Economia
IPC-Fipe sobe 0,31% na terceira quadrissemana de setembro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que avalia a inflação na cidade de São Paulo, apresentou alta de 0,31% na terceira quadrissemana de setembro, acelerando em comparação com o aumento de 0,26% registrado na segunda prévia do mês, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (25) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Na terceira leitura do mês, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe mostraram crescimento em relação à segunda quadrissemana: Habitação (foi de 0,54% para 0,73%), Alimentação (foi de -0,16% para 0,01%), Transportes (passou de -0,15% para 0,00%) e Educação (de -0,01% para 0,03%).
Por outro lado, houve redução na variação de Despesas Pessoais (de 1,03% para 0,53%), Saúde (de 0,26% para 0,24%) e Vestuário (de 0,23% para 0,06%).
A seguir estão as variações dos componentes do IPC-Fipe na terceira quadrissemana de setembro:
- Habitação: 0,73%
- Alimentação: 0,01%
- Transportes: 0,00%
- Despesas Pessoais: 0,53%
- Saúde: 0,24%
- Vestuário: 0,06%
- Educação: 0,03%
O índice geral alcançou a marca de 0,31%.
Economia
Incc-m desacelera para 0,25% em setembro, após alta de 0,85% em agosto, diz Fgv
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M) apresentou um ritmo mais lento de crescimento, chegando a 0,25% em setembro, depois de ter registrado um aumento de 0,85% em agosto, conforme dados da Fundação Getulio Vargas. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice totaliza uma valorização de 6,61%.
Os preços de Materiais e Equipamentos mostraram desaceleração, passando de 0,33% em agosto para 0,17% em setembro. Da mesma forma, o custo dos serviços também diminuiu a taxa de aumento, indo de 0,33% no mês anterior para 0,15% agora, segundo informações da FGV.
A variação do custo com Mão de Obra indicou um alívio significativo, reduzindo de 1,56% em agosto para 0,37% nesta medição.
Fatores que influenciaram a desaceleração
Os principais fatores que contribuíram para a diminuição do INCC-M incluem a queda nos preços de vergalhões e arames de aço carbono (de 0,19% para -0,27%); tubos e conexões de PVC (de 2,92% para -0,48%); placas cerâmicas para revestimento (de -1,37% para -0,32%); estruturas temporárias na obra, como barracão/container (de 0,19% para -1,07%); e mangueiras, incluindo caixas para mangueiras (de -0,07% para -0,48%).
Por outro lado, alguns itens pressionaram o índice para cima, como o trabalho do pedreiro (redução da taxa de 1,10% para 0,44%); condutores elétricos, que aumentaram de 1,86% para 2,34%; eletricista, de 1,27% para 0,43%; engenheiro, de 1,89% para 0,44%; e carpinteiro, de 1,66% para 0,44%.
Economia
Durigan apoia política fiscal do governo Lula em artigo na The Economist
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implementou a política fiscal adequada para o Brasil, focando na estabilidade das contas públicas, conforme exposto em um artigo na revista The Economist.
Ele iniciou o texto ressaltando que, em janeiro de 2023, quando Lula assumiu novamente, o país enfrentava uma crise profunda e a democracia estava ameaçada.
Durigan criticou a gestão anterior, mencionando o endividamento crescente das famílias, a intensificação da fome, uma taxa média de desemprego de 12% e a resposta insatisfatória à pandemia de covid-19.
O ministro destacou que o Brasil tem mantido níveis historicamente baixos de inflação e desemprego, comemorando a saída do país do Mapa da Fome da ONU e o aumento real no salário mínimo e na renda média dos brasileiros. Sobre as finanças públicas, ele explicou que o progresso social ocorreu juntamente com o ajuste fiscal, com o déficit primário previsto para diminuir de cerca de 2% do PIB em 2023 para 0,6% em 2026.
Durigan também mencionou a aprovação do novo arcabouço fiscal em 2023, que estabilizou os gastos primários em aproximadamente 19% do PIB e permitiu previsões de superávits para 2027, aliviando a pressão sobre os juros dos títulos brasileiros. Essa postura fiscal contribuiu para que a dívida pública permanecesse estável desde 2024, resultando em elevações nas classificações de crédito e na redução do risco de inadimplência do país.
Além disso, o ministro enfatizou a cooperação com o Congresso para aprovar mais de 80 medidas econômicas e barrar projetos que elevariam despesas públicas. Ele ressaltou ainda iniciativas para aumentar a participação feminina no mercado de trabalho, promover a capacitação profissional em inteligência artificial e consolidar legislações relacionadas a data centers, minerais essenciais e transição energética.
Em resumo, Dario Durigan concluiu que os esforços para garantir o desenvolvimento e a prosperidade nacional têm sido intensos desde 2023.
Economia
Trump alerta sobre fraqueza do iene, diz ministra do Japão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou preocupação com a queda do iene durante uma reunião recente com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conforme informado pela ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.
A declaração foi dada por Katayama em uma coletiva de imprensa realizada em Tóquio nesta sexta-feira, 25. No início da semana, Takaichi — que esteve em Nova York para a Assembleia Geral da ONU — encontrou-se com Trump para tratar de vários temas, incluindo a segurança econômica.
Após o iene atingir, no final de julho, seu nível mais baixo em 40 anos em relação ao dólar, os governos do Japão e dos Estados Unidos atuaram juntos para apoiar a moeda japonesa no mercado cambial.
Desde então, a elevação das taxas de juros promovida pelo Banco do Japão (BoJ) e a expectativa de novos aumentos contribuíram para a recuperação parcial da moeda, diminuindo seu uso em operações de “carry trade”. Apesar disso, a força do dólar e as políticas monetárias restritivas do Federal Reserve (Fed) continuam a exercer pressão sobre o iene.
De acordo com Claudio Wewel, estrategista do banco J. Safra Sarasin, a recuperação do iene está baseada em fundamentos frágeis. Ele destacou que as recentes indicações do BoJ sobre aumentos mais rápidos de juros começaram a mudar a percepção de que o banco central japonês age lentamente — uma visão que há anos influencia a moeda. Contudo, Wewel alerta que o BoJ ainda pode estar ficando para trás em relação aos demais bancos centrais do grupo G10.
Além disso, Stefan Angrick, da Moodys Analytics, afirmou que vários bancos centrais, inclusive de países vizinhos ao Japão, estão adotando uma postura mais rigorosa. Por isso, as altas de juros do BoJ podem não reduzir tanto quanto se esperava no início do ano a diferença das taxas japonesas em comparação com outras economias.
Fonte: Dow Jones Newswires.
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