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Fornecedor da Oi suspende serviço e causa falha em lotéricas e redes de segurança

O corte no serviço de um fornecedor da Oi, devido a supostos atrasos nos pagamentos, provocou diversos problemas em várias cidades brasileiras nos últimos dias, evidenciando a situação crítica da operadora.

O Grupo Sitelbra, especialista em redes de telecomunicações de longa distância, links dedicados de internet e data center, interrompeu o serviço na noite de sábado, 1º de agosto, afetando diversas áreas.

Essa ação gerou uma interrupção em 70 lotéricas da Caixa Econômica Federal em 18 estados, falhas em 294 circuitos de dados das câmeras de segurança do projeto Vídeo Polícia da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, 36 circuitos da Enel Energia no Ceará, com indisponibilidade em 34 localidades, além de afetar mil links de clientes da Oi.

Segundo o pedido de tutela cautelar enviado com urgência pela Oi à 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, local onde tramita o segundo processo de recuperação judicial da empresa, a juíza Simone Chevrand determinou que o Grupo Sitelbra restabeleça os serviços em até 12 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 milhões. A Oi deve fornecer uma planilha detalhada sobre os valores devidos e pagos nos últimos três meses.

Simone Chevrand justificou sua decisão afirmando que os serviços são essenciais para a população e não podem ser interrompidos, mesmo que isso aumente a dívida da Oi com o Grupo Sitelbra.

Conforme a magistrada, a gestão da Oi vem efetuando pagamentos mensais aos prestadores de serviços essenciais, embora em valores inferiores aos contratuais. Ela ressaltou que, se o fornecedor se sentir prejudicado, deve buscar reparação judicial, não podendo interromper unilateralmente os serviços.

A situação financeira da Oi tem se deteriorado. Ano passado, a Justiça decretou falência da operadora, mas a decisão foi suspensa após bancos como Itaú e Bradesco demonstrarem interesse em manter o processo de recuperação judicial para organizar a venda de ativos e pagar credores.

A empresa está sob administração judicial desde então. Em junho, a Oi tentou vender sua divisão Oi Soluções, que atende milhares de contratos com entidades públicas e privadas, mas nenhuma proposta foi apresentada no leilão.

Além disso, a tentativa de venda rápida do patrimônio foi questionada e negada pela juíza, que criticou a iniciativa por atender somente a uma solução temporária para os problemas financeiros da companhia.

Em despacho recente, Simone Chevrand reconheceu a inviabilidade econômica da continuidade das operações da Oi e determinou a notificação do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, e de outros órgãos para tomar conhecimento do iminente colapso financeiro da operadora.

A juíza criticou a falta de ação do governo, chamando a administração pública de inerte diante da situação persistente da empresa.

O ministro das Comunicações, antes da notificação, minimizou a falência, afirmando que a parte de internet da Oi está nas mãos de outras parceiras e que negociações comerciais estão em andamento para resolver a situação nos próximos meses. Ele destacou que o setor público possui outros fornecedores e não depende exclusivamente da Oi, e indicou que o governo não deverá intervir diretamente, confiando em soluções de mercado.

No entanto, até o momento, a crise permanece sem solução definitiva.

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Brasil

Cidades do Ceará e Alagoas lideram ranking nacional de educação no Ideb

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Municípios do Ceará e de Alagoas estão no topo da lista das cidades brasileiras com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental.

Os dados foram divulgados na quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).

O Ideb é divulgado bienalmente e leva em conta as notas obtidas pelos estudantes nas avaliações de Português e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além do fluxo escolar, que considera aprovação e reprovação. As notas do Ideb variam de 0 a 10.

Oito municípios alcançaram a nota máxima do Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental. Destes, cinco ficam no Ceará (Catunda, Coreaú, Cruz, Pedra Branca e Pires Ferreira) e três em Alagoas (Santana do Mundaú e União dos Palmares). Para completar o top 10 do 5º ano do ensino fundamental estão Deputado Irapuan Pinheiro e Ipaporanga, ambos no Ceará, com nota 9,9.

O Estado do Ceará tem destaque pelos bons resultados na educação, especialmente nas etapas iniciais, relacionadas à alfabetização.

O exemplo mais conhecido é o da cidade de Sobral, referência nacional pela transformação da rede pública de ensino, focada na alfabetização na idade certa. Em 2025, Sobral atingiu Ideb 9,6 nos anos iniciais e 8 nos anos finais.

Embora existam desafios, o Brasil avançou significativamente na educação dos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2005, o país tinha 4.110 municípios com nota até 4,9 no Ideb; atualmente, esse número caiu para 442.

Diante desse panorama, o MEC anunciou um acompanhamento específico para essas cidades, visando a melhoria da educação e o avanço nos indicadores.

Na lista das dez cidades com melhor desempenho no 9º ano do ensino fundamental, a líder é Deputado Irapuan Pinheiro (CE) com Ideb 9,3, seguida por Ipaporanga (CE) e Santana do Mundaú (AL), ambas com 9,2. O ranking continua com Coreaú (CE) e Pires Ferreira (CE) com 9,1; Pedra Branca (CE) com 8,9; Nova Russas (CE), Coruripe (AL) e São José da Laje (AL) com 8,8; e Branquinha (AL) com 8,6.

O MEC também destacou os municípios com melhor desempenho em cada estado e aqueles que mais avançaram em relação ao último Ideb.

Nos anos iniciais, a maior evolução ocorreu em Novo Oriente de Minas, Minas Gerais, que elevou sua nota de 4,7 para 9,3 entre 2023 e 2025, um aumento de 4,6 pontos.

Nos anos finais do ensino fundamental, Cristino Castro, no Piauí, foi o município que mais cresceu, aumentando de 3 para 6,6, um avanço de 3,6 pontos no mesmo período.

O Ideb divulgado mostrou avanços na educação brasileira em todas as etapas de ensino, mas também evidenciou que ainda existem desafios a serem superados.

O Brasil não conseguiu atingir as metas estabelecidas para 2021 nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

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Brasil

Países comentam cancelamento de visto da embaixadora do Brasil nos EUA como aumento de tensão

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Grandes meios de comunicação mundiais comentaram a decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, interpretando a ação como um aumento nas tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

No New York Times, a manchete da reportagem chamou a atenção para a revogação do visto da diplomata brasileira de alto escalão, o que eleva o nível de conflito entre os dois países. Já o El País, em sua versão para o continente americano, destacou o confronto diplomático entre as potências.

O BBC e o Guardian, veículos britânicos, também indicaram que a situação representa uma escalada nas discordâncias bilaterais, assim como a emissora do Catar, Al Jazeera.

Para o Wall Street Journal, a notícia ocorre dentro de um contexto de crescente discórdia diplomática, especialmente envolvendo alegações de tentativa de interferência dos EUA nas próximas eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro.

O Washington Post qualificou a medida como uma retaliação. No geral, as reportagens traduziram a informação usando como base as declarações do Departamento de Estado americano, que justificou a revogação do visto como resposta ao atraso do Brasil na aprovação formal do diplomata dos Estados Unidos em Brasília e à negativa de vistos para diplomatas americanos.

Meios como a CNN dos Estados Unidos e a DW da Alemanha deram cobertura mais direta às declarações oficiais.

A DW evidenciou a rejeição brasileira ao ato, descrevendo-o como uma escalada e ressaltando que isso demonstra o interesse dos Estados Unidos em se envolver na eleição presidencial brasileira. Segundo comunicado do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ação dos EUA é parte de um conjunto planejado de atitudes hostis motivadas por diferenças ideológicas.

A CGTN da China também reportou a versão brasileira, que classificou de falsas as justificativas apresentadas pelos EUA.

A Fox News publicou a fala de um representante do Departamento de Estado americano, que declarou que houve contato constante com o governo brasileiro durante semanas e foram dadas várias chances para resolver a questão adequadamente, mas que o Brasil continuou a atrasar o processo e impor barreiras.

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Tensões diplomáticas aumentam entre Brasil, EUA e Argentina

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As relações entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, e seu aliado argentino, Javier Milei, mudaram drasticamente em apenas 24 horas, a dois meses das eleições.

O governo de Donald Trump cancelou na terça-feira (4) o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, depois de já ter imposto em julho duas rodadas de tarifas sobre produtos brasileiros, que Lula denunciou como tentativas de interferência política.

Na mesma terça-feira, o Brasil reduziu sua representação diplomática na Argentina ao nível de encarregado de negócios, após o ultraliberal argentino Milei ter chamado Lula de “ladrão” pela segunda vez em poucos dias.

Milei é aliado de Trump, que apoiou vários candidatos de direita que venceram eleições recentes em países da América Latina, como Honduras e Colômbia.

“Ninguém deve pensar que haverá interferência externa nas eleições de outubro”, disse Lula na quarta-feira (5) em entrevista ao canal digital Meteoro Brasil.

Ao cancelar o visto da embaixadora brasileira, o governo Trump “tomou uma atitude irresponsável, impensável e totalmente desnecessária”, completou Lula.

Essa medida não implica expulsão da representante diplomática, mas se ela deixar os Estados Unidos, não poderá retornar.

Lula tem enfrentado Washington desde 2025, quando Trump aplicou uma primeira rodada de tarifas contra o Brasil — posteriormente suspensa em grande parte — como retaliação a um julgamento por tentativa de golpe de Estado que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Questão das urnas eletrônicas

Em julho, Brasília negou vistos a dois funcionários americanos que viriam para, segundo Lula, tentar interferir, fiscalizar e investigar as urnas eletrônicas.

Uma fonte diplomática brasileira revelou à AFP que chamou atenção a solicitação desses vistos um dia antes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições, questionar a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro, usando argumentos semelhantes aos que tornaram seu pai inelegível politicamente.

Por sua vez, o Departamento de Estado americano negou intenção de minar as eleições brasileiras e exigiu do governo Lula a nomeação de um novo embaixador dos EUA em Brasília, usado como justificativa para revogar o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos.

Desentendimentos com vizinhos

As relações com a Argentina também se deterioraram, apesar do Brasil ser o principal parceiro comercial argentino.

O governo brasileiro decidiu manter as relações diplomáticas com a Argentina em nível rebaixado enquanto durarem os ataques às instituições democráticas brasileiras por parte do presidente argentino Milei, revelou uma fonte diplomática à AFP.

Em julho, o Brasil chamou seu embaixador na Argentina para consultas, após Milei ter insultado Lula chamando-o de “ladrão” e “presidiário” durante o lançamento da candidatura do aliado Flávio Bolsonaro em São Paulo.

Milei repetiu essas ofensas em entrevista no domingo, e por isso Brasília decidiu não retornar seu embaixador a Buenos Aires por enquanto.

A chancelaria argentina afirmou na terça-feira que o Brasil pediu a retirada de seu embaixador em Brasília, embora uma fonte diplomática brasileira tenha esclarecido que tal decisão cabe ao governo argentino.

Lula mantém uma relação tensa com Milei desde que o ultraliberal assumiu a presidência da Argentina em 2023.

Embora sejam líderes de dois países vizinhos e parceiros estratégicos no Mercosul, nunca realizaram uma reunião bilateral.

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