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Economia

Selic permanece em 13,50% ao final de 2026, diz relatório Focus

A mediana do relatório Focus para a taxa Selic ao final de 2026 manteve-se em 13,50%, após queda na última semana. Analisando apenas as 72 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que são mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic ao fim deste ano também estabilizou em 13,50%.

A projeção mediana do relatório Focus para a taxa Selic ao término de 2027 permanece em 12,00%, pela 15ª semana consecutiva. Há um mês, a previsão também era de 12%. Considerando só as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana continuou estável em 12,00%.

Em 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou mais um corte na Selic, diminuindo 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano. Este foi o quinto corte seguido nos juros.

A Selic já recuou 1,25 ponto percentual desde março, quando o Banco Central iniciou um ‘ciclo de ajuste’ na política monetária, diante das incertezas geradas pela guerra no Irã, que afetou a cadeia global de suprimentos, os preços das commodities e inflação.

“O cenário atual, marcado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em relação ao cenário principal, requer serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê continuará acompanhando a evolução do cenário para garantir a restrição adequada que assegure a convergência da inflação à meta”, declarou o colegiado no comunicado da reunião.

A mediana do mercado para a Selic no final de 2028 segue em 10,50%, mesma previsão de um mês atrás. Já a estimativa para 2029 permanece em 10,00% pela 21ª semana consecutiva.

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Economia

Banco Central ajusta déficit em conta corrente para 2025, passando de US$ 66,7 bi para US$ 67,4 bi

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Banco Central anunciou nesta segunda-feira, dia 28, que revisou os números referentes às contas correntes de 2025 e ao acumulado do ano até julho. Segundo a entidade, o déficit nas transações do ano anterior foi de US$ 67,4 bilhões, valor que representa um aumento de US$ 700 milhões em relação ao déficit anteriormente registrado, que era de US$ 66,7 bilhões.

Uma das maiores alterações ocorreu na conta de serviços, cuja deficiência ampliou-se em US$ 1,6 bilhão, passando de um déficit de US$ 50,6 bilhões para US$ 52,2 bilhões. Já a renda primária apresentou uma redução do déficit em US$ 900 milhões, diminuindo de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.

Embora as transações correntes tenham apresentado piora, o Banco Central identificou um aumento no volume de investimentos estrangeiros diretos no Brasil durante o ano anterior, que passou de US$ 77,7 bilhões para US$ 85 bilhões, um acréscimo de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o déficit em transações correntes como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 aumentou de 2,93% para 2,96%, enquanto a relação entre os investimentos estrangeiros diretos e o PIB subiu para 3,73%, acima dos 3,41% divulgados anteriormente.

Dados de 2026 até julho

O Banco Central também atualizou as estatísticas do setor externo referentes a 2026. O déficit acumulado em transações correntes entre janeiro e julho elevou-se de US$ 36,0 bilhões para US$ 38,5 bilhões, enquanto os investimentos estrangeiros diretos líquidos no país aumentaram de US$ 54,4 bilhões para US$ 57,0 bilhões.

Para o mesmo intervalo, houve revisão nos seguintes dados: o superávit da balança comercial de bens diminuiu de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões; o déficit nos serviços aumentou de US$ 32,7 bilhões para US$ 33,5 bilhões; e o déficit na renda primária subiu de US$ 49,6 bilhões para US$ 49,9 bilhões. A conta financeira permaneceu negativa e passou de US$ 38,4 bilhões para US$ 40,5 bilhões.

O declínio no superávit da balança comercial de bens foi atribuído ao ajuste nas estatísticas realizadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O déficit acumulado em 12 meses até julho foi revisado para baixo, de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões, assim como a entrada de investimentos estrangeiros diretos no período, que foi ajustada de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.

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Economia

Festival Cria 2026 inicia inscrições para sua terceira edição em Pernambuco

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O Festival Cria 2026, que valoriza a publicidade de Pernambuco e é organizado pelo Sistema Nacional de Agências de Propaganda de Pernambuco (Sinapro-PE), está com inscrições abertas até 2 de outubro.

O evento reunirá profissionais da publicidade, anunciantes, empresas de mídia, empresários, estudantes e representantes de agências, culminando com uma cerimônia de premiação. A terceira edição acontece no dia 4 de novembro no Espaço de Eventos do Shopping RioMar, na Zona Sul do Recife.

Esta edição marca uma nova fase, com mudança no nome de CRIA.PE para Festival Cria e expansão de sua abrangência além do estado de Pernambuco.

Ainda assim, o foco permanece na promoção da publicidade pernambucana, agora incluindo uma categoria especial para agências dos outros estados do Nordeste, refletindo o crescimento do evento desde sua criação em 2024.

Segundo a presidente do Sinapro-PE, Lelê Carvalho, “A indústria criativa de Pernambuco é uma das mais fortes do Brasil, com talentos reconhecidos nacional e internacionalmente, como em Cannes”. Ela destaca que o festival visa criar uma vitrine para a produção local e conectar o mercado de Pernambuco com circuitos nacionais e internacionais.

