Economia
Novas siglas IBS e CBS nas notas fiscais: entenda as mudanças
A partir desta segunda-feira, algumas notas fiscais emitidas por empresas brasileiras passarão a apresentar duas novas siglas: IBS e CBS. Essas mudanças fazem parte da Reforma Tributária sancionada em 2023 e regulamentada no ano anterior, e terão um processo de transição até 2033.
As siglas IBS e CBS substituirão gradualmente, em um período de sete anos, diversos impostos federais, estaduais e municipais relacionados ao consumo, como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
Com a nova norma, o consumidor poderá visualizar com clareza o valor dos impostos pagos na compra de produtos e serviços.
Quem será afetado inicialmente
A regra que começa a vigorar nesta segunda contempla empresas tributadas pelo Lucro Real ou Lucro Presumido. As empresas optantes pelo Simples Nacional só deverão exibir as novas siglas nas notas fiscais a partir de 2027.
Charles Gularte, sócio da Contabilizei, destaca que muitos sistemas de emissão permitiam campos vazios para IBS e CBS, o que não será mais permitido. Além disso, os sistemas precisam reconhecer a natureza da operação, classificação do produto/serviço, local do consumo e outros dados para calcular corretamente os novos tributos.
Implementação e obrigações
Segundo Maurício Barros, advogado da Cescon Barrieu, apesar da obrigatoriedade de informar os tributos na nota, inicialmente não haverá cobrança. O sistema servirá para compliance fiscal, permitindo assim que empresas se adaptem.
A Reforma também traz a possibilidade de deduzir créditos tributários pagos nas etapas anteriores, minimizando a incidência em cascata dos impostos.
Gularte ressalta que o maior desafio será para pequenas e médias empresas que dependem de sistemas simplificados e fornecedores externos, pois a atualização do sistema e processos dependem da participação do empresário.
Consequências da não adequação
A não conformidade poderá resultar em rejeição de documentos fiscais pela autoridade fiscal, o que pode interromper operações. Nos primeiros momentos, as penalidades serão educativas, com prazo de correção de até 60 dias para evitar multas.
Falhas comuns nos testes envolveram erros na classificação tributária e inconsistências na nomenclatura dos produtos e serviços.
Orientações para quem não adaptou o sistema
Gularte recomenda que empresários confirmem com fornecedores se seus sistemas estão atualizados e realizem testes rigorosos para garantir o correto preenchimento das informações do IBS e CBS.
Devem ser elaborados planos para lidar com rejeições e definir ações rápidas das equipes comercial, financeira, fiscal e de TI para evitar prejuízos aos clientes.
Prazos e cronograma
- 3 de agosto de 2026: início da operação da maioria dos documentos fiscais eletrônicos, incluindo notas fiscais, bilhetes de transporte e contas de luz e comunicação.
- 1º de outubro de 2026: inclusão das notas fiscais eletrônicas de serviços e de contas de água.
- 1º de dezembro de 2026: aplicação para contratos de locação, arrendamentos e administração de condomínios.
- 1º de janeiro de 2027: abrangência para empresas do Simples Nacional.
- 2029: encerramento do período de transição para documentos fiscais em papel nos transportes.
Maurício Barros e André Menon, advogado do Machado Meyer, indicam que os sucessivos adiamentos geram ansiedade, mas também uma oportunidade para ajustes. A expectativa é que alíquotas de 1% sejam aplicadas em fase de testes ainda neste ano, e em 2026 a declaração dos tributos será obrigatória, sem aumento de custo tributário para empresas.
Economia
Fiepe lança novo índice para acompanhar vendas no mercado imobiliário
A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) apresentou nesta terça-feira (4) uma versão atualizada do Índice de Velocidade de Vendas para Imóveis Novos (IVV), um instrumento que monitora o mercado imobiliário na região.
Desenvolvido em colaboração com a BCB Inteligência, o índice agora utiliza uma metodologia renovada e cobre mais de 95% dos imóveis novos na Região Metropolitana do Recife, ampliando a precisão e utilidade dos dados para decisões de vendas, lançamentos e investimentos.
Em julho de 2026, o IVV Geral chegou a 6,0%, representando um pequeno aumento em relação a junho, que registrou 5,8%. Após atingir 9,9% em maio, o índice desacelerou e se manteve estável nos meses seguintes. Embora esteja aquém da média dos últimos doze meses, que é 7,41%, o resultado recente sinaliza uma estabilização na velocidade das vendas imobiliárias.
No mês, foram comercializadas 1.032 unidades, um crescimento de 7,2% comparado com junho, resultando em um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 472,69 milhões, que aumentou 10% em relação ao mês anterior.
O presidente da FIEPE, Bruno Veloso, ressaltou a importância do índice para a estratégia do setor: “Este indicador é essencial para o mercado, antecipando tendências e auxiliando nas vendas. Fomos pioneiros em sua criação e queremos mantê-lo em atividade para apoiar a construção civil de forma estratégica.”
Para Paulo Wanderley, presidente do Sinduscon-PE, o índice serve como uma bússola para decisões empresariais, indicando a direção e expectativas do mercado tanto para vendas quanto para novos lançamentos.
Leonardo Queiroz, presidente da Ademi-PE, manifestou satisfação com o retorno do índice: “Nós, que atuamos no mercado imobiliário, estamos contentes. Isso demonstra que o IVV continua relevante.”
O diretor da BCB Inteligência, Bruno Cantalupo, junto com o economista da FIEPE, Cézar Andrade, apresentou o novo sistema, ressaltando que o projeto levou dois anos para ser concluído, com foco em facilitar a leitura e uso das informações. “Queremos oferecer uma ferramenta didática e um relatório claro para o mercado,” afirmou Cantalupo.
Informações do mercado
Em julho, a oferta disponível somou 17.360 unidades, um aumento de 5,3% comparado a junho. O estoque fechou em 16.328 imóveis, crescendo 5,2%, com 576 unidades lançadas no período. Entre os imóveis vendidos, 531 estavam vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida, e 501 utilizavam outras modalidades de crédito.
Estas últimas representaram 71,9% do VGV devido ao maior valor agregado dos empreendimentos. O preço médio das vendas foi de R$ 458 mil. Os dados indicam um mercado imobiliário aquecido, com elevação nas vendas, no valor transacionado e na quantidade de imóveis disponíveis.
Economia
Motoristas valorizados: caminho para menos riscos no transporte
O Conecta Multimodal 2026, evento oficial da Multimodal Nordeste, teve a Folha de Pernambuco e o Movimento Econômico como apresentadores e correalizadores, realizado de 4 a 6 de agosto, no Recife Expo Center, no centro do Recife.
Na abertura do evento, na terça-feira (4), a palestra foi intitulada “Pessoas no centro da estrada: como valorizar o motorista pode melhorar a segurança e o desempenho”, apresentada pelo gestor do Grupo Tombini, Walker Lytiery.
Durante o debate, Lytiery destacou que as empresas do setor de transporte precisam focar mais no bem-estar dos motoristas, ressaltando que os investimentos em tecnologia não têm sido acompanhados por ações que cuidem de quem está ao volante.
“Anualmente, as empresas investem bilhões para conectar computadores a caminhões, usando telemetria, câmeras e rastreadores. Porém, será que aplicam algum recurso para se relacionar com o motorista?”, questionou.
Ele também comentou sobre os desafios enfrentados pela profissão, como a distância da família, a solidão e a pressão por resultados. Para o palestrante, pensar na logística sem considerar as condições desses profissionais prejudica tanto a segurança quanto a eficiência das operações.
Lytiery ainda alertou sobre a infraestrutura rodoviária do Brasil, mencionando que 44% das rodovias pavimentadas têm problemas que aumentam os acidentes, enquanto as discussões do setor se concentram em tecnologia e inteligência artificial.
“O problema não é inteligência artificial contra inteligência emocional, mas sim se iremos resolver tudo apenas com fios e chips. Como pensar em substituir motoristas por robôs em um país com tantos problemas de infraestrutura?”, questionou.
Gestão
Ele enfatizou que a liderança nas empresas deve envolver preparo emocional dos gestores. “Como cuidar de alguém se você não se cuida? Encontramos gestores tecnicamente capacitados, porém despreparados emocionalmente para lidar com motoristas”, afirmou.
Câmeras
Lytiery também falou sobre o uso de câmeras nos caminhões. Apesar de muitos motoristas verem esses equipamentos como punição, a tecnologia pode proteger e valorizar o profissional quando usada com transparência.
Ele exemplificou com imagens reais captadas por câmeras frontais dos veículos do Grupo Tombini, demonstrando situações onde as gravações ajudaram a confirmar a versão dos motoristas em acidentes.
“A câmera elimina o conflito de versões, mostrando o que realmente aconteceu. E se essa câmera não estivesse no caminhão?”, concluiu.
Economia
Ram 1500 Big Horn estreia no Brasil por R$ 449.990 com 426 cv e aceleração rápida
A Ram expandiu sua linha 1500 no Brasil com a chegada da nova Big Horn, que custa R$ 449.990.
O modelo traz o mesmo motor Hurricane 6 3.0 Biturbo, com 426 cv e torque de 64,8 kgfm, apostando em um preço competitivo para conquistar quem quer entrar no segmento das picapes grandes de luxo.
De acordo com a fabricante, o veículo já está disponível nas concessionárias do país e é a versão de entrada da linha, que agora inclui Big Horn, Laramie e Laramie Night Edition.
Com esse valor, a Ram 1500 Big Horn custa menos do que algumas picapes médias esportivas e versões topo de linha vendidas no Brasil.
Por exemplo, a Ford Ranger Raptor, que custa cerca de R$ 490 mil, e a Volkswagen Amarok V6 Extreme, que começa em torno de R$ 460 mil.
A estratégia da Ram é oferecer uma picape grande de luxo com tamanho, potência e tecnologia de ponta a um preço atraente.
Desempenho
Equipado com o motor Hurricane 6 3.0 Biturbo, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com modos 4×2, 4×4 Auto, 4×4 High e 4×4 Low (reduzida), a Big Horn acelera de 0 a 100 km/h em apenas 5,3 segundos, sendo a picape mais rápida no mercado nacional. O condutor pode escolher entre cinco modos de direção: Automático, Sport, Off-Road, Reboque e Neve/Piso Escorregadio.
“A nova Ram 1500 Big Horn mantém todas as qualidades que a tornaram referência no segmento e agora oferecemos uma picape grande com muita performance, tecnologia e capacidade por um preço bastante competitivo”, destaca Juliano Machado, diretor da Ram para a América do Sul.
Design
O visual da Big Horn conserva a identidade da Ram, mas traz detalhes exclusivos. A frente tem grade preta com o logo RAM cromado, para-choques e maçanetas na cor da carroceria, além de grade ativa no radiador para melhorar a aerodinâmica.
As rodas de liga leve são de 20 polegadas e os escapamentos duplos reforçam o aspecto esportivo. As cores disponíveis são Azul Forged, Preto Diamond, Granito Crystal, Prata Zenith e Branco Bright.
Com linhas destacadas, acabamento exclusivo e capacidade de até 1.523 litros de carga, a Ram 1500 Big Horn reforça seu posicionamento como picape grande premium.
Capacidade
A Big Horn mantém os números da linha em termos de trabalho.
A caçamba tem 1.523 litros, medindo 1,71 metro de comprimento, 1,52 metro de largura e 54 cm de altura. A capacidade máxima de reboque é de 4.490 kg, maior que o peso do veículo.
A estrutura usa 98% de aços de alta resistência e já sai da fábrica pronta para instalação de engate e conexões elétricas de reboque.
Tecnologia
O interior tem equipamentos das versões mais sofisticadas da marca.
A central multimídia de 12 polegadas oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio; o conforto é garantido com carregador por indução, volante aquecido, pedais ajustáveis eletricamente, bancos dianteiros aquecidos, ar-condicionado digital dual zone, sistema de som Alpine de 506 watts, seis entradas USB, tomadas 115V e um console central de quase 40 litros.
O aplicativo My Uconnect permite localizar o veículo, travar e destravar portas à distância, monitorar combustível, agendar revisões e usar serviços conectados, incluindo Wi-Fi para até oito dispositivos.
Segurança
A Ram mantém um pacote robusto de assistências ao condutor.
- Piloto automático adaptativo com Stop & Go
- Frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas
- Monitoramento de ponto cego
- Assistente ativo de permanência em faixa
- Seis airbags
- Controle de estabilidade e tração
- Assistente de partida em rampa
- Controle de oscilação de reboque
Com o lançamento da Big Horn, a Ram reforça seu foco de ampliar o acesso ao segmento de picapes grandes premium, mantendo a mecânica de 426 cv, o desempenho de destaque no mercado nacional e um pacote completo de tecnologia, conforto e capacidade.
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