Brasil
Carnaval faz companhias aéreas aumentarem voos e reforçarem rotas
As principais companhias aéreas nacionais e internacionais estão ampliando suas rotas em até 14% para atender ao aumento da demanda de turistas neste Carnaval. Em alguns casos, o crescimento das frequências chega a 70%.
O aumento de rotas internacionais ocorre principalmente para cidades com maior concentração de foliões, como Rio de Janeiro e Salvador. No Recife, também haverá incremento nos voos.
Um levantamento da Azul mostra que a região Sudeste concentra o maior volume de embarques e desembarques para o Carnaval no Brasil, seguida pelo Nordeste. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indica que o transporte aéreo deve movimentar cerca de R$ 28,8 bilhões na alta temporada, ligeiramente atrás do transporte rodoviário, que deve arrecadar R$ 34,1 bilhões.
“O Brasil está em crescimento no mercado internacional, com recorde de turistas. Já são mais de 9 milhões em 2025, e em 2026 esperamos superar esse número. No cenário interno, temos pleno emprego, o que impulsiona as viagens domésticas entre os brasileiros”, avalia o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio.
Operações reforçadas pelas companhias
A TAP está aumentando seus voos entre Lisboa e o Rio de Janeiro, adicionando um voo extra entre fevereiro e março, aumentando de 12 para 13 voos semanais. Na semana de Carnaval, o voo extra será no sábado, dia 14 de fevereiro, e nas demais semanas, às terças-feiras.
Para Salvador, a TAP adicionou voos extras em várias datas de fevereiro e aumentará a frequência semanal de sete para oito voos em março. Segundo o diretor da TAP para as Américas, Carlos Antunes, o Carnaval é um dos períodos mais importantes do calendário da empresa para o Brasil, especialmente para as cidades do Rio de Janeiro e Salvador. O incremento permite que turistas europeus aproveitem também o verão brasileiro.
O grupo Air France-KLM ampliou sua malha aérea para o início do ano. A rota entre Paris e Rio de Janeiro subiu de sete para até 12 voos semanais, e a rota Paris–Salvador passou de três para cinco voos por semana. A companhia mantém nove voos semanais entre São Paulo e Amsterdã.
De acordo com o diretor-geral da Air France-KLM na América do Sul, Manuel Flahault, os meses de janeiro e fevereiro são de alta temporada para ambas as direções. Muitos europeus buscam o verão no Brasil, enquanto brasileiros viajam para estações de esqui na Europa.
A American Airlines também aumentará sua oferta no Rio de Janeiro, com um aumento de 10% nos voos em fevereiro em comparação ao ano anterior, incluindo até três voos diários para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York, além de voos diários para Miami e Dallas/Fort Worth.
A Flybondi, empresa argentina de baixo custo, elevou o número de voos semanais entre Buenos Aires e Rio de Janeiro de 14 para 24, e entre Florianópolis e Buenos Aires de três para 20. Também potencializou operações para cidades como Córdoba, Salvador, Maceió, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Companhias nacionais ampliam malha aérea
As empresas brasileiras também ajustaram seus voos para esta época. A Azul terá uma operação especial entre 12 e 22 de fevereiro, com 530 voos extras para 32 destinos, em um total de 50 rotas pelo país. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, terá 192 voos extras para 11 destinos, especialmente no Nordeste.
Recife contará com 150 voos adicionais, enquanto Salvador terá 70 voos extras nesse período. Confins, em Minas Gerais, receberá 98 voos extras; Natal, no Rio Grande do Norte, 46, e Viracopos, em São Paulo, 82 voos adicionais.
Segundo o gerente sênior da Azul, João Gabriel Ribeiro, o Carnaval é um momento importante para planejamento da malha aérea, e o estudo mostra a relevância dos hubs da companhia, com o Sudeste e Nordeste como principais polos de atração.
A Gol preparou voos extras em 29 rotas entre 11 e 18 de fevereiro, somando 106 operações adicionais, com foco em destinos como Salvador, Recife, Maceió, Fortaleza e Natal, além do Rio de Janeiro.
A Latam aumentará sua malha doméstica em 14% entre 9 e 22 de fevereiro, em comparação ao Carnaval anterior. A expansão reflete o crescimento da demanda e reforça rotas entre Guarulhos (São Paulo), Galeão (Rio de Janeiro) e cidades como Salvador, Maceió e Foz do Iguaçu.
Brasil
Hora oficial do Brasil é definida no Rio de Janeiro
Quando você realiza um Pix, consulta o relógio do celular para não perder o voo, organiza o horário para assistir à novela ou se programa para chegar a tempo em uma prova, está usando o chamado “horário de Brasília”. Embora o nome sugira outra coisa, essa hora oficial do Brasil é, na verdade, estabelecida por um sistema complexo localizado no Rio de Janeiro.
