Notícias
Tre-PR veta Dallagnol de fazer propaganda eleitoral nas redes sociais
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) ordenou nesta quinta-feira, 24, que Deltan Dallagnol (NOVO) desative sua conta no Instagram ou remova todas as propagandas eleitorais em até 24 horas. O candidato contestou esta determinação na própria rede social.
A decisão foi motivada por uma denúncia de propaganda irregular no aplicativo Pardal. A juíza responsável, Cláudia Cristina Cristofani, concluiu que o perfil continuava ativo e divulgando conteúdo eleitoral, desobedecendo uma medida anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, na segunda-feira, 21, determinou a suspensão das ações de campanha de Dallagnol em todos os meios.
Dallagnol se manifestou em seu perfil do Instagram, onde sua foto de perfil foi substituída por uma imagem com uma faixa na boca com a palavra “censurado”.
Em um vídeo postado no Instagram, o candidato questiona a decisão:
“Este pode ser meu último vídeo no Instagram. A Justiça está querendo tirar minha rede social do ar. Sou o único candidato na história do Brasil proibido de fazer campanha. Sou candidato oficialmente, meu número está na urna, tenho meu registro autorizado pela Justiça Eleitoral, o registro da minha candidatura foi aprovado, as pessoas podem votar em mim e pedir voto a meu favor, mas não posso falar”, declarou.
Dallagnol afirmou que continuará lutando para manter sua candidatura e conquistar o cargo.
O candidato concorre ao Senado pelo Paraná; no entanto, sua candidatura ainda está sob análise da Justiça Eleitoral.
Contexto da decisão
O TSE suspendeu a campanha de Dallagnol no dia 21, após pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que reúne PT e PDT. A suspensão baseia-se em um julgamento de 2023.
Naquele ano, Dallagnol, que era deputado federal, teve o mandato cassado e foi declarado inelegível depois que o TSE identificou fraude na aplicação da Lei da Ficha Limpa no processo de exoneração do cargo de procurador da República, em novembro de 2021. Na época, ele estava sob investigação por procedimentos disciplinares no Ministério Público Federal.
Apesar disso, o TRE-PR aprovou sua candidatura para o pleito deste ano, no início de setembro, entendendo que o caso de inelegibilidade não se aplica mais, pois os procedimentos disciplinares não evoluíram para processos administrativos formais.
Após a decisão de suspensão da campanha pelo TSE, o TRE-PR novamente aprovou o registro da candidatura de Dallagnol, mas essa aprovação ainda será revisada de forma definitiva pelo TSE.
Notícias
Lula e Flávio Bolsonaro planejam usar exército digital para vencer nas redes sociais
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, e o senador Flávio Bolsonaro estão apostando em um exército digital para conquistar espaço nas redes sociais na reta final da corrida presidencial.
Ambos lançaram projetos inéditos em escala nacional para mobilizar voluntários na internet, buscando fortalecer suas mensagens e influenciar eleitores nas plataformas digitais.
A importância das redes sociais na política do Brasil nunca foi tão evidente, embora as iniciativas gerem dúvidas sobre a conformidade com as regras eleitorais vigentes.
Gustavo Gayer, deputado do Partido Liberal (PL) e aliado de Flávio Bolsonaro, convocou apoiadores para integrar o grupo Direita Já. Esse projeto, lançado em julho, oferece conteúdos prontos para compartilhamento em redes sociais, incluindo críticas ao PT, relacionadas à segurança pública, custo dos alimentos e corrupção.
O site Direita Já atua como um catálogo de publicações filtráveis, com cerca de 200 posts disponíveis, que os usuários podem replicar em suas redes para auxiliar a campanha do senador.
Já o presidente Lula impulsiona o projeto Porta-vozes de Lula, que também utiliza grupos no WhatsApp para enviar diariamente missões de engajamento digital a uma base de mais de 140 mil voluntários, incentivando a promoção de suas propostas e a crítica ao adversário principal.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que o objetivo é conquistar espaço nas redes sociais, onde a direita historicamente apresenta maior força.
Especialistas apontam que a estratégia representa uma mudança nas campanhas políticas, migrando o foco da televisão para as redes sociais para alcançar especialmente o eleitor indeciso, que é crucial para definir o resultado das eleições.
Outros candidatos também adotam táticas digitais inovadoras, como o uso de aplicativos para engajamento e gamificação entre apoiadores.
