem políticas migratórias rigorosas.
Esses países criticaram a “imigração descontrolada” que consideram uma ameaça à Europa, chegando a pedir a exclusão da Espanha do Espaço Schengen, o que é legalmente impossível e provocou descontentamento em Madri.
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, cujo governo defende uma política migratória mais aberta, respondeu com uma carta aos líderes europeus criticando a atitude egoísta de certos países e pedindo uma reunião emergencial.
Em resposta, 22 países liderados por Itália, Dinamarca, Alemanha e Hungria solicitaram uma videoconferência emergencial para defender sua posição migratória.
A França não apoiou essa iniciativa, considerandoa uma instrumentalização da situação, ressaltando que a maioria dos migrantes já foi devolvida a Marrocos.
Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior espanhol, informou após a reunião que das 72.000 pessoas que entraram irregularmente, 70.000 já deixaram o país, e que 2.500 migrantes ainda permaneciam em Ceuta.
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que a questão do Espaço Schengen não foi considerada um problema, mas parte da solução.
Grande-Marlaska reiterou que a livre circulação nunca esteve ameaçada durante a crise.
Já o ministro da Imigração e Integração da Dinamarca, Morten Bodskov, elogiou a rapidez da resposta espanhola, mas ressaltou a importância de manter o controle das fronteiras da União Europeia.
Alguns países questionaram as sinais enviados por Madrid, suspeitando que seu programa amplo de regularização de imigrantes poderia passar a impressão de portas abertas.
Um alto funcionário marroquino declarou que Rabat alertou a Espanha sobre os riscos migratórios após decisão do Supremo Tribunal que impede o retorno imediato de migrantes que chegam por mar.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou a reunião e defendeu a necessidade de uma resposta conjunta da Europa para fortalecer as fronteiras.
Mundo
Calor extremo causa 19 mortes na Coreia do Sul no verão
Durante o verão no hemisfério norte, a Coreia do Sul tem enfrentado temperaturas extremamente altas que resultaram na morte de 19 pessoas, conforme reportado na última terça-feira (4) pela agência de saúde local.
Entre os dias 15 de maio e 2 de agosto, mais de 2.200 cidadãos sofreram complicações relacionadas ao calor intenso, das quais 19 não resistiram, de acordo com dados da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia.
O presidente Lee Jae Myung solicitou maior apoio das autoridades para os indivíduos afetados por esta onda de calor severa.
Nas últimas semanas, a Coreia do Sul quebrou consecutivamente recordes históricos de temperatura, atingindo um pico de 42,5°C na cidade de Yangsan no último domingo.
A capital, Seul, está atualmente sob o alerta máximo de calor severo. As previsões indicam que as temperaturas irão ultrapassar os 40°C repetidas vezes nos próximos dias.
A agência meteorológica do país emitiu um comunicado alertando para condições climáticas extremas que podem representar risco sério à vida da população.
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