Cultura
Musical sobre Tarsila do Amaral chega a Pernambuco
Uma das figuras mais marcantes da cultura brasileira ganha vida em Pernambuco. De 1º a 04 de outubro, o Teatro Guararapes acolhe o musical “Tarsila, A Brasileira”, estrelado e produzido por Claudia Raia, que revive a trajetória revolucionária de Tarsila do Amaral, a artista que transformou as cores e os rumos da arte no Brasil ao ajudar a criar o Modernismo brasileiro.
Com roteiro de Anna Toledo e José Possi Neto — que também dirigem e cuidam da direção de arte — a peça transporta o público para a efervescência do começo do século XX. A narrativa acompanha o retorno de Tarsila de Paris ao Brasil em 1922 e seu encontro com intelectuais que mudaram a arte nacional: Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade, interpretado por Jarbas Homem de Mello.
No palco, o processo criativo do famoso “Abaporu” e o surgimento do Movimento Antropofágico convivem com os desafios da vida real, incluindo a Crise de 1929, perdas financeiras, dificuldades amorosas e o compromisso social da pintora. Ao contar essa história cheia de altos e baixos, o espetáculo busca aproximar o público da pessoa real por trás dos livros de história.
“Ao pensar em Tarsila, lembramos do Abaporu, das cores, do Modernismo, daquela mulher elegante que circulava pelo mundo. Mas há uma Tarsila muito humana por trás disso. Ela viveu paixões intensas, perdas, rupturas e precisou se refazer muitas vezes”, ressalta Claudia Raia.
Uma parte vital dessa história é a forte relação com Oswald de Andrade, apresentada com a cumplicidade daqueles que vivem arte e vida juntos. A atriz conta que atuar com Jarbas Homem de Mello traz profundidade ao romance dos modernistas, permitindo revelar os múltiplos lados da paixão sem idealizações.
“Era uma relação que influenciava a arte. Ter o Jarbas ao meu lado permite riscos em cena, pois há confiança total entre nós. Talvez por conhecermos o amor e a parceria artística, conseguimos captar várias camadas desse relacionamento sem romantizar demais”, observa Claudia.
Essa complexidade ganha ainda mais significado ao cruzar o país, levando grandes espetáculos para públicos além dos centros tradicionais. Para Claudia, apresentar a montagem em Pernambuco é valorizar e formar cultura.
“Chegar a Recife é especial pela força cultural da cidade, sua identidade artística e um público que valoriza arte e cultura. Produzir uma superprodução itinerante é desafiador, exige investimento e trabalho coletivo, mas é parte do que acredito. Teatro deve viajar, encontrar novos públicos e formar plateias”, afirma a atriz.
Mais que uma biografia, o musical propõe uma reflexão sobre o consumo cultural acelerado atual. Reacendendo a ideia antropofágica do século XX, convida o Brasil a redescobrir sua potência estética.
“A antropofagia é absorver referências, digerir e devolver algo com nossa identidade. O Brasil tem uma riqueza cultural incrível. Às vezes olhamos tanto para fora que esquecemos nosso valor. ‘Tarsila, A Brasileira‘ é um convite para que o brasileiro valorize sua cultura com orgulho, curiosidade e pertencimento”, conclui a protagonista.
Informações sobre o espetáculo
“Tarsila, A Brasileira”
Elenco: Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello
Quando: 1º a 04 de outubro; quinta e sexta às 20h; sábado às 15h e 20h; domingo às 18h
Onde: Teatro Guararapes (Pernambuco Centro de Convenções) – Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda/PE
Ingressos: A partir de R$ 50, disponíveis pela Cecon Tickets e bilheteria oficial do teatro
Cultura
Bruno relata rádio tocando música de Rick & Renner sozinho após morte do cantor
Bruno, da dupla com Marrone, compartilhou nas redes sociais neste domingo, 27, um episódio estranho que ocorreu enquanto ele ainda lamentava a perda de Rick, da dupla com Renner.
O cantor contou que um rádio, localizado na cozinha de sua residência, teria ligado automaticamente e começou a tocar uma canção da dupla Rick & Renner.
“Eu estava na cozinha, onde temos um rádio pequeno que recebemos de presente […]. De repente, o rádio ligou sozinho, só eu e a Gleide estávamos aqui, e começou a tocar uma música do Rick & Renner“, relatou.
Bruno mostrou o aparelho e explicou que é necessário ligá-lo manualmente para que funcione. Ele também recordou as homenagens feitas pela dupla nos shows recentes.
“Para ligar esse rádio, precisa fazer isso aqui, ó [ele gira o botão]. Entendeu? Ele simplesmente ligou sozinho. Realizamos quatro shows, fizemos quatro tributos ao Rick, pedimos ao público para aplaudir, falamos sobre a carreira dele e cantamos suas músicas”, disse ele.
Em seguida, o cantor associou o incidente às homenagens feitas ao sertanejo falecido. “Agora, isso que aconteceu só pode ser um agradecimento dele para nós, ou alguém que me explique, porque não há outra explicação”, afirmou.