Apesar do sucesso, as iniciativas enfrentam questionamentos legais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com acusações mútuas entre as campanhas de possível violação da legislação eleitoral.
A advogada eleitoralista Nahomi Helena de Santana explica que a mobilização digital voluntária é permitida, mas pode se tornar ilegal se houver pagamento ou benefício econômico em troca da divulgação ou se for usada para disseminar conteúdos ilícitos, como desinformação ou ofensas.
Além disso, redes organizadas para distribuir conteúdo ilícito podem enfrentar sanções mais severas.
Economia
Incc-m desacelera para 0,25% em setembro, após alta de 0,85% em agosto, diz Fgv
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M) apresentou um ritmo mais lento de crescimento, chegando a 0,25% em setembro, depois de ter registrado um aumento de 0,85% em agosto, conforme dados da Fundação Getulio Vargas. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice totaliza uma valorização de 6,61%.
Os preços de Materiais e Equipamentos mostraram desaceleração, passando de 0,33% em agosto para 0,17% em setembro. Da mesma forma, o custo dos serviços também diminuiu a taxa de aumento, indo de 0,33% no mês anterior para 0,15% agora, segundo informações da FGV.
A variação do custo com Mão de Obra indicou um alívio significativo, reduzindo de 1,56% em agosto para 0,37% nesta medição.
Fatores que influenciaram a desaceleração
Os principais fatores que contribuíram para a diminuição do INCC-M incluem a queda nos preços de vergalhões e arames de aço carbono (de 0,19% para -0,27%); tubos e conexões de PVC (de 2,92% para -0,48%); placas cerâmicas para revestimento (de -1,37% para -0,32%); estruturas temporárias na obra, como barracão/container (de 0,19% para -1,07%); e mangueiras, incluindo caixas para mangueiras (de -0,07% para -0,48%).
Por outro lado, alguns itens pressionaram o índice para cima, como o trabalho do pedreiro (redução da taxa de 1,10% para 0,44%); condutores elétricos, que aumentaram de 1,86% para 2,34%; eletricista, de 1,27% para 0,43%; engenheiro, de 1,89% para 0,44%; e carpinteiro, de 1,66% para 0,44%.
Mundo
Partido de Putin ganha eleição legislativa na Rússia com grande vantagem
A Rússia divulgou na sexta-feira (25) os resultados finais das eleições legislativas realizadas na semana anterior, confirmando uma vitória expressiva para o partido do presidente Vladimir Putin e a eleição de 46 soldados ou veteranos do conflito na Ucrânia como deputados.
Durante uma coletiva de imprensa, a Comissão Eleitoral Central informou que 349 das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento, pertencem ao partido Rússia Unida, associado a Putin.
Esse é o maior número de cadeiras conquistado pelo partido desde que Putin assumiu o poder no final de 1999. O recorde anterior foi nas eleições de 2016, com 343 cadeiras.
As eleições ocorreram entre os dias 18 e 20 de setembro, incluindo também os territórios ucranianos controlados e anexados pela Rússia.
Somente partidos favoráveis a Putin e ao prosseguimento do conflito na Ucrânia puderam participar. O partido abertamente contrário à guerra, Yabloko, foi proibido.
O jornal investigativo no exílio Novaya Gazeta Europa, banido na Rússia por ser classificado como uma “organização indesejável”, relatou ter entrevistado observadores, candidatos e membros de partidos que apontaram várias fraudes nas eleições.
Entre as irregularidades mencionadas estavam pressão sobre eleitores, problemas nas cédulas, falhas na contagem dos votos e limitações no acesso dos observadores ao processo eleitoral.
De acordo com os dados oficiais, o Partido Comunista da Federação Russa (KPRF) conquistou 37 cadeiras, o partido nacionalista LDPR, 23, o partido Novo Povo, 19, o partido Rússia Justa, 17, e o partido Rodina (“Pátria”), 1 cadeira.
Além disso, quatro cadeiras foram preenchidas por deputados independentes.
Estas eleições também destacam a entrada no Parlamento de indivíduos que combatiam na Ucrânia.
Conforme a Comissão Eleitoral, 46 deputados eleitos, correspondendo a mais de 10% do total, são participantes ou veteranos da ação militar contra a Ucrânia.
Desses, 41 pertencem ao partido Rússia Unida, conforme informado pela mesma fonte.
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