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Lula irritado com Toffoli quer que ministro saia do STF

CATIA SEABRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Lula (PT) está mostrando descontentamento com a forma como o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem lidado com o inquérito do Banco Master.

Lula tem acompanhado o caso de perto e percebeu que não vai defender Toffoli das críticas que o ministro tem recebido.

Em conversas reservadas com alguns auxiliares, Lula fez comentários firmes sobre Toffoli e chegou a dizer que ele deveria pedir para sair do STF ou se aposentar, segundo relatos obtidos pela Folha.

Lula planeja conversar novamente com Toffoli sobre como ele está conduzindo o inquérito, assunto que já tinham discutido no final do ano passado.

Mesmo com os desabafos, os colaboradores acreditam que Lula não vai sugerir que Toffoli deixe o tribunal ou abandone o caso.

O presidente está preocupado com o desgaste da imagem do Supremo por causa de notícias que revelaram que parentes de Toffoli têm ligação com fundos relacionados ao Banco Master. Aliados de Lula dizem que ele também reclamou do sigilo do processo e do receio de que a investigação seja encoberta.

Lula tem defendido as investigações e afirma que o governo precisa mostrar que está combatendo fraudes sem proteger pessoas poderosas, evitando críticas de interferência. Ele disse: “Não é justo que o pobre sofra enquanto pessoas do Banco Master aplicaram um golpe de mais de R$ 40 bilhões.”

O caso pode afetar políticos de oposição e também membros do governo.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem conexões com políticos do centrão e do PT na Bahia, como Augusto Lima, ligado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao senador Jaques Wagner.

Lula está de olho no andamento do inquérito desde o fim do ano passado e ficou surpreso com a decisão de Toffoli de manter sob sigilo elevado uma solicitação da defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF.

Essa decisão aconteceu uma semana antes de notícias mostrarem que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, tinha um contrato mensal de R$ 3,6 milhões para defender o Banco Master.

Lula passou a desconfiar que o caso poderia acabar em impasse. Em dezembro, convidou Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Nesse encontro, Lula disse que tudo o que o governo descobriu deveria ser investigado até o fim, e queria saber se o tribunal estava disposto a isso, apesar do sigilo.

Toffoli respondeu que nada seria escondido e que o sigilo era necessário. Lula afirmou que Toffoli faria a coisa certa e que esse caso era uma chance para o ministro reescrever sua história.

Depois, vieram revelações que colocam em dúvida a postura de Toffoli, que enfrentou críticas pelo rigor no sigilo, uma viagem de jatinho na companhia de um advogado da causa, e negócios familiares ligados ao fundo do Banco Master, segundo a Folha.

Toffoli disse a aliados que não pretende abandonar o caso, pois não vê motivos para isso afetar sua imparcialidade.

Ele garantiu que nem a viagem com o advogado nem o envolvimento de seus irmãos no fundo são motivo para suspeita. O STF só considera impedimentos quando o próprio ministro admite suspeição.

Lula, que indicou Toffoli para o STF, tem se decepcionado com ele. Por exemplo, Toffoli impediu que Lula fosse ao velório do irmão, pedindo desculpas anos depois.

O pedido de desculpas foi feito em dezembro de 2022, após a eleição de Lula. Toffoli lamentou não ter autorizado Lula a ir ao velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que morreu em janeiro de 2019, enquanto Lula estava preso em Curitiba.

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Economia

Setor de apostas esportivas reage à proibição das bets: ‘Confiamos no Brasil’

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Entidades brasileiras que operam no segmento de apostas esportivas divulgaram um posicionamento nesta quinta-feira (24) frente à crise enfrentada pelo setor no país. Uma Medida Provisória, a ser aprovada nesta sexta-feira (25), visa banir a atuação de empresas nesta área.

Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de proibir as apostas online, conhecidas popularmente como bets, atribuindo os prejuízos dos jogos de azar ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário político. A frase “Flávio é bet. Lula é o caminho” foi exibida em um telão durante um evento político com artistas realizado no Rio de Janeiro.

Nos últimos meses, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro buscaram diálogo com o governo para negociar dívidas com condições facilitadas, empréstimos com juros reduzidos e prazos estendidos.

Esse auxílio financeiro não está diretamente ligado à Medida Provisória, mas poderá atender os times em momento crítico, especialmente pela ameaça de perda de contratos publicitários milionários com casas de apostas.

Em comunicado, as associações destacaram os impactos adversos que a proibição imediata acarretaria no mercado. Segundo elas, “banir não protegerá a sociedade. A procura por apostas regulamentadas migra para plataformas ilegais, que operam sem qualquer supervisão, controle de CPF, bloqueio de beneficiários de programas sociais, proteção de jogadores vulneráveis ou mecanismos de autoexclusão, além de não responderem ao Estado brasileiro.”

Segue o manifesto das associações do setor de apostas esportivas na íntegra:

“O Brasil aprovou a regulamentação das apostas com a Lei nº 14.790/2023. Empresas atuantes no país pagaram taxas, investiram em tecnologia e conformidade, contrataram profissionais e passaram a recolher tributos sob a supervisão do Estado. Não atuaram no improviso, mas com base nas regras brasileiras.

Proibir ou desmontar do dia para a noite esse mercado traria consequências diretas:

  • Desproteção do apostador: o fenômeno do ‘não jogar’ não existe. Proibir estimularia a migração para sites ilegais, que operam sem controle algum, deixando menores de idade e indivíduos vulneráveis expostos.
  • Perda de arrecadação tributária e de recursos destinados legalmente a áreas como esporte, segurança pública, saúde e assistência social.
  • Insegurança jurídica: anular autorizações concedidas pelo Estado geraria litígios, potenciais indenizações elevadas e desconfiança em investidores em todos os setores.
  • Impacto social: demissões em larga escala afetariam milhares de famílias, fornecedores e setores correlatos, como esporte, tecnologia, publicidade, turismo e pagamentos.

Os desafios existem, e a solução está na fiscalização e aprimoramento da regulação: rigor na publicidade, proteção dos grupos vulneráveis, fiscalização eficaz e combate ao mercado ilegal. Regular é controlar; proibir, perder o controle.

Exortamos o Congresso Nacional e o Poder Executivo à serenidade, diálogo e responsabilidade institucional. Este tema demanda análises baseadas em evidências, não disputas eleitorais. As entidades estão disponíveis para colaborar na construção de soluções.

Confiamos no Brasil: em um país que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e evita que os cidadãos sejam direcionados à ilegalidade.”

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Mundo

EUA Devem Decidir Se Querem Terminar Guerra, Afirma Presidente Do Irã à Fox News

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Os Estados Unidos são os responsáveis por decidir se vão encerrar o conflito com o Irã, declarou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian em entrevista transmitida pela Fox News nesta quinta-feira (24).

“Quando podemos resolver problemas por meio do diálogo, não deveríamos recorrer à violência. No entanto, devido a provocações feitas por Israel, essa guerra foi imposta a nós”, explicou ele, em fala traduzida pela emissora.

“Mas não temos interesse em continuar com o conflito”, acrescentou Pezeshkian. “A decisão de encerrar ou não a guerra cabe aos Estados Unidos.”

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Mundo

Investigação sobre a morte de centenas de baleias na Patagônia Argentina

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Cientistas estão apurando as razões por trás da morte de centenas de filhotes de baleias-francas na Patagônia Argentina desde junho. Muitas dessas baleias foram encontradas recentemente em praias próximas a Puerto Madryn, em Chubut, conforme informado pelo especialista Mariano Coscarella à AFP.

Embora seja comum a morte de filhotes, esta temporada tem apresentado uma taxa significativamente elevada, explicou Coscarella, pesquisador no Laboratório de Mamíferos Marinhos do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), localizado em Puerto Madryn.

Os veterinários envolvidos nos estudos suspeitam que um surto de erisipela, uma doença bacteriana que geralmente habita a pele dos cetáceos, possa ser a causa. No entanto, essa hipótese ainda está em análise.

Segundo o especialista, aparentemente, a causa é natural, mas os impactos da atividade humana não podem ser completamente descartados.

O governo de Chubut comunicou que está colaborando estreitamente com a comunidade científica e equipes especializadas para coletar os exemplares encontrados mortos e analisar amostras.

De acordo com as informações até agora, parece tratar-se de uma bactéria marinha comum que pode causar doenças em baleias jovens, sem evidências claras de que fatores humanos sejam responsáveis por essa mortalidade.

Puerto Madryn é mundialmente conhecida por abrigar a maior concentração de reprodução da baleia-franca-austral no Atlântico sudoeste.

O censo de 2025 registrou um número recorde de 2.110 animais, com mais de 800 filhotes nascidos na região, enquanto o levantamento deste ano contou 1.375 indivíduos, incluindo cerca de 400 filhotes, detalhou Coscarella.

Os pesquisadores afirmaram, ao divulgar o último censo, que as variações em relação ao ano anterior estavam dentro do esperado para essa população.

Eventos de mortalidade aguda envolvendo principalmente recém-nascidos, em animais com longa expectativa de vida como a baleia-franca, geralmente não ameaçam a população a médio prazo.

No entanto, Coscarella alertou que será preciso aguardar o fim da temporada para entender melhor o fenômeno e tentar prever o futuro da população.

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