Morte de Rick
Rick faleceu aos 59 anos após um acidente com um helicóptero na região de Urubici, na Serra Catarinense. A perda do cantor foi confirmada na terça-feira, dia 22. Quatro outras pessoas que estavam a bordo da aeronave também morreram no acidente.
Depois da confirmação, Bruno e Marrone prestaram uma homenagem nas redes sociais. “Hoje a estrada está mais triste… Vai com Deus, Rick. Irmão de estrada, da música e de muitos momentos que vamos guardar para sempre no coração”, escreveu a dupla.
Marrone esteve presente no velório de Rick na quinta-feira, 24, em Sorocaba, no interior de São Paulo.
Cultura
Leticia Colin fala sobre maternidade e reconciliação amorosa
Letícia Colin compartilhou sua experiência com uma separação que não deu certo. Em uma entrevista para o videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, que será exibido nesta segunda-feira, dia 28, às 18h nos canais do GLOBO no Youtube e Spotify, a atriz de 36 anos contou que desistiu da separação do marido, Michel Melamed, devido a uma dor insuportável. Atualmente na novela das 21h, ‘Quem ama cuida’, Letícia também falou sobre a maternidade.
Seu filho, Uri, tem seis anos. Ela comenta: ‘Ser mãe é uma experiência mais intensa e desafiadora do que calma.’
‘É algo radical. Frequentemente penso na obra da Nise da Silveira, que ao descrever o que o paciente sente por dentro, como explosões internas, consegue dar nome ao que sentimos. Às vezes, até o amor pode ser violento. Sinto um amor forte pelo meu filho. Ele me toca profundamente, me deixa confusa, desperta em mim um desejo intenso de cuidar, uma raiva de não saber como, cansaço, uma mistura de loucura, paixão e encanto. Não é fácil lidar com essa intensidade de amor e dor.
Sobre a ‘separação não consumada’ com seu companheiro, Michel Melamed, ela descreve: ‘Foi uma dor insuportável. A vida foi ficando difícil, triste e sem compreensão. Era como estar em um lugar estranho onde ninguém falava minha língua. O mundo pode ser maravilhoso, mas é um desafio estar nele e sobreviver às suas muitas possibilidades. Precisamos escolher quem queremos ao nosso lado e como gastamos nosso tempo, seja conosco, seja com o outro. Encontrar um ponto real e concreto de contato com a vida é algo raro e especial. O que vivemos foi bonito e difícil, mas essencial. Voltamos porque, apesar de termos nos separado, percebemos que era apenas uma pausa. Às vezes, o fim de algo é o começo de outra coisa.’
Sobre morar separados agora, ela diz: ‘Cada um tem seu espaço e aprendemos a conviver com as diferenças de modo mais organizado. Michel é autor, dramaturgo e diretor, um universo dele. Assim como eu tenho uma vasta gama de sentimentos e pensamentos, ele também. Eu acreditava que ele deveria entender tudo, e não perdoava quando não compreendia. Apesar de ser incrível e feminina, às vezes não consigo lidar com tudo. Acho que projetei nele a responsabilidade de resolver tudo, o que é uma expectativa injusta. Ninguém pode cuidar de ninguém além de si mesmo. Eu preciso assumir a responsabilidade por mim mesma.’
Cultura
Morre o Escritor Escocês Peter May aos 74 Anos
O escritor escocês Peter May, conhecido por sua obra The Blackhouse, faleceu aos 74 anos. A notícia foi confirmada nesta segunda-feira (28) pela sua editora na França, país onde residia há algum tempo.
“Peter May era um homem dotado de grande sensibilidade, profundamente empático, atencioso e de uma bondade imensa”, declarou a editora Rouergue em comunicado, homenageando o “homem de criatividade extraordinária”.
Iniciando sua carreira no jornalismo e como roteirista para séries da BBC, Peter May lançou quase 30 romances ao longo de sua trajetória. Dentre suas obras, destaca-se The Blackhouse, primeiro volume da série ambientada na ilha de Lewis, na Escócia, que alcançou a marca de 3 milhões de cópias vendidas mundialmente.
Livro lançado primeiro na França
The Blackhouse foi o livro que levou Peter May ao reconhecimento internacional. Publicada inicialmente em francês pela editora Rouergue, em 2010, a obra não havia sido aceita por editoras de língua inglesa.
A edição em francês possibilitou o sucesso do livro, que posteriormente chegou a leitores de diversas nações.
Peter May residia na região de Lot, na França, onde também obteve a nacionalidade francesa. Nos últimos anos de vida, dedicou-se intensamente à música.
Conforme relata a editora, o escritor era apaixonado por música e passava grande parte do seu tempo recente tocando, compondo e escrevendo canções.
-
Cidades2 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura2 meses atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Economia8 meses atrás36 Empresas Ligadas ao Setor Imobiliário Estão Sob Investigação por Empréstimos Suspeitos no Banco Master
-
Cultura2 meses atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
-
Destaque2 meses atrásPM apreende drogas, armas e munições no Recife, Olinda e Agreste
