Conecte Conosco

Notícias

Flávio Bolsonaro tentou falar com Vorcaro antes da prisão do banqueiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, tentou entrar em contato com o banqueiro Daniel Vorcaro em 16 de novembro de 2025, um dia antes de sua prisão pela Polícia Federal. Vorcaro respondeu informalmente, mencionando estar na igreja.

Posteriormente, Flávio enviou imagens com visualização única e reforçou seu apoio ao banqueiro, pedindo orientação: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. Vorcaro respondeu com outra imagem de visualização única, e Flávio concluiu com um “Amém”.

No dia seguinte, 17 de novembro, Vorcaro foi detido enquanto tentava embarcar rumo a Dubai com conexão em Malta. Essas são as últimas mensagens trocadas entre os dois.

Flávio vinha mantendo contato com Vorcaro para discutir o financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado. O senador está sob investigação por esta função de financiamento, que apura crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Mensagens anteriores foram divulgadas em maio pelo Intercept. Em 15 de novembro, Vorcaro respondeu a uma tentativa de contato dizendo estar em trânsito. No dia seguinte, mencionou estar na igreja e que retornaria a ligação.

Relatórios da Polícia Federal mostram conversas desde agosto do ano anterior, quando marcaram um encontro. Em setembro, Flávio enviou um áudio cobrando pagamentos relacionados ao filme “Dark Horse” e expressou preocupação com funcionários, incluindo o ator Jim Caviezel.

Flávio reconheceu que Vorcaro estava enfrentando dificuldades e uma situação complicada. Ele pediu paciência para as cobranças, mostrando compreensão.

Vorcaro respondeu pedindo desculpas e prometendo resolver no dia seguinte, quando ocorreu uma ligação de aproximadamente 2 minutos e 38 segundos.

Os contatos continuaram nos meses seguintes, com reuniões e atualizações sobre o andamento das gravações. Em novembro, discutiram a confirmação de um jantar com Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.

No dia 7, Flávio enviou um vídeo a Vorcaro, agradecendo a ajuda do banqueiro e enviando uma imagem de visualização única.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

ONU aprova medidas firmes contra aumento do nível do mar

Por

A Organização das Nações Unidas decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (24), uma resolução que exige ações mais eficazes para combater o aumento do nível do mar, uma ameaça grave para países insulares devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento das geleiras.

Em 2024, o nível médio global dos oceanos subiu quase seis milímetros, o maior aumento anual já registrado, e estima-se que possa crescer um metro ou mais até o final deste século, caso não sejam adotadas medidas urgentes.

“O crescimento do nível do mar é medido em milímetros, mas seu impacto é contado em milhões de vidas afetadas, comunidades deslocadas e futuros comprometidos”, afirmou o secretário-geral António Guterres.

“Não podemos deixar que nações e culturas desapareçam sob as águas”, acrescentou. Pequenos estados insulares vêm alertando sobre essa ameaça desde 1989.

A resolução pretende intensificar os esforços para combater o problema, promovendo a redução das emissões de gases que causam efeito estufa e garantindo suporte financeiro para os países mais vulneráveis.

Mesmo elevações mínimas no nível do mar acarretam riscos sérios, explicou Tom Mortlock, analista sênior de pesquisa em desastres da Aon.

Estratégias naturais, como a preservação dos manguezais, “podem diminuir os riscos nas regiões costeiras, além de contribuir para o controle da mudança climática ao capturar e mitigar o carbono”, destacou Mortlock.

Estudos indicam que inundações que hoje ocorrem a cada 50 anos podem se tornar frequentes, ocorrendo a cada três ou quatro anos, se o nível do mar subir cerca de meio metro.

Continuar Lendo

Economia

Setor de apostas esportivas reage à proibição das bets: ‘Confiamos no Brasil’

Por

Entidades brasileiras que operam no segmento de apostas esportivas divulgaram um posicionamento nesta quinta-feira (24) frente à crise enfrentada pelo setor no país. Uma Medida Provisória, a ser aprovada nesta sexta-feira (25), visa banir a atuação de empresas nesta área.

Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de proibir as apostas online, conhecidas popularmente como bets, atribuindo os prejuízos dos jogos de azar ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário político. A frase “Flávio é bet. Lula é o caminho” foi exibida em um telão durante um evento político com artistas realizado no Rio de Janeiro.

Nos últimos meses, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro buscaram diálogo com o governo para negociar dívidas com condições facilitadas, empréstimos com juros reduzidos e prazos estendidos.

Esse auxílio financeiro não está diretamente ligado à Medida Provisória, mas poderá atender os times em momento crítico, especialmente pela ameaça de perda de contratos publicitários milionários com casas de apostas.

Em comunicado, as associações destacaram os impactos adversos que a proibição imediata acarretaria no mercado. Segundo elas, “banir não protegerá a sociedade. A procura por apostas regulamentadas migra para plataformas ilegais, que operam sem qualquer supervisão, controle de CPF, bloqueio de beneficiários de programas sociais, proteção de jogadores vulneráveis ou mecanismos de autoexclusão, além de não responderem ao Estado brasileiro.”

Segue o manifesto das associações do setor de apostas esportivas na íntegra:

“O Brasil aprovou a regulamentação das apostas com a Lei nº 14.790/2023. Empresas atuantes no país pagaram taxas, investiram em tecnologia e conformidade, contrataram profissionais e passaram a recolher tributos sob a supervisão do Estado. Não atuaram no improviso, mas com base nas regras brasileiras.

Proibir ou desmontar do dia para a noite esse mercado traria consequências diretas:

  • Desproteção do apostador: o fenômeno do ‘não jogar’ não existe. Proibir estimularia a migração para sites ilegais, que operam sem controle algum, deixando menores de idade e indivíduos vulneráveis expostos.
  • Perda de arrecadação tributária e de recursos destinados legalmente a áreas como esporte, segurança pública, saúde e assistência social.
  • Insegurança jurídica: anular autorizações concedidas pelo Estado geraria litígios, potenciais indenizações elevadas e desconfiança em investidores em todos os setores.
  • Impacto social: demissões em larga escala afetariam milhares de famílias, fornecedores e setores correlatos, como esporte, tecnologia, publicidade, turismo e pagamentos.

Os desafios existem, e a solução está na fiscalização e aprimoramento da regulação: rigor na publicidade, proteção dos grupos vulneráveis, fiscalização eficaz e combate ao mercado ilegal. Regular é controlar; proibir, perder o controle.

Exortamos o Congresso Nacional e o Poder Executivo à serenidade, diálogo e responsabilidade institucional. Este tema demanda análises baseadas em evidências, não disputas eleitorais. As entidades estão disponíveis para colaborar na construção de soluções.

Confiamos no Brasil: em um país que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e evita que os cidadãos sejam direcionados à ilegalidade.”

Continuar Lendo

Mundo

EUA Devem Decidir Se Querem Terminar Guerra, Afirma Presidente Do Irã à Fox News

Por

Os Estados Unidos são os responsáveis por decidir se vão encerrar o conflito com o Irã, declarou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian em entrevista transmitida pela Fox News nesta quinta-feira (24).

“Quando podemos resolver problemas por meio do diálogo, não deveríamos recorrer à violência. No entanto, devido a provocações feitas por Israel, essa guerra foi imposta a nós”, explicou ele, em fala traduzida pela emissora.

“Mas não temos interesse em continuar com o conflito”, acrescentou Pezeshkian. “A decisão de encerrar ou não a guerra cabe aos Estados Unidos.”

Continuar Lendo

Trending