O Observatório Nacional (ON), fundado em 1827, é o órgão responsável por determinar, manter e divulgar a chamada “hora legal brasileira”. Esse órgão, criado nos primeiros anos do Brasil Império, está situado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
A estrutura do ON que calcula a hora exata do país inclui oito relógios atômicos de césio e um padrão maser de hidrogênio. Todos esses equipamentos trabalham constantemente para calcular, com precisão nanosegundos, o tempo que orienta a vida de mais de 214 milhões de brasileiros.
Um nanossegundo é um intervalo de tempo extremamente curto, equivalente a um bilionésimo de segundo (0,000000001 segundo ou 10⁻⁹ segundos).
Histórico da definição de hora no Brasil
Em 1913, o Brasil adotou oficialmente seus fusos horários. Antes disso, o ON já transmitia hora para estações telegráficas dos Correios, que as pessoas usavam para acertar seus relógios.
Com o decreto oficial, o ON precisou modernizar e desenvolver novas tecnologias para cumprir a determinação legal de estabelecer a hora oficial.
Ricardo Carvalho, chefe da Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira, recorda que o astrônomo e matemático Luís da Rocha Miranda doou instalações que permitiram, em 1918, a disseminação contínua de sinais radiotelegráficos para cobrir os quatro fusos do país.
Do movimento dos astros ao tempo atômico
Na segunda metade do século XX, a medição do tempo passou por uma mudança fundamental. Em 1967, foi feita a transição global da medição astronômica, baseada nos movimentos celestes, para o tempo atômico, que utiliza as propriedades do átomo de césio-133.
O Observatório Nacional adquiriu seu primeiro relógio atômico em 1970. Atualmente, o complexo tecnológico no Rio de Janeiro conta com oito relógios atômicos de césio e um padrão maser de hidrogênio, que usa as propriedades do átomo de hidrogênio para gerar uma referência de frequência altamente estável.
Ricardo Carvalho explica que cada relógio emite um pulso por segundo e essas diferenças são medidas. Um algoritmo matemático calcula uma média ponderada desses relógios, resultando na escala atômica brasileira. Isso evita a dependência de apenas um relógio e assegura maior precisão.
Essa escala é conhecida como UTC (ONRJ), o Tempo Universal Coordenado do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. A medição brasileira é continuamente enviada e comparada com o Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), localizado na França, junto com institutos de mais de 100 países.
O sistema brasileiro mantém uma precisão com diferença de apenas 5 a 10 nanossegundos em relação ao tempo atômico internacional.
Como a hora oficial chega ao público
Após ser calculada e ajustada para cada fuso horário do Brasil, a hora oficial precisa ser transmitida ao público e sistemas eletrônicos. Atualmente, essa disseminação ocorre por meio de servidores públicos de rede.
A precisão atômica é fundamental para o funcionamento de serviços essenciais da economia digital. Instituições financeiras e o Banco Central do Brasil sincronizam suas operações diretamente com o Observatório Nacional.
Isso garante que pagamentos programados, transferências e transações via Pix aconteçam com exatidão, evitando cobranças indevidas por erro de horário.
O Observatório também oferece certificação digital de data e hora para documentos eletrônicos, substituindo o antigo selo físico usado em correios, conhecido como “carimbo de tempo”.
Como explica Ricardo Carvalho, “antes, quando alguém levava uma carta ao correio, o funcionário colocava um carimbo com data e hora. Hoje, a ideia é a mesma, mas o processo foi tecnologicamente aprimorado para garantir precisão e segurança digital”.
Brasil
Voos cancelados em Congonhas e Guarulhos por nevoeiro em São Paulo
Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e de Cumbica, em Guarulhos, enfrentaram cancelamentos e atrasos de voos neste sábado, 26, devido a um denso nevoeiro que atingiu parte da capital paulista durante a manhã.
Além disso, um problema na pista do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, Minas Gerais, também provocou transtornos nas operações aéreas da região. A administração do aeroporto comunicou que “a pista de pousos e decolagens foi liberada às 15h08, após a finalização da intervenção pontual realizada no local.”
Nevoeiro causa cancelamentos e filas em Congonhas
Em comunicado enviado por volta das 15h deste sábado, a Aena, responsável pela operação do aeroporto de Congonhas, informou que o movimento de passageiros na área de check-in seguia intenso, porém, o aeroporto operava normalmente, com todas as operações de pousos e decolagens e infraestrutura disponível.
A orientação é que passageiros com viagens agendadas verifiquem o status de seus voos diretamente com as companhias aéreas.
Por sua vez, a GRU Airport, que administra o aeroporto de Cumbica, declarou que as atividades sofreram impacto devido ao forte nevoeiro. Segundo a concessionária, cinco voos com destino a Guarulhos foram desviados para outros aeroportos e um voo foi cancelado.
Companhias aéreas se posicionam
Gol, Latam e Azul, empresas com voos afetados neste sábado, destacaram que o nevoeiro foi um fato fora do seu controle e garantem que os clientes afetados receberão a assistência definida pela Resolução nº 400 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Lista de voos cancelados em Congonhas – sábado, 26/09
- 07h20 – Belo Horizonte (Gol)
- 07h20 – São José do Rio Preto (Latam)
- 07h30 – Belo Horizonte (Latam)
- 07h40 – Rio de Janeiro (Latam)
- 08h05 – Porto Alegre (Gol)
- 08h05 – Florianópolis (Gol)
- 08h15 – Florianópolis (Latam)
- 08h20 – Curitiba (Latam)
- 08h25 – Rio de Janeiro (Gol)
- 08h30 – Belo Horizonte (Azul)
- 08h35 – Porto Seguro (Latam)
- 08h35 – Rio de Janeiro (Latam)
- 08h50 – Curitiba (Azul)
- 09h05 – Brasília (Latam)
- 09h15 – Navegantes (Latam)
- 09h30 – Salvador (Gol)
- 09h50 – Rio de Janeiro (Latam)
- 09h55 – Natal (Latam)
- 10h25 – Belo Horizonte (Azul)
- 10h35 – Belo Horizonte (Latam)
- 12h10 – Rio de Janeiro (Azul)
- 12h25 – Belo Horizonte (Azul)
- 14h00 – Rio de Janeiro (Gol)
Posicionamentos oficiais sobre os cancelamentos
Aena – Aeroporto de Congonhas
O aeroporto de Congonhas continua funcionando normalmente, com suas instalações e serviços disponíveis para pousos e decolagens. Devido às condições climáticas na manhã, houve um aumento no número de passageiros na área de check-in. A Aena recomenda que os viajantes consultem suas companhias aéreas para informações atualizadas sobre seus voos.
GRU Airport – Aeroporto de Guarulhos
A GRU Airport comunicou que as operações foram afetadas na manhã deste sábado devido ao nevoeiro intenso. Como medida de segurança, cinco voos foram desviados para outros aeroportos e um voo foi cancelado. A concessionária reforçou o compromisso com a segurança e eficiência das operações.
Azul
A Azul informou que, em razão do clima adverso em São Paulo, dois voos para Congonhas foram desviados e cinco cancelados. Destacou que em Guarulhos suas operações não foram afetadas e que os passageiros prejudicados estão recebendo assistência conforme a resolução da Anac. A empresa lamenta os transtornos e reforça que tais medidas visam a segurança.
Latam
A Latam Airlines Brasil afirmou que, por causa das condições meteorológicas, alguns voos apresentaram atrasos, foram cancelados ou redirecionados. A companhia oferece suporte aos passageiros conforme a Resolução 400 da Anac, incluindo alimentação, hospedagem e reacomodação. Destaca que a segurança é uma prioridade.
Gol
A Gol explicou que, devido às condições meteorológicas em Congonhas e Guarulhos, alguns voos foram cancelados ou alterados. Reforçou que os clientes estão recebendo o suporte necessário e que as ações tomadas visam garantir a segurança, principal valor da companhia.
Aeroporto de Confins (MG)
A pista de pousos e decolagens do aeroporto de Confins foi liberada às 15h08 após a intervenção realizada. O aeroporto mantém contato com as companhias aéreas para acompanhar a retomada gradual das operações e orienta os passageiros a verificarem as informações de seus voos diretamente com as empresas. Reforça que a segurança das pessoas é prioridade máxima.
Brasil
Confins: aeroporto suspende voos por problema na pista
As operações de pouso e decolagem no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins estão temporariamente interrompidas neste sábado (26) devido a um problema detectado na pista.
Segundo a concessionária BH Airport, que administra o aeroporto, ainda não há uma previsão definida para o retorno das atividades normais.
Como medida de segurança máxima, as operações foram suspensas para viabilizar uma intervenção emergencial no local, conforme comunicado oficial da empresa.
Em decorrência dessa situação, 45 voos que deveriam pousar ou decolar neste sábado foram cancelados, além de oito voos registrados com atraso.
Recomenda-se aos passageiros verificarem diretamente com as companhias aéreas para obter as informações mais recentes sobre os seus voos.
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins é o segundo maior do Brasil em número de voos domésticos, desempenhando papel fundamental na malha aérea nacional.
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