Crescimento

Em 2025, o número de trabalhos inscritos cresceu 52% em relação ao ano anterior, acompanhando a expansão das agências participantes. A presidente reforça que o festival é um termômetro importante para o mercado, mostrando a força criativa local e a terceira edição continuará esse movimento.

A categoria Cria Nordeste aceitará inscrições de agências de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, obedecendo o regulamento.

A iniciativa amplia o alcance do festival, que desde o início promove reconhecimento, networking e troca entre profissionais de comunicação.

Categorias

Serão 17 categorias principais cobrindo várias áreas da comunicação: Filmes, Impressos e outras publicações, Rádio e Áudio, Digital, Mídia Out of Home, Campanhas, Promo, Experiência e Ativação, Design, Branded Content, Causas, Case de Efetividade, Melhor Estratégia de Mídia, Melhor Estratégia de Campanha, Pernambucanidade e Cria Nordeste.

O regulamento contempla também a categoria gratuita Capivarinha Jovens Talentos, destinada a estudantes de Comunicação, Publicidade e Propaganda, Design, Marketing e áreas correlatas em cursos superiores e técnicos de Pernambuco. A participação pode ser individual ou em grupos de até quatro estudantes, incentivando a aproximação entre formação acadêmica e mercado profissional.

A categoria Pernambucanidade destaca trabalhos que expressam a cultura, costumes, tradições e orgulho do estado, e a criação da Cria Nordeste amplia o diálogo regional e aproxima mercados com desafios e características similares.

Informações sobre o evento

  • Data: 4 de novembro de 2026
  • Local: Espaço de Eventos do Shopping RioMar, Recife, Pernambuco
  • Inscrições: até 2 de outubro de 2026
  • Organização: Sinapro-PE
  • Categorias: 17 principais, com premiações especiais
  • Destaques: Cria Nordeste e Capivarinha Jovens Talentos
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Economia

Bets pedem ao STF parar proibição do governo Lula

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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) solicitaram ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenda a medida provisória emitida pelo governo federal que veda a prática das apostas de quota fixa em todo o Brasil. As organizações destacam que a medida pode causar consequências irreversíveis antes que o Congresso Nacional tenha a oportunidade de analisar a questão, pedindo uma avaliação urgente por parte de Fux.

Esta ação foi tomada por meio de uma Medida Provisória, que tem validade imediata.

O pedido foi feito nesta segunda-feira dentro de processos já em andamento no Supremo que discutem a constitucionalidade do marco regulatório dos bets, todos sob supervisão do ministro Fux. A ANJL e o IBJR participam desses casos como partes interessadas e informaram formalmente a edição da MP 1.394, publicada na última sexta-feira. A medida proíbe apostas esportivas e jogos online, cancela as permissões previamente concedidas aos operadores e estabelece um cronograma para o encerramento dessas atividades.

De acordo com a petição, a ANJL também vai apresentar uma nova ação no STF contra esta medida, buscando não só a declaração de inconstitucionalidade da MP, mas também a confirmação da legalidade das normas atualmente em vigor que regulam as apostas no Brasil.

Enquanto a nova ação é analisada, as entidades solicitam que Fux suspenda completamente os efeitos da MP até que o Congresso tome uma decisão — seja por aprovação, rejeição ou perda de validade — ou até que o Supremo decida sobre a nova ação.

Assim, continuariam válidas as autorizações concedidas às empresas, os regulamentos vigentes e a lista oficial de operadores autorizados pelo Ministério da Fazenda.

Caso o pedido não seja atendido, as associações sugerem duas alternativas. A primeira é que a suspensão da MP seja aplicada pelo menos às empresas que já possuem autorização valida da Secretaria de Prêmios e Apostas. A segunda é que o STF conceda um prazo mínimo de seis meses para o fim das operações, em vez dos períodos estipulados pelo governo.

Nesse cenário, cada empresa deveria apresentar um plano de encerramento das atividades à Secretaria de Prêmios e Apostas e poderia manter a operação durante esse período de transição. As entidades também pedem que os saldos dos apostadores sejam preservados e que sejam suspensas, temporariamente, penalidades, bloqueios e a apreensão de valores.

A MP determina que as autorizações serão canceladas 30 dias após a publicação e que, em dez dias, os operadores deverão retirar do ar seus sites e aplicativos. Desde a publicação, também está proibido o depósito de novos recursos nas contas dos apostadores. Instituições financeiras estão impedidas de processar transações relacionadas às apostas e a medida proíbe publicidade e patrocínios.

No documento enviado, ANJL e IBJR argumentam que não houve nenhum fato novo que justificasse a urgência para a edição da medida provisória. As associações ressaltam que o setor foi recentemente regulamentado pelo próprio governo e que temas como os impactos das apostas para pessoas vulneráveis, publicidade e jogos online já foram amplamente debatidos no Congresso durante a aprovação da legislação.

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