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Lula e Flávio Bolsonaro planejam usar exército digital para vencer nas redes sociais
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, e o senador Flávio Bolsonaro estão apostando em um exército digital para conquistar espaço nas redes sociais na reta final da corrida presidencial.
Ambos lançaram projetos inéditos em escala nacional para mobilizar voluntários na internet, buscando fortalecer suas mensagens e influenciar eleitores nas plataformas digitais.
A importância das redes sociais na política do Brasil nunca foi tão evidente, embora as iniciativas gerem dúvidas sobre a conformidade com as regras eleitorais vigentes.
Gustavo Gayer, deputado do Partido Liberal (PL) e aliado de Flávio Bolsonaro, convocou apoiadores para integrar o grupo Direita Já. Esse projeto, lançado em julho, oferece conteúdos prontos para compartilhamento em redes sociais, incluindo críticas ao PT, relacionadas à segurança pública, custo dos alimentos e corrupção.
O site Direita Já atua como um catálogo de publicações filtráveis, com cerca de 200 posts disponíveis, que os usuários podem replicar em suas redes para auxiliar a campanha do senador.
Já o presidente Lula impulsiona o projeto Porta-vozes de Lula, que também utiliza grupos no WhatsApp para enviar diariamente missões de engajamento digital a uma base de mais de 140 mil voluntários, incentivando a promoção de suas propostas e a crítica ao adversário principal.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que o objetivo é conquistar espaço nas redes sociais, onde a direita historicamente apresenta maior força.
Especialistas apontam que a estratégia representa uma mudança nas campanhas políticas, migrando o foco da televisão para as redes sociais para alcançar especialmente o eleitor indeciso, que é crucial para definir o resultado das eleições.
Outros candidatos também adotam táticas digitais inovadoras, como o uso de aplicativos para engajamento e gamificação entre apoiadores.
Apesar do sucesso, as iniciativas enfrentam questionamentos legais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com acusações mútuas entre as campanhas de possível violação da legislação eleitoral.
A advogada eleitoralista Nahomi Helena de Santana explica que a mobilização digital voluntária é permitida, mas pode se tornar ilegal se houver pagamento ou benefício econômico em troca da divulgação ou se for usada para disseminar conteúdos ilícitos, como desinformação ou ofensas.
Além disso, redes organizadas para distribuir conteúdo ilícito podem enfrentar sanções mais severas.
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Boato sobre Nossa Senhora Aparecida repercute com 181 mil comentários em 20 horas
Um boato envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, circulou nas redes sociais afirmando erroneamente que ele apoiaria a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A desinformação causou um grande movimento com 180.857 comentários em apenas 20 horas, conforme levantamento da Vox Radar, empresa especializada em monitoramento das redes sociais.
Este tema foi mencionado por 139.677 perfis, gerando cerca de 902 mil curtidas, segundo dados da Vox Radar. A pesquisa foi solicitada pela CNN. Flávio Bolsonaro negou veementemente qualquer apoio à proposta falsamente atribuída a ele.
Ao analisar os primeiros comentários, eles surgiram na noite da quinta-feira (24), e em cinco horas iniciais, 92% das publicações acreditavam no boato, demonstrando uma reação de defesa à santa: "ninguém mexe com Nossa Senhora", destacou a Vox Radar.
O volume de menções aumentou significativamente na manhã da sexta-feira (25), atingindo um pico de 33.643 comentários em uma única hora, por volta das 14h.
A origem da notícia falsa remonta a um projeto legislativo de 2007, de autoria do então deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli, que sugeria substituir o título "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos". O projeto foi arquivado em 2008. Victorio Galli atuou como assessor especial da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro em 2019. Vale mencionar que a GloboNews divulgou essa informação equivocada e posteriormente emitiu pedido de desculpas.
Duas temáticas dominaram as discussões: a alegação de "fake news do PT" associada ao erro da Globo (46.827 menções) e a fé ligada ao voto católico (47.104), revelou a Vox Radar. Tecnicamente, estes grupos quase não se cruzaram: aqueles que denunciavam uma notícia falsa contestavam o boato, enquanto os que falavam de fé tendiam a acreditar nele. O projeto de lei citado apareceu em apenas 4.401 comentários.
Sobre as posturas, 36% dos comentários desmentiam ou não acreditavam na informação falsa, enquanto 26% afirmavam crer no boato e o replicavam. A posição referente ao boato refletiu claramente as divisões políticas:
- Na direita, 72% dos comentários desmentiram o boato, pouco mais de cem acreditaram;
- Na esquerda, 65% acreditaram na informação e 136 desmentiram;
- Entre os usuários sem identificação política, 44.712 comentários foram feitos, dos quais 32% acreditavam no boato, 9% desmentiam e 33% permaneceram neutros;
- Entre usuários declaradamente católicos, 47% acreditaram no boato e 14% o desmentiram.
A Vox Radar ressaltou que, em volume, a direita predominou, mas a esquerda alcançou maior repercussão. Comentários desmentindo o boato foram mais numerosos (1,4 vezes mais), porém os que acreditavam somaram 2,2 vezes mais curtidas.
Apesar da correção da GloboNews e dos desmentidos do próprio Flávio Bolsonaro, estes tiveram alcance restrito às suas bolhas. O público católico foi o que menos foi impactado pelas correções. Para esses, ficou a associação entre a santa e o nome do senador, mais do que uma acusação objetiva contra ele.
Em termos eleitorais, o boato causou certa pressão, mas seu impacto foi limitado. Predominou entre eleitores sem alinhamento político e católicos, alcançando muitas curtidas, inclusive em postagens da imprensa. O candidato tentou conter os danos com vídeos, entrevistas e apresentação de notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral a nove dias da eleição. Contudo, o maior risco parece estar no eleitor católico neutro, que se questiona se continuará seu apoio ao senador.
Flávio Bolsonaro repudiou o boato em duas ocasiões: "É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões. Jamais vou interferir na forma como a Igreja Católica conduz sua fé. Isso não é papel do Estado, diferente do que faz Lula."
Na sexta-feira à noite, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, ordenou a remoção imediata de publicações sobre a narrativa falsa nas plataformas Meta, X, TikTok e YouTube. Em sua decisão, ele ressaltou que é notoriamente falso que Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família tenham articulado, promovido ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Cidades
Lideranças dos engenhos de Ipojuca apoiam Rosa Amorim para deputada federal
Lideranças de aproximadamente 17 engenhos na região de Ipojuca manifestaram sua preferência por Rosa Amorim como candidata a deputada federal. As comunidades mencionadas incluem Gaipió, Queluz, Soledade, Canoas, Alagados, Cachoeira, Curral, Salgado, Fortaleza, Engenho de Vida e Osasuna, entre outras seis localidades adicionais. De acordo com os representantes locais, Rosa Amorim é vista como a melhor alternativa para defender os interesses do campo no parlamento federal.
Cidades
João Campos compartilha carro com políticos investigados em Limoeiro
Em uma pequena carreata realizada na cidade de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, na quarta-feira (23), o candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), foi visto em um veículo de campanha acompanhado por líderes políticos locais. Entre os presentes estavam o ex-presidente da Câmara Municipal, Daniel Paulo de Moura, também conhecido como Daniel do Mercadinho, e o ex-prefeito Joãozinho. A participação dessas figuras tem chamado atenção, pois estão envolvidas em episódios atualmente sob investigação